domingo, 23 de agosto de 2015

Dom Roberto Francisco explica porque não se deve bater palmas durante a celebração da Missa…

Razões pelas quais não se deve bater palmas para acompanhar cantos, etc.., na Missa
Porque não se adequa a teologia da Missa que conforme a Carta Apostólica Domenica Caena de João Paulo II do 24/02/1980, exige respeito a sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam batendo palmas.
Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa gerando um clima emocional que faz passar a assembléia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.
Porque o gesto de bater palmas olvida duas importantes observações do então Cardeal Joseph Ratzinger sobre os desvios da liturgia : “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio”.
Finalmente porque sendo a liturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.

+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz quando Bispo Auxiliar de Niterói

sábado, 22 de agosto de 2015

Papa Francisco anuncia Jubileu da Misericórdia

Ano Santo Extraordinário foi anunciado em homilia na celebração penitencial desta sexta-feira, 13; jubileu será de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016
Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Francisco durante a celebração desta tarde, pouco antes do anúncio do Ano Jubilar / Foto: Reprodução CTV
Francisco durante a celebração desta tarde, pouco antes do anúncio do Ano Jubilar / Foto: Reprodução CTV
O Papa Francisco anunciou nesta sexta-feira, 13, um jubileu extraordinário que terá no centro a misericórdia de Deus. O “Ano Santo da Misericórdia” foi anunciado durante a homilia do Pontífice na celebração penitencial no dia em que completa dois anos de pontificado.
Em comunicado à imprensa, o Vaticano informou que o Jubileu da Misericórdia terá início na Solenidade da Imaculada Conceição 2015, no dia 8 de dezembro, e se concluirá no dia 20 de novembro de 2016, com a solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.
“Queridos irmãos e irmãs, pensei em como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que inicia com uma conversão espiritual. Por isso, decidi realizar um Jubileu extraordinário que tenha no centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia. Queremos vivê-lo à luz da Palavra do Senhor: ‘Sejais misericordiosos como o Pai’ (Lc 6, 36)”, explicou o Pontífice na homilia de hoje.
Durante o Jubileu, as leituras para os domingos do tempo ordinário serão do Evangelho de Lucas, chamado “o evangelista da misericórdia”.
O anúncio oficial e solene do Ano Santo será com a leitura e publicação da Bula no Domingo da Divina Misericórdia, festa instituída por São João Paulo II que é celebrada no domingo depois da Páscoa, em 2015, no dia 12 de abril.
Rito inicial e organização
O rito inicial do jubileu será a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro. Trata-se de uma porta que é aberta somente durante o Ano Santo e simboliza o conceito de que, durante o Jubileu, é oferecido aos fiéis um “percurso extraordinário” para a salvação.
Têm uma Porta Santa as quatro maiores basílicas de Roma: São Pedro, São João Latrão, São Paulo Fora dos Muros e Santa Maria Maior. As portas dessas basílicas serão abertas sucessivamente à abertura daquela da Basílica de São Pedro.
A organização do Jubileu da Misericórdia foi confiada, pelo Papa, ao Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização.
História dos Jubileus
Antigamente entre os hebreus, o jubileu era um ano declarado santo e que acontecia a cada 50 anos, no qual se devia restituir a igualdade a todos os filhos de Israel.
A Igreja católica iniciou a tradição do Ano Santo com o Papa Bonifácio VIII em 1300. Ele planejou um jubileu por século. A partir de 1475, para possibilitar que cada geração vivesse pelo menos um Ano Santo, o jubileu ordinário passou a acontecer a cada 25 anos. Um jubileu extraordinário pode ser realizado em ocasião de um acontecimento de particular importância.
Até hoje, foram 26 Anos Santos ordinários. O último foi o Jubileu de 2000. Quanto aos jubileus extraordinários, o último foi o de 1983, instituído por João Paulo II pelos 1950 anos da Redenção.
A Igreja católica deu ao jubileu judaico um significado mais espiritual. Consiste em um perdão geral, uma indulgência aberta a todos, e uma possibilidade de renovar a relação com Deus e com o próximo. Assim, o Ano Santo é sempre uma oportunidade para aprofundar a fé e viver com renovado empenho o testemunho cristão.
PENSAMENTO DO DIA, QUINTA-FEIRA, 21 DE AGOSTO

"Dai-me um exército que reze o Rosário e eu vencerei o mundo".São Pio X (1835-1914)

Uma visita ao Santíssimo Sacramento

Depois de um dia de trabalho no Hospital, resolvi alterar a rotina do habitual fim de tarde numa esplanada e fui visitar Nosso Senhor à capela da Adoração ao Santíssimo Sacramento. Um espaço pequenino, onde só há lugar para dois ou três bancos e uma mesa com livros de orações. Ao fundo o altar simples, acima do qual sobressaía o Sacrário. Ali estava Nosso Senhor, o próprio Deus tão perfeitamente real como no Céu. Após a genuflexão diante de tão Real Presença, ajoelhei-me e rezei o Acto de Contrição, seguido da oração que o Anjo ensinou aos Pastorinhos, em Fátima.

