quarta-feira, 30 de outubro de 2013

                                    O Tabernáculo

Fonte: Mãe Cristã

      Como são bons os teus tabernáculos, ó Deus das virtudes! A minha alma palpita ansiosa de se abrigar em teus átrios; pois, se o pardal sabe onde há de recolher-se para passar a noite e a andorinha vai direita ao beiral onde fez o seu ninho: quanto a mim o que desejo, o que procuro, é refugiar-me em teus altares, ó Senhor, meu Rei e Deus meu! Bem-aventurados os que moram em tua casa; estes te louvarão eternamente!
Sim, bem-aventurados todos os que, neste vale de lágrimas, buscam refúgio em teu seio e aí, levados nas ascensões celestes, sobem de virtude em virtude, como de montanha em montanha, até à divina Sião onde em êxtase contemplam a face do altíssimo (Psalmos. 84). Se assim suspirava o real salmista, quanto se deve a alma cristã enternecer em presença do tabernáculo! O Deus de amor se acha entre nós; é o “Deus oculto”, de que fala Isaias, que nos oferece o maná do céu e o cálice da imortalidade. “Eis-me aqui – diz-nos o Senhor – eu convosco estou até à consumação dos séculos”. Que inefável mistério!

                O altar é o trono do Santo dos Santos e o ponto central da devoção cristã. Dele jorram as graças e os dons de Deus e dimanam as águas vivas que fazem brotar as flores da santidade.

                Os esplendores do tabernáculo são misteriosos e invisíveis, velados como ficam pelo mistério do Sacramento; pois, se na pátria celestial o Altíssimo está rodeado de inúmeros espíritos que lhe rendem adorações dignas dEle, aqui na erra, Deus não reclama senão a homenagem de nosso coração: “Fili, praebe mihi cor tuum”. Também o culto do augusto Sacramento é essencialmente uma adoração em espírito e em verdade. A intenção de Jesus Cristo, tornando-Se assim invisível a nós, é elevar-nos acima das coisas deste mundo para nos atrair com Ele às regiões sobrenaturais. É para isto, diz São João Crisóstomo, que o Deus do amor, presente no santo altar, esconde aos nossos olhos as suas magnificências.

                Ele não se revela senão na alma recolhida e não reside entre nós senão para conquistar o nosso amor. Ele ai está, não para se mostrar, mas para nos atrair, para nos ganhar, para nos contentar. Aí está, enfim, porque Ele nos ama e nos ensina a amar, porque Ele se dá e nos ensina a nos darmos, porque Ele se imola e nos ensina a nos imolarmos.

                Não procureis, em vossas visitas ao Santíssimo Sacramento, sensações de ternura. A devoção sensível raras vezes é profunda e está sempre exposta a ilusões. Ela provém, segundo a acepção da palavra, do fervor dos sentidos; quando, entretanto, a nossa vontade é que deve ser fervorosa e ardente. “Não me Toqueis – disse Jesus Cristo – porque eu não subi ainda para junto de meu Pai”; frase esta que São Bernardo interpreta do seguinte modo: não vos ligueis aos sentidos corporais que se enganam, nem à razão que se perturba nem à natureza que é limitada, mas apoiai-vos na palavra de Jesus Cristo, que é a verdade imutável. No céu é que havemos de contemplar as perfeições da Majestade divina; aqui na terra gozamos apenas as primícias desta felicidade e nos preparamos com todas as nossas forças para plenamente a possuir e deliciosamente a saborear nos êxtases da eternidade.

                Todavia, neste mistério, Nosso Senhor não é diferente do que era durante a sua vida terrestre. Sempre bom, indulgente, misericordioso e terno, é acessível a todos os que a Ele se dirigem. Como outrora, Jesus quer sobretudo que se deixem ir a Ele as criancinhas, pois que as ama com predileção, as abençoa e as acaricia e ameiga.

                Queremos nós participar destas preciosas prerrogativas? Ele acolhe os homens de boa vontade, ouve-os, levanta-os e fortalece-os.

                A sua mão toca untuosamente o coração abatido para vivificar a esperança e a coragem. Jesus tem um balsamo infalível para as almas aflitas, que enxuga todas as lágrimas, acalma as inquietações, abranda as penas do espírito e ativa a seiva da caridade.

