quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Os anjos como são?
Diác. Joshua Sequeira, E.P. - 2013/04/04
Os anjos influenciam a nossa vida muito mais do que se pensa, e são nossos intercessores junto a Deus. Conhecendo-os melhor, mais freqüentemente invocaremos seu poderoso auxílio.
Diác. Joshua Sequeira, E.P.
Ao falar sobre os anjos, com muita facilidade vem-nos à mente a clássica representação de um misterioso jovem de bela aparência, trajando uma longa e alva túnica. Não podemos considerá-la uma imagem errada, visto que nas próprias Escrituras eles são assim figurados, como por exemplo, no episódio de Tobias.
FRA_2_RAE_69.jpgJá em nossa época, as aparições de Fátima foram precedidas de algumas intervenções angélicas. O Anjo da Paz apareceu três vezes aos pastorinhos e foi assim descrito mais tarde pela Irmã Lúcia, uma das videntes: "Começamos a ver (...) uma luz mais branca que a neve, com a forma de um jovem transparente, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do sol. À medida que se aproximava, íamos-lhe distinguindo as feições: um jovem dos seus 14 a 15 anos, de uma grande beleza. Estávamos surpreendidos e meio absortos." A descrição da Irmã Lúcia pouco revela a respeito dos seres angélicos, apenas aumenta o mistério que os cerca.
Mesmo na Sagrada Escritura, não há elementos precisos sobre sua natureza e atributos; o que se conhece é deduzido de sua atuação, nas missões a eles confiadas por Deus junto aos homens.
Quem são, afinal, os anjos? Que predicados possuem? A resposta, nós a encontramos nos escritos de um dos autores que mais a fundo tratou do assunto: São Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Com base em sua doutrina, vejamos algumas das interessantes questões relativas aos anjos.
Os anjos são mais numerosos que os homens?
Ao criar, Deus teve em vista "a perfeição do Universo como finalidade principal" (1), pois tinha intenção de espelhar o supremo Bem, ou seja, Ele mesmo. Por isso, fez em maior número os seres mais elevados. E os espíritos celestes, os quais superam em dom e qualidade qualquer ser corporal, foram criados em tal quantidade que, perto deles, todas as estrelas do firmamento não passam de um punhadinho de pedras preciosas.
Todos os homens - desde Adão até o último a nascer no fim do mundo - são poucos em relação às miríades de puros espíritos que espelham tão perfeitamente o Criador dos homens e dos anjos. É com grande veracidade que Dionísio confessou humildemente: "Os exércitos bem-aventurados dos espíritos celestes são numerosos, superando a medida pequena e restrita de nossos números materiais" (2).FRA_1_RAE_69.jpg
Os anjos são todos iguais?
Segundo o Doutor Angélico, as criaturas devem representar a bondade de Deus. Mas nenhuma criatura - nem sequer Maria Santíssima! - é capaz de representar suficientemente toda a bondade divina. Por isso, Ele criou múltiplos e distintos seres. Assim, cada indivíduo representa um aspecto diferente do Bem Supremo, e um suprirá aquilo que no outro não se encontra..
Os seres criados - se postos em escala, de inferior a superior - formam uma imensa cadeia, onde o conjunto de diversos graus, cada qual mais requintado, dá uma noção mais completa e arquitetônica da Suma Perfeição do que qualquer um deles individualmente (3).