Rezei pelo Santo Padre, pelos Bispos e Sacerdotes. Pelos seminaristas, para que não sejam formados bons padres, mas padres santos.

Rezei pelos meus inúmeros pecados, pelos pecadores e em desagravo das ofensas.

Confiei estes país a Nosso Senhor, lembrando-O que a Sua Mãe Santa é nossa Rainha.

Rezei pelas almas do Purgatório, em especial por aquelas que não têm quem se lembre e reze por elas.

Rezei pelos doentes que tenho ao meu cuidado, pelos que estão na fase agónica e pelas suas famílias. Pedi a protecção da Santíssima Virgem para esta fase final da vida. Lembrei-me muito em especial de um marido que connosco hoje desabafou e não percebe como Deus permitiu que a esposa tenha ficado em coma há dois anos... Um senhor que mantém a esperança de um milagre. Falei muito a Nosso Senhor deste marido.

Apetecia-me pedir muitas mais coisas a Jesus ali presente, tão real como há 2000 anos na Terra e como se encontra no Céu, em Corpo, Alma e Divindade.

Mas achei que já estava a abusar...

Fiquei então em silêncio, apenas a olhar o Sacrário. Abri o livrinho que levava comigo e rezei a oração na página que ele se abriu e que passo a transcrever:

Ó meu Jesus, eu Vos adoro em todo o lugar onde habitais sacramentado; Faço-Vos companhia pelos que Vos desprezam; amo-Vos pelos que não Vos amam; desagravo-Vos pelos que Vos ofendem.

Depois de invocar a benção de Deus, levantei-me, genuflecti novamente e saí para a habitual esplanada, já no declínio do dia...
Diz-nos São João Bosco:
"Quereis que o Senhor vos dê muitas graças?
Visitai-o muitas vezes.
Quereis que Ele vos dê poucas graças?
Visitai-o poucas vezes.
Quereis que o demónio vos assalte?
Visitai raramente a Jesus Sacramentado.
Quereis que o demónio fuja de vós?
Visitai a Jesus muitas vezes.
Quereis vencer o demónio?
Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus.
Quereis ser vencidos?
Deixai de visitar a Jesus.
Meu caros, a visita é um meio muito necessário para vencer o demónio. Portanto, ide frequentemente visitar Jesus, e o demónio não terá vitória contra vós."

Oração para Adoração ao Santíssimo: Adoro-Te, devote!

(Composta por São Tomas de Aquino, a pedido do papa Urbano IV, em 1263)

"Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, a Vós, meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.
A vista, o tacto, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em Vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
Na Cruz, estava oculta somente a Vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a Vossa Humanidade. Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
Não vejo, como Tomé, as Vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus. Faça que eu sempre creia mais em Vós, em Vós esperar e Vos amar.
Ó memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, fazei que minha alma viva de Vós, e que a ela seja sempre doce este saber.
Senhor Jesus, bondoso pelicano, lavai-me, eu que sou imundo, em Vosso sangue, pois uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo pecado.
Ó Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente Vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a Vossa glória.
Amén. "

Papa Francisco: "O terço é a oração do meu coração"

O Papa compartilha conosco a importância do terço em sua vida

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papa francisco© ALESSIA GIULIANI/CPP





"O terço é a oração que acompanha todo o tempo da minha vida. É também a oração dos simples e dos santos. É a oração do meu coração": com estas palavras, o Papa Francisco escreveu o prólogo do livro "Il rosario, preghiera del cuore" ("Rosário, a oração do coração", em tradução livre), escrito pelo Pe. Yoannis Lahzi Gaid, um sacerdote copta de rito católico que, há alguns meses, faz parte do seu secretariado particular.

Datado de 13 de maio, festa de Nossa Senhora de Fátima, o prólogo do livro foi inteiramente escrito pelo Santo Padre.

O livro do Pe. Yoannis foi publicado em língua árabe e, pouco tempo depois, mesmo sendo pequena a comunidade copta, já vendeu mais de 130 mil exemplares.

O livro acabou de ser reeditado em italiano, não só com o prólogo escrito pelo Papa, mas também enriquecido com alguns trechos dos seus discursos sobre Maria, e outros de seus predecessores. A peculiaridade desse pequeno livro é que ele permite rezar o terço levando em consideração as tradições oriental e ocidental.

O terço me ajuda a relaxar

Já sabemos o quanto o Papa Francisco ama Maria. Seu vínculo com o terço não é nenhum segredo; de fato, no aniversário do seu primeiro ano de pontificado, o Pe. Alfred Xuereb, então seu secretário pessoal, falou precisamente sobre isso aos microfones da Rádio Vaticano:

"O Papa não perde um minuto! Trabalha incansavelmente – explicou. E quando precisa fazer uma pequena pausa, não fecha os olhos sem fazer nada: ele se senta e reza seu terço. Acho que ele reza o terço três vezes ao dia. Ele me disse: 'Isso me ajuda a relaxar'. Depois ele retoma o trabalho."