                Se estais tristes, ide depor ao pé do tabernáculo o fardo que vos oprime; e, se estais alegres, rendei graças ao Deus das consolações. Onde podereis achar de fato inspirações salutares, pensamentos fortes, motivos de inabalável confiança a não ser no seio do vosso Pai? Tendes necessidade de repouso, aqui se repousa;  tendes necessidade de amar e de ser amado, aqui se ama e se é amado, aqui é a escola do verdadeiro amor.
           O tabernáculo deve ser o principal refúgio da mãe cristã, o asilo do seu coração, o santuário da sua esperança e o lugar do seu repouso. É ai que ela reza por todos os que lhe são caros; que ela pede e obtém; que ela procura e acha; que ela bate e lhe abrem. Ela sabe que diante do altar é preciso dar para receber, mas que se recebe infinitamente mais do que se dá e que o grão de incenso que ai se queima volta a nós desfeito em um perfume de bênçãos.
                Dizeis contudo: Eu tenho pedido, procurado e batido muitas vezes, mas em vão; de modo que, em contrário às promessas do Evangelho, o Senhor, que, em sua vida evangélica, não deixou de atender jamais às preces de nenhuma mãe, parece, ai de mim! Insensível às minhas!

                Semelhante queixa revela uma tentação. Deus ouve sempre, quer conceda logo, quer demore, quer recuse; mas corrige os nossos desejos pouco previdentes e por vezes intempestivos, interpreta-os de maneira a que se tornem em nosso proveito, modera o nosso zelo que nem sempre é conforme à sabedoria e dispõe-nos a uma submissão paciente. Eis a razão por que São Paulo quer que juntemos sempre ações de graças às nossas preces e que sejamos reconhecidos a Deus seja qual for o resultado aparente delas.

                Além disso há para nós, assim como para os nossos filhos, horas de graças ou ocasiões favoráveis.

                Aguardemo-las; esperemos com paciência esses momentos propícios e deixemos obrar a Sabedoria divina sem lhe pretendermos impor os fracos juízos da nossa própria sabedoria. “Eu esperei muito, mas não cansei de esperar – dizia o Salmista – e afinal o Senhor olhou para mim e atendeu  a minha prece” (Salmo 39). Ser-vos-ia útil dizer em qualquer circunstância: Seja feita a vossa vontade e não a minha! E eis ai precisamente o que não dizeis, ou ao menos o que não pensais, se acaso o dizeis.

                A vossa inquieta solicitude se afrouxa quando Deus vos não concede imediatamente o que lhe pedis; pois quereis se atendida à hora que soa na terra, posto que essa hora não tenha soado ainda no céu.

                Para vos expandirdes diante do altar, não é mister um grande fluxo de palavras: a devoção ao Santíssimo Sacramento exige apenas uma disposição calma, submissa e confiante. Exponde silenciosamente as vossas súplicas perante Aquele que lê no fundo dos corações: “deleitai-vos no Senhor, e ele atenderá aos vossos desejos; esperai em Deus, e ele satisfará ao que desejais”. Dizem que as flores reproduzem, na sua admirável variedade, as formas diversas dos astros a que correspondem. Seja como for, elas se conservam tranquilas nos seus pedúnculos, sem se preocuparem com isso, haurindo suavemente a luz do sol que as aquece; e, pouco a pouco, aponta a sorrir no fundo dos seus Cálices o fruto saboroso.

                É assim que se dilatam as almas amorosas ante os tabernáculos do divino Amor. Tranquilas e recolhidas ante o sacro foco da bondade divina, elas absorvem com delicia os raios que daí emanam, e tornam-se boas comungando com a Bondade, misericordiosas, comungando com a divina Misericórdia. A sua atitude humilde e piedosa, o ardor dos seus santos desejos e as aspirações veementes da suas esperanças fazem partir do altar as centelhas das virtudes divinas; e assim se reproduzem admiravelmente nelas mesmas os traços da celeste perfeição, como essas imagens vivas que a luz imprime entre os planos em que reflete.

                O Senhor disse no Evangelho: “Aquele que me vê, vê meu Pai”. E com efeito, Ele é a substancia e o esplendor do Todo-Poderoso. Os reflexos do tabernáculo que se projetam em nossas almas ai produzem um efeito semelhante; e a mãe cristã, toda repassada dessas graças, se erguerá à imagem do seu Deus, de modo que, ao ver as suas virtudes, a sua abnegação e a sua doce piedade afável e atraente, cada um poderá dizer também: Aquele que a vê, vê Jesus Cristo.

                A vida humana não é mais do que a flor de um dia, mas quando esta flor se descerra ao influxo da Religião, uma misteriosa transformação nela se opera, de que resulta um fruto imortal.