Ademais, na medida em que as criaturas se aproximam do Bem Supremo, as diferenças entre elas se multiplicam, para melhor espelhar a riqueza infinita dos dons de Deus. Deste modo, a extrema variedade do mundo angélico supera tanto a do mundo físico que este, comparativamente, parece empalidecido, pobre e até monótono! Entre os anjos, não há indivíduos semelhantes, agrupados em famílias ou raças, como ocorre no gênero humano.
Cada um difere do outro, como se fossem espécies diversas (4).
FRA_3_RAE_69.jpgSão Tomás de Aquino, baseando-se nas Escrituras, divide-os em três hierarquias e nove coros: "Isaías fala dos Serafins; Ezequiel, dos Querubins; Paulo, dos Tronos, das Dominações, das Virtudes, das Potestades, dos Principados; Judas fala dos Arcanjos, enquanto o nome dos Anjos está em muitos lugares da Escritura" (5).
Enquanto São Dionísio explica a divisão da hierarquia angélica em função de suas perfeições espirituais, São Gregório o faz de acordo com seus ministérios exteriores: "Os Anjos são aqueles que anunciam as coisas menos importantes; os Arcanjos, os que anunciam as mais importantes; as Virtudes, por elas se realizam os milagres; as Potestades, pelas quais se reprimem os maus poderes; os Principados, que presidem os próprios espíritos bons" (6).
De que modo os anjos podem influenciar os homens?
Os anjos podem influenciar profundamente os homens, embora o façam sempre discretamente, pois a humildade também é uma virtude angélica.
Quantas vezes, uma boa inspiração tem origem num anjo! Ou quando o pressentimento de algum perigo grave leva a pessoa a tomar medidas e escapar de um acidente ou livrar-se de um grande dano, certamente foi algum solícito anjo que zelou pelo bem de seu protegido.
Mas os anjos exercem um importante papel, sobretudo no que diz respeito à fé, como nos ensina o Doutor Angélico: "Dionísio prova que as revelações das coisas divinas chegam aos homens mediante os anjos. Essas revelações são iluminações. Portanto, os homens são iluminados pelos anjos" (7).
"Pela ordem da Divina Providência - continua São Tomás - os inferiores se submetem às ações dos superiores. Assim como os anjos inferiores são iluminados pelos superiores, assim os homens, inferiores aos anjos, são por eles iluminados.
(...) Por outro lado, o intelecto humano, enquanto inferior, é fortalecido pela ação do intelecto angélico" (8).FRA_4_RAE_69B.jpg
É verdade que tenho um anjo da guarda para me proteger?
Ao tratar deste ponto, o Doutor Angélico cita o comentário de São Jerônimo às palavras do Divino Mestre: "seus anjos [dos pequeninos] no Céu contemplam sempre a face de meu Pai" (Mt 18, 10). "Grande é a dignidade das almas - afirma São Jerônimo -, pois, ao nascer, cada uma tem um anjo delegado à sua guarda" (9). Assim, cada homem recebe um príncipe da corte celeste que nunca o abandona, por mais culposas ou pavorosas que sejam as situações pelas quais passe. Tal como se reza na conhecida oração ao anjo da guarda (Santo Anjo do Senhor) ele rege, guarda, governa e ilumina o seu protegido.
O anjo ilumina o homem para incliná-lo ao bem ou comunicar-lhe a vontade divina (10) e o protege contra os assaltos do demônio. Sobretudo, o anjo continua sempre na presença de Deus, mesmo estando ao lado de seu protegido, intercedendo continuamente por ele.
1) Suma Teológica I, q.50, a.3 resp.
2) De Caelesti Hierarchia, cap.14, in MIGNE, PG, 3, 321 A.
3) cf. I, q. 47, a. 1e 2.
4) cf. I, q. 50, a. 4.
5) I, q.,108, a.,5 s.c.
6) cf. I, q 108, a.,5 resp.
7) I, q. 111 a. 1 s.c.
8) I, q. 111, a.1 resp.
9) MIGNE, PL, 26, 130 B.
10) cf. I, q. 111, a. 1.
(Revista Arautos do Evangelho, Set/2007, n. 69, p. 22 e 23)


