sábado, 26 de abril de 2014

RONALDO "O FENÔMENO”
Uilsedir P. Campos
   Ronaldinho nasceu pobre, de família pobre, num beco qualquer de uma favela do Rio de Janeiro. Conviveu com assaltantes, balas perdidas, drogas. Viu de perto tanta desgraça que dele nada se poderia esperar a não ser um novo bandido na praça que viria a ser morto em tiroteio com a Polícia.
   Mas, Ronaldinho não seguiu o destino que a sociedade em que vivia lhe impunha. Ele quis ser diferente. Começou treinando futebol nas peladas do morro. Com dificuldade conseguiu concluir o ensino fundamental.
   Ronaldinho sonhava grande. Não seria como os outros meninos de sua rua. Um dia ele iria vencer. Ele tinha certeza disto.
   Vou agora ao meu dicionário “Aurélio” em busca de uma definição de “fenômeno” e encontro mais de dez. Tomo apenas uma delas. A que diz “Pessoa que se distingue por algum talento extraordinário”.
   Com esta definição começo a enquadrar o Ronaldinho sob esta perspectiva. E, por incrível que pareça, ele é realmente um fenômeno.
   Ronaldinho poderia ser um drogado, um traficante, um criminoso. Mas, não foi. Ele é um fenômeno!
   Ronaldinho cresceu, se desenvolveu e é hoje, um orgulho para sua família. É um fenômeno!
   Até aqui, tenho a certeza que você já sabia de quem eu estava falando. No entando, prezado leitor, devo lhe garantir: você se enganou.
   O Ronaldinho da minha história não é conhecido no mundo todo, não recebe honras de herói nacional nem prêmios milionários. Ronaldinho não tem mansões na Europa e nem anda de Ferrari. Ronaldinho nunca comeu em um restaurante e quando adoece não se trata no Hospital Sírio Libanês ou no Copa D’Or. O Ronaldinho de que falo não se casou em um castelo na Europa, nunca desfilou no carro do Corpo de Bombeiros pelas ruas da das cidade, jamais foi recebido pelo presidente da República e nem aparece diariamente na TV, nos jornais e nas revistas.
      O Ronaldinho da minha história só é conhecido pela própria família e pelos amigos que ganhou ao longo de sua vida morando no morro. Ronaldinho nunca recebeu qualquer prêmio ou homenagem pelo que faz. Ao contrário, recebe, às vezes, desprezo e deboche dos usuários. Sua casa é apenas um “puxadinho” que fez colado à casa de sua mãe e onde moram ele, a mulher e os três filhos. Ronaldinho desfila todos os dias pela avenida em um carro, da coleta do lixo, e, longe dos restaurantes cinco estrelas, garimpa do lixo alguma coisa para comer quando a fome é insuportável. Se ele existe, nem a presidente do País e nem os jornais ou a TV  sabem. Se adoece, ele precisa brigar na fila do SUS para ser atendido.
   Isto, sim, é ter talento extraordinário. Sobreviver em um país com tantas riquezas, mas dividido pela injusta, perversa e subversiva distribuição de rendas.
   Você, sim, merece respeito sendo honesto em um país que inverteu os valores endeusando aqueles que sabem usar os pés e desprezando aqueles que sabem usar a cabeça.
   Você, sim, deveria ser reconhecido como exemplo, como herói nacional, pois não mercadejou com a honra e nem procurou meios desonestos para viver.
   Você, sim, deveria ser conhecido no mundo todo!
   Você, é um vencedor!
   Ronaldinho, você, sim, é um FENÔMENO!

HINO OU MÚSICA?

“Quem canta reza duas vezes”.  Este provérbio, dentro de um contexto moderno tem sido entendido como uma manifestação externa de uma espiritualidade voltado predominantemente para o louvor.
Após o Vaticano II uma inundação de músicas-mensagens invadiu o repertório litúrgico como músicas litúrgicas integrando, indevidamente, as Celebrações Eucarísticas.
Em dado momento tais músicas chegaram a se constituir em uma marca da nova fase da Igreja: a Pós-Concíliar.
O novo tempo na Igreja, à custa de interpretações infundadas deu margem ao surgimento de centenas de grupos musicais e de suas composições carregadas de sentimentalismos e pobres de piedade e de valores autenticamente cristãos. É o que se chama de músicas-mensagens.
Enquanto cresciam estas iniciativas, os antigos hinos litúrgicos gregorianos ou tradicionais eram jogados no mais fundo das lixeiras musicais na tentativa de sepultá-los para sempre, atitude esta motivada, muitas vezes, por antipatias pessoais contra os antigos bispos e sacerdotes.
A nova música católica necessitou ser agrupada em músicas “litúrgicas” e músicas para “encontros”. Evidentemente que os novos compositores sem conhecimentos teológicos e/ou doutrinários, inadvertidamente, quero crer, acabaram introduzindo em suas letras erros crassos contra a Santa Igreja, que continuam a ser cantados até hoje. Vários hinos que se cantam hoje são de origem protestante expondo os fiéis à assimilação de conceitos teológicos ou doutrinários errôneos.
Tudo que se cantava à cantochão e com toda a reverência  passou a ser cantado nos mais diversos ritmos populares, como se a Igreja devesse se profanizar, imitando o mundo. As letras e músicas passaram a ser carregadas de sentimentalismo a tal ponto que poderiam servir também para embalar as mais diversas emoções humanas.
A música sacra, bem ao contrário,  deve ter o carisma de elevar o espírito a Deus e favorecer a meditação. Deus nos fala na suavidade da brisa e não no calor do incêndio das paixões e nem nos terremotos das emoções superficiais.
Se necessitamos “sentir” tais emoções é porque precisamos amadurecer nossa fé, aprofundar nosso conhecimento sobre a Igreja e, sobretudo, aprendermos a rezar.
O caminho da música católica deve passar necessariamente pelo bom senso e pelo respeito às suas origens: o ritmo suave, as letras dotadas de conteúdo profundo e o acompanhamento do instrumento sacro por excelência: o órgão.
Assim ela estará cumprindo sua finalidade primeira: elevação da alma à Deus.
Se o homem do nosso tempo não acha gosto no canto sacro tradicional a eles se aplicam plenamente as palavras do Apóstolo Paulo: “Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar.”
                                                              (I Cor. 2, 14)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

joão paulo

Oração a São João Paulo II

Para compartilhar e rezar com fervor

24.04.2014 // IMPRIMIR

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© MARCO UGARTE / AFP
Ó São João Paulo,
da janela do céu,
dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja,
que tu amaste, serviste e guiaste,
incentivando-a a caminhar corajosamente
pelos caminhos do mundo,
para levar Jesus a todos
e todos a Jesus!

Abençoa os jovens,
que também foram tua grande paixão.
Ajuda-os a voltar a sonhar,
voltar a dirigir o olhar ao alto
para encontrar a luz que
ilumina os caminhos da vida na terra.

Abençoa as famílias,
abençoa cada família!
Tu percebeste a ação de Satanás
contra esta preciosa e indispensável
faísca do céu que Deus
acendeu sobre a terra.

São João Paulo,
com a tua intercessão,
protege as famílias
e cada vida que nasce
dentro da família.

Roga pelo mundo inteiro,
ainda marcado por tensões,
guerras e injustiças.
Tu te opuseste à guerra,
invocando o diálogo e semeando o amor;
roga por nós,
para que sejamos incansáveis
semeadores de paz.

Ó São João Paulo,
da janela do céu,
onde te vemos junto a Maria,
faz descer sobre todos nós
a bênção de Deus!

Amém.

(Cardeal Angelo Comastri)