CASTIDADE

Nota: Transcreveremos um dos capítulos desta belíssima obra.

ESCOLA DA PERFEIÇÃO
(Obra compilada dos escritos de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, vertida para o português segundo a edição alemã do Pe. Paulo Leick pelo Pe. José Lopes, C. SS. R, 1955)

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I- EXCELÊNCIA DA CASTIDADE


Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: "Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente" (Ecli 26,20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades não lhe são comparáreis.

São Efrém chama a castidade "a vida do espírito"; São Pedro Damião, "a rainha das virtudes", e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário a castidade, com facilidade triunfará de todos os mais; quem , pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outros vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc.

A castidade faz do homem um anjo "Ó castidade, exclama São Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos". Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. "Por mérito desta virtude, diz São Cassiano (De coen. inst., 1.6, c.6), assemelham-se os homens aos anjos", e São Bernardo (De mor. et off, ep., c.3): "O homem casto difere do anjo, não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida". "A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus que é um puro espírito", afirma São Basílio (De ver. virg.).

O Verbo eterno, vindo a este mundo, escolheu para a Sua Mãe, uma virgem, para pai putativo um virgem, para precursor um virgem, São João Batista, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a Santa Igreja e Sua própria pessoa.

Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio (De virg.): "Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos anjos e a coroa dos santos".

Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Sermo 293): "O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente e a vitória é rara".

"Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus".

Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: "É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois a negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade".

PS: Grifos meus.

Pureza: já ouviu falar?

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- Eu e você queremos ser amados. Jamais usados. Para isso, eu e você precisamos olhar o outro como ele é: uma p-e-s-s-o-a. Uma unidade inseparável de corpo e alma. Como conseguimos isso? Sendo puros!
 Mas, falar de pureza hoje é dificílimo e por uma razão bem simples: as palavras no nosso vocabulário não significam a realidade que lhe corresponde e por isso precisamos explicar primeiro do que estamos falando.

Vou dar um exemplo: o que vem na sua mente quando você escuta a palavra “modéstia”?... E o que vem na sua mente quando você escuta a palavra “atrativa”?... Por acaso você relacionou a palavra “modéstia” à idéia de breguice, feiúra ou vulgaridade e a palavra “atrativa” à idéia de “fineza, beleza e elegância?” Bingo! Você está dopada(o) pela anti-cultura que nos rodeia. Desculpe-me pela palavra dopada(o), mas quem não reconhece estar dopada(o) espiritualmente, também não reconhece necessitar de uma nova medicina espiritual, isto é, uma nova visão do corpo e da sexualidade!


Esta nova visão é simplesmente a visão original, a visão que foi planejada desde sempre pelo Criador e que tanto o homem como a mulher receberam ao serem criados, dando-lhes a capacidade de estarem nus e não sentir vergonha (Gn. 2, 25). O perigo é fazer uma pobre interpretação deste versículo. A Palavra de Deus é infinitamente rica e por isso peço que você leia com toda a atenção o parágrafo abaixo no qual o Papa João Paulo o explica (nas suas catequeses a explicação é bem mais profunda, aqui coloco a versão resumidíssima).


“Nudez significa a bondade original da visão divina. Significa toda a simplicidade e plenitude da visão através da qual se manifesta o valor puro do homem como varão e mulher, o valor puro do corpo e do sexo.” Porque puro? Porque a “revelação original do corpo (contida em Gn 2, 25) não conhece ruptura interior nem contraposição entre o que é espiritual e o que é sensível, assim como não conhece ruptura nem contraposição entre o que humanamente constitui a pessoa e o que no homem é determinado pelo sexo: o que é masculino e o que é feminino”. (Audiência de João Paulo II, 2 de janeiro de 1980)


A pureza então é olhar como Deus olha: Ele olhou tudo o que fez e viu que tudo “era muito bom” (Gn 1, 31). Por isso, pureza e bondade no plano original de Deus são sinônimos. A pureza do coração é condição para sair da visão reducionista do corpo e da sexualidade e reconhecer que o “corpo humano nu – em toda a verdade da sua masculinidade e feminilidade- tem o significado do dom de uma pessoa para outra pessoa”. Justamente porque sofremos tantas deformações no nosso “olhar” (que reflete nosso interior!) é que velamos aquilo que no nosso corpo pode ser olhado como objeto de apropriação e possessão! Não “cobrimos” nossos corpos porque seja feio ou vergonhoso, mas justamente para proteger-nos de sermos tratados como objetos! Daí que a “vergonha” relatada no Livro de Genesis, após a caída do homem e da mulher, tem o significado de proteção por algo que o primeiro casal, mesmo após o pecado, reconhecem ainda como valioso: o seu corpo tem um significado esponsal, nele está impresso a chamado a sermos um dom sincero ao outro!