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Imprecisões midiáticas sobre a suposta reabilitação da teologia da libertação

Fatores que contribuem para a confusão quanto a um livro publicado em 2004: é possível uma teologia da libertação católica?

Roma, (Zenit.org) Jorge Henrique Mújica | 614 visitas

O surgimento de um livro na Itália, cujo argumento central é a teologia da libertação (Dalla parte dei poveri. La teologia della liberazione), tem dado pé a manchetes equivocadas por parte de certo setor da imprensa que se ocupa de questões eclesiais (por exemplo, La Repubblica e La Stampa).
Dois fatores contribuem para as tergiversações sobre uma suposta reabilitação ou caminho livre para a teologia da libertação por parte do Vaticano: 1) o nome dos autores (o atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e o sacerdote dominicano e “pai” da teologia da libertação, Gustavo Gutiérrez), e 2) o destaque dado ao livro no jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano. Tudo isso no contexto do pontificado de um papa latino-americano, sob o qual, de acordo com a mesma resenha, “a teologia da libertação não podia ficar na sombra durante muito tempo”. A realidade, porém, é diferente.
O livro resenhado foi publicado originalmente em 2004, em alemão, quando o arcebispo Gerhard Ludwin Müller ainda não tinha sido nomeado prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé (a nomeação é de 2 de julho de 2012, oito anos depois da aparição do texto). O autor da resenha publicada em L’Osservatore Romano o apresenta como um livro escrito “a quatro mãos” entre Müller e Gutiérrez. A realidade por trás da expressão, que poderia ter sido mais feliz, não implica, porém, que um autor assuma as ideias de outro. A própria distribuição do livro faz notar que as ideias expressas (que, sendo pessoais, não são necessariamente as ideias do magistério da Igreja, embora tampouco pareçam contrapor-se) são opiniões a respeito de um tema que suscita algum interesse entre alguns teólogos: das 183 páginas do livro, 117 são de Gutiérrez e 76 do então bispo de Ratisbona. Em outras palavras, cada um tratou do assunto central de acordo com o seu próprio pensar.
É compreensível também o esmero com que o autor da resenha apresenta a obra em italiano: trata-se do diretor de Il Messaggero di Sant´Antonio, Ugo Sartorio, publicação vinculada à editora Edizioni Messaggero Padova, que é, junto com a Editrice Missionaria Italiana, coeditora da tradução da obra agora apresentada na Itália.
Sobre o tema central da obra, pode-se dizer, grosso modo, que são abordagens sobre o estatuto epistemológico da “teologia da liberação”, em suposta consonância com o sentir da Igreja, com alguns dados históricos. Neste contexto, em alguns momentos, apresenta-se e alude-se a pronunciamentos pontifícios que mostrariam o “lado bom” e a justificativa para a existência da teologia da libertação. Mas é possível uma teologia da libertação autenticamente católica?
O Magistério da Igreja foi muito claro nos seus dois pronunciamentos oficiais sobre este particular: a Instrução Libertatis nuntius sobre alguns aspectos da teologia da libertação (Congregação para a Doutrina da Fé, 6 de agosto de 1984) e a Instrução Libertatis conscientia sobre liberdade cristã e libertação (Congregação para a Doutrina da Fé, 22 de março de 1986), vinculantes para todo católico.
Substancialmente, pode-se dizer que já naqueles documentos se apresenta uma visão efetivamente católica sobre a teologia da libertação: a que entende a liberdade humana não como política e, em consequência, não abraça a ideologia marxista, sua luta de classes, nem transforma a fé em política, mas entende a liberdade humana como liberdade do maior dos males, o pecado, e a Cristo como libertador. Ou, em palavras do documento de 1986: “A libertação, em sua significação primordial, que é salvífica, se prolonga deste modo em tarefa libertadora e exigência ética. É neste contexto que se situa a doutrina social da Igreja, que ilumina a práxis no âmbito da sociedade”.
Bastava reler a novidade daqueles documentos em 1984 e em 1986 para não apresentar como novo o que o foi há quase 30 anos.
(06 de Setembro de 2013) © Innovative Media Inc
Home > Igreja > 2013-10-02 17:31:23
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Reforma da Cúria, Sínodo e colegialidade no centro dos trabalhos do Conselho de cardeais: coletiva do Pe. Lombardi



Cidade do Vaticano (RV) - Concluem-se nesta quinta-feira, no Vaticano, as reuniões do Conselho de cardeais, o grupo de oito purpurados que tem a tarefa de coadjuvar o Papa no governo da Igreja e no projeto de revisão da Constituição apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana.

Os trabalhos tiveram início na manhã de terça-feira na Biblioteca privada do apartamento papal, prosseguindo depois na Casa Santa Marta. Na manhã desta quarta-feira o Papa não participou dos trabalhos por causa da audiência geral.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu uma coletiva aos jornalistas sobre os trabalhos em andamento. Pe. Lombardi destacou a introdução feita pelo Papa Francisco, seguida de uma reflexão entre os membros do Conselho sobre a eclesiologia a partir do Vaticano II.

O porta-voz vaticano precisou que o trabalho dos oito cardeais não é de tipo organizativo, mas se coloca numa visão teológica, espiritual da Igreja, segundo as disposições do Concílio, do qual se quer portar avante a sua aplicação.

Iniciaram-se assim os trabalhos de terça-feira na Biblioteca privada, afirmou Pe. Lombardi, detendo-se também sobre alguns temas:

"Os membros do Conselho se prepararam, houve também por parte deles essa reflexão de caráter teológico, espiritual, no sentido de refrescar, reavivar a perspectiva da Igreja, inspirada no Concílio, sobre a sua missão, sobre a relação entre Igreja universal e Igrejas locais, sobre o tema da comunhão, da participação, da colegialidade na condução da Igreja, sobre o tema da Igreja dos pobres, dos leigos na Igreja, sobre o caráter de serviço de todas as instituições eclesiais e a responsabilidade de todos os membros da Igreja pelo bem comum."

Na parte da tarde de terça-feira, na Casa Santa Marta, falou-se sobre o próximo Sínodo dos Bispos. Pe. Lombardi recordou que o Papa Francisco já antecipou o tema do Sínodo, um tema antropológico, dedicado à pessoa e à família, à luz do Evangelho. Por isso esteve presente na sessão de trabalho também o novo secretário-geral do Sínodo, Dom Lorenzo Baldisseri:

"Foi dada uma certa prioridade a esse tema já na reunião de terça-feira à tarde, tanto pela importância, evidentemente, da participação do Episcopado mediante o instrumento dos Sínodos na vida da Igreja universal, quanto por uma certa urgência de precisar e iniciar a preparação do próximo Sínodo."