Por isso Karol Wojtyla afirma categoricamente: “só a mulher e o homem castos são capazes de amar verdadeiramente” (Amor e Responsabilidade, pg. 152). A pessoa que não é - e não busca ser – casta, sempre cairá na tentação (que todos nós sentimos após o pecado original) de “usar” a pessoa, e uma das maneiras mais comuns de “usar” a pessoa é separar o seu corpo da totalidade do seu ser.


Ainda impera a infeliz e equivocada idéia que a castidade conduz ao “desprezo e à desvalorização da vida sexual”! Mais ainda: dizem que a castidade faz mal! Simples e profunda é a explicação dada por K. Wojtyla: a castidade é uma virtude elevada, ergo, implica esforço. Mas com a minha vontade fraca eu não a alcanço, então... pelo menos para livrar-me do esforço, eu a desprezo subjetivamente (ele continua tendo o alto valor, mas eu finjo que não tem)! Resultado: criou-se a falsa argumentação que ela é nociva para o ser humano. Com trágicas conseqüências, pois “lhe foi recusado o direito de cidadania na alma humana”! (Cf. Amor e Responsabilidade, pg. 125)


Como solucionar? Seguindo o conselho se alguém que viveu a mesma era que você e eu, e hoje já é santo: “O “milagre” da pureza tem como pontos de apoio a oração e a mortificação.” (St. Escrivá).


E agora, qual a desculpa que vamos arranjar para não sermos puros?


Ave Maria puríssima, ora pro nobis!

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por 
Por Julie Marie, Site: Teologia do Corpo
 
Fonte: Shalom

Três visões absolutamente terríveis do inferno

Se as visões dos santos estiverem minimamente próximas da verdade, então o inferno é real e horrível

28.10.2013
Brantly Millegan
WACKY STUFF







O juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Antonin Scalia, disse acreditar no inferno e no diabo, e as pessoas zombaram dele. Mas os partidários de Scalia são muito mais importantes que seu críticos: além de serem maioria no país, tanto Jesus, o Filho de Deus, como o seu Vigário, o Papa Francisco, falam constantemente do inferno em seus ensinamentos.

O inferno é real e, para os católicos, sua existência é um dogma. O Concílio de Florença estabeleceu, em 1439, que "as almas dos que morrem em pecado mortal atual, ou somente no pecado original, descem rapidamente ao inferno".

Por ser um lugar no qual estão somente aqueles que morreram, os vivos não têm acesso a ele – pelo menos em circunstâncias normais. No entanto, muitos santos, ao longo da história da Igreja, afirmaram ter vivido experiências místicas do inferno e as descreveram.

A seguir, detalharemos três destas descrições.

Cabe recordar que o Catecismo da Igreja Católica afirma claramente que o papel das revelações privadas não é "melhorar" ou "completar" o depósito da fé, mas "ajudar a vivê-la mais plenamente em uma determinada época histórica".

O relato destas visões servem para ajudar as pessoas a levar mais a sério a realidade do reino eterno dos condenados. Duas das visões que apresentamos são do século XX.

Densa escuridão: Santa Teresa de Ávila

A grande santa do século XVI, Teresa de Ávila, foi uma religiosa e teóloga carmelita. Está na lista dos 35 doutores da Igreja. Seu livro "Castelo Interior" é considerado um dos textos mais importantes sobre a vida espiritual. Em sua autobiografia, a santa também descreve uma visão do inferno que Deus lhe concedeu, segundo ela, para ajudá-la a afastar-se dos seus pecados.

“A entrada pareceu-me semelhante a uma passagem estreita muito longa, como um forno baixo, escuro e constrangido; o chão pareceu-me consistir em água lamacenta, muito suja e de muito mau cheiro, com muitos parasitas e vermes imundos. No fim, havia um nicho na parede ao jeito de um pequeno armário; aí achei-me metida em muito estreito lugar. Tudo isso era nada, em comparação com que eu sentia: isto que eu descrevo está só mal expresso.”