O tema foi o da pastoral familiar e matrimonial, sobre como abordar o estudo e o aprofundamento, temas que o Pontífice já anunciou como cruciais para a atividade da Igreja nos próximos tempos. Daqui a uma ou duas semanas, a Secretaria do Sínodo poderá dar informações mais precisas a esse respeito. A atenção nesta quarta-feira volta-se para a reforma da Cúria, nos vários aspectos:

"A relação dos dicastérios com o Santo Padre, a coordenação dos dicastérios e a função da Secretaria de Estado, e assim por diante... São temas muito amplos, articulados, sobre os quais há uma ampla quantidade de sugestões e de pontos que foram apresentados. Agora trabalharão também sobre essa temática."

O porta-voz vaticano precisou que os oito purpurados não são delegados continentais, mas membros do Colégio episcopal, que conhecem muito bem os problemas reais da Igreja nas duferentes partes do mundo e que, obviamente, gozam "de grande confiança e apreço pessoal por parte do Papa".

O Conselho "pode tratar também de temas concernentes à administração econômica", mas, efetivamente, até então não se falou sobre isso, concluiu Pe. Lombardi respondendo às perguntas dos jornalistas. (RL)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/10/02/reforma_da_cúria,_sínodo_e_colegialidade_no_centro_dos_trabalhos_do/bra-733765
do site da Rádio Vaticano
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"Deus não é um juiz, Ele nos espera de braços abertos", diz o Papa na audiência



Cidade do Vaticano (RV) – Nesta ensolarada quarta-feira, 02, o Papa Francisco recebeu dezenas de milhares de pessoas na Praça São Pedro. Fiéis de todo o mundo, turistas e romanos participaram com entusiasmo da audiência geral. Como sempre, o encontro semanal começou com a volta do Papa em jipe aberto por toda a Praça. O automóvel parou diversas vezes para Francisco pegar crianças levadas pelos seguranças.

Do palanque, o Papa fez um discurso intitulado “A Igreja santa”, introduzido pelo Pe. Bruno Lins, que trabalha na Secretaria de Estado, com a leitura da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. Tomando como exemplo as relações familiares, ele afirma:

Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

Inspirando-se neste trecho do cap. 5, o Papa começou a catequese com a pergunta:

Como pode a Igreja ser santa se é feita de seres humanos, de pecadores? Vimos na história homens, mulheres, sacerdotes, freiras, bispos, cardeais e até Papa pecadores! Somos todos pecadores!”, começou.

Sob os aplausos do público presente, Francisco asseriu que a Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, lhe é fiel e não a abandona ao poder da morte e do mal. É santa porque Jesus Cristo é unido de modo indissolúvel a ela; é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma e renova.

Não é santa graças aos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e de seus dons”.

Prosseguindo, o Pontífice ressalvou que “a Igreja é feita de pecadores, como vemos todo dia; mas somos chamados a nos deixar transformar, renovar, santificar por Deus”. Lembrou que alguns dizem que a Igreja é só para os puros, os totalmente coerentes, e que os outros devem ser afastados.

Isto não é verdade, é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; ao contrário, os acolhe. Chama todos a se deixarem-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que dá a todos a chance de encontrá-lo e caminhar rumo à santidade”.

O Papa disse que na Igreja, encontramos um Deus que não é juiz, mas um Pai, como o da parábola do filho pródigo:

Quando você tem a força de dizer: quero voltar para casa, encontrará sempre a porta aberta. Deus lhe espera sempre, lhe abraça e lhe beija, faz festa para você. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; nos comunica a Palavra de Deus, nos faz viver na caridade, no amor de Deus por todos”.

Depois de convidar a Igreja a fazer uma autocrítica e a se questionar se realmente acolhe os pecadores, doa coragem e esperança, na qual se vive o amor de Deus e se reza uns pelos outros, Francisco terminou seu discurso com outra pergunta:

O que posso fazer quando me sinto fraco, frágil, pecador?

E respondeu que Deus nos assegura que não devemos ter medo da santidade, de nos deixarmos amar e purificar por Ele. “A santidade – concluiu – não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da sua graça, é ter confiança na sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e o serviço ao próximo”.

A seguir, leitores repetiram o resumo da catequese em diversas línguas e o Papa saudou algumas delegações, como um grupo de budistas japoneses, os membros da Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre e os brasileiros. Aos peregrinos de língua portuguesa, disse que “ao retornarem a seus países, devem levar a certeza de que a misericórdia de Deus é mais poderosa que qualquer pecado!”.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a sua benção.
(CM)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/10/02/deus_não_é_um_juiz,_ele_nos_espera_de_braços_abertos,_diz_o_papa_na/bra-733586
do site da Rádio Vaticano