“O que senti, parece-me que não posso nem começar a exprimi-lo; nem pode ser entendido. Experimentei um fogo na alma, que eu não sei como descrevê-lo. As dores corpóreas tão insuportáveis, que embora as tenho sofrido penosas nesta vida e que, de acordo com o que os médicos dizem, das piores que podem ser sofridas na terra, pois todos os meus nervos estavam contraídos quando fiquei paralisada, e com mais muitos outros sofrimentos de muitas espécies que eu suportei, e ainda alguns, como disse, causados pelos demônios, todos estes eram nada em comparação com os que eu experimentei lá, e saber que haviam de ser sem fim e sem jamais cessar.”

“Isto não era nada, porém, em comparação com o agoniar da alma: um apertamento, um afogamento, uma aflição tão agudamente sentida e com tal desesperada e afligida infelicidade que atormenta, que eu não sei como exprimir; porque parece estar-se sempre arrancando a alma que se rasga em pedaços."

"O fato é que não sei como dar uma descrição suficientemente poderosa daquele fogo interior e aquela gravíssima desesperação sobre tão dolorosos tormentos e dores. Eu não vi quem me os infligia, mas, sentia-me queimar e espedaçar, ao que me parece, e repito que o pior era aquele fogo interior e aquele desespero."

"Estando em tão fétido lugar, tão incapaz de esperar qualquer consolação, não há onde sentar-se ou deitar-se, nem há lugar, ainda que estava eu metida nessa espécie de buraco feito na parede, porque essas paredes apertam e tudo sufoca. Não há nenhuma luz, senão todo trevas escuríssimas.”

“Depois, eu tive uma visão de coisas espantosas. De alguns vícios, o castigo. Porque não é nada o ouvi-lo dizer, nem eu ter meditado de outras vezes sobre diversos tormentos (embora poucas vezes o fizesse, pois que, por caminho de temor, não ia bem a minha alma), nem que os demônios atormentam, nem outros diferentes suplícios que tenho lido, nada é como esta pena, porque é outra coisa. Enfim, é tão diferente como a pintura o é da realidade, e o queimar-se aqui na terra é muito pouco em comparação com este fogo de lá. Eu fiquei tão aterrada, e ainda agora o estou ao escrever isto, apesar de haver já quase seis anos que de temor – parece-me, e assim é –, me falta o calor natural aqui onde estou.”

“Daqui também cobrei a grandíssima pena que me dão as almas que se condenam (destes luteranos em especial, porque já eram, pelo Batismo, membros da Igreja), e os grandes ímpetos de salvar almas, que me parece certo que, para livrar uma só de tão gravíssimos tormentos, padeceria eu muitas mortes de muito boa vontade.”

Cavernas horríveis, abismos de tormentos: Santa Maria Faustina Kowalska

Santa Maria Faustina Kowalska, conhecida como Santa Faustina, foi uma religiosa polonesa que afirmou ter tido uma série de visões que incluíam Jesus, a Eucaristia, os anjos e vários santos. Das suas visões, registradas em seu "Diário", a Igreja recebeu a já popular devoção ao Terço da Divina Misericórdia.

Em um trecho do seu diário, no final de outubro de 1936, ela descreve sua visão do inferno:

“Hoje, conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do inferno, um lugar de grande castigo, e como é grande a sua extensão. Tipos de tormentos que vi: o primeiro tormento que constitui o inferno é a perda de Deus; o segundo, o contínuo remorso de consciência; o terceiro, o de que esse destino já não mudará nunca; o quarto tormento, é o fogo que atravessa a alma, mas não a destrói: é um tormento terrível, é um fogo puramente espiritual, aceso pela ira de Deus; o quinto é a contínua escuridão, o terrível cheiro sufocante e, embora haja escuridão, os demônios e as almas condenadas veem-se mutuamente e veem todo o mal dos outros e o seu. O sexto é a continua companhia do demônio; o sétimo tormento é o terrível desespero, ódio a Deus, maldições, blasfêmias.”

“São tormentos que todos os condenados sofrem juntos. Mas não é ó fim dos tormentos. Existem tormentos especiais para as almas, os tormentos dos sentidos. Cada alma é atormentada com o que pecou, de maneira horrível e indescritível. Existem terríveis prisões subterrâneas, abismos de castigo, onde um tormento se distingue do outro. Eu teria morrido vendo esses terríveis tormentos, se não me sustentasse a onipotência de Deus. Que o pecador saiba que será atormentado com o sentido com que pecou, por toda a eternidade. Estou escrevendo por ordem de Deus, para que nenhuma alma se escuse dizendo que não há inferno ou que ninguém esteve lá e não sabe como é."

“Eu, Irmã Faustina, por ordem de Deus, estive nos abismos para falar às almas e testemunhar que o inferno existe. Sobre isso não posso falar agora, tenho ordem de Deus para deixar isso por escrito. Os demônios tinham grande ódio contra mim, mas, por ordem de Deus, tinham de me obedecer. O que eu escrevi dá apenas uma pálida imagem das coisas que vi."

"Percebi, no entanto, uma coisa: o maior número das almas que lá estão é justamente daqueles que não acreditavam que o inferno existia. Quando voltei a mim, não podia me refazer do terror de ver como as almas sofrem terrivelmente ali e, por isso, rezo com mais fervor ainda pela conversão dos pecadores; incessantemente, peço a misericórdia de Deus para eles. 'Ó meu Jesus, prefiro agonizar até o fim do mundo nos maiores suplícios, a ter que vos ofender com o menor pecado que seja'."

Um grande mar de fogo: Irmã Lúcia de Fátima

A irmã Lúcia não é uma santa, mas é uma das destinatárias de uma das revelações privadas mais importantes do século XX, ocorrida em Fátima (Portugal). Em 1917, ela era uma das três crianças que afirmou ter tido numerosas visões de Nossa Senhora. Ela declarou que Maria lhes mostrou uma visão do interno que ela descreveu em suas "Memórias".

"Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo, os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas nos grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizava e fazia estremecer de pavor.”

“Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, graças à nossa boa Mãe do céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.”

Alguma reação? Podemos nos confiar à misericórdia de Deus em Cristo, e evitar, assim, qualquer coisa que se aproxime destas descrições, passando toda a eternidade em união com Deus no céu.

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Por que o Halloween preocupa os católicos?

Uma festa estranha ao nosso patrimônio cultural, que chega todos os anos envolvida em polêmica

22.10.2013
Inma Alvarez
                              © Daniel Schweinert/SHUTTERSTOCK







Final de outubro: o debate sobre a festa de Halloween na mídia católica é inevitável. Recorda-se sua origem pagã e seu vínculo com crenças pré-cristãs; inclusive se debate sobre suas possíveis conexões satânicas. Muitos pais católicos se preocupam quando seus filhos querem se fantasiar e sair pedindo doces aos vizinhos.

Meus parentes irlandeses não entendem por que sua querida festa familiar causa tanta polêmica aqui. Estas festas ancestrais que o cristianismo conservou – e às quais deu um novo sentido – chegam até nós de épocas em que as pessoas, precisamente porque acreditavam em Deus, tinham menos respeito aos demônios.

O Halloween seria apenas mais uma dessas festas, se não tivesse sido tocado pelo dedo mágico de Hollywood, transformando-se, assim, em uma imposição cultural, como o Papai Noel ou a Coca-Cola, e ocupando cada vez mais o espaço da nossa festa de Todos os Santos.

É compreensível que, sem ter a bagagem histórica e cultural que um irlandês tem, fiquemos preocupados com a avalanche de demônios, dráculas e zumbis que invade as ruas, especialmente quando há crianças em casa, às quais é muito difícil explicar "por que você não vai", quando os amiguinhos as convidam a participar da comemoração.

Para nós, que não comemoramos o Halloween desde pequenos, a festa parece invocar forças malignas para que venham possuir nossos lares.

O que fazer, então?

O Halloween que temos hoje é produto da globalização e, dada a rapidez com que a cultura se transforma, não sabemos se ele chegou para ficar. Mas certamente anatematizar não é a solução, pois isso não responde ao que nossos filhos vivem. Nós, que crescemos sem o Halloween, temos facilidade para rejeitar a festa, mas para as nossas crianças, amamentadas na cultura global, é mais difícil de compreender isso.

O cristianismo sempre teve uma atitude de acolhimento e discernimento diante da cultura. Talvez seja um bom momento para conversar com os filhos sobre os espíritos, a magia e os demônios, sobre a visão cristã da morte e do além, ensinando-lhes a moderação e a prudência na hora de se divertir, bem como a rejeição de práticas espíritas e esotéricas.

É hora de enfrentar os desafios que a globalização nos apresenta, com seriedade, mas também com firmeza e discernimento, dando aos nossos filhos as armas necessárias para que possam incidir na sociedade em que vivem.

Acima de tudo, não podemos deixá-los com medo, pois não é isso que Deus quer de nós. É preciso dar-lhes motivos para a esperança.

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Deixam a Igreja e vão para as seitas. 

Será que voltam sozinhos?

Uma visão ingênua do êxodo de católicos rumo às seitas na América Latina

16.05.2013
Jorge Luis Zarazúa
                              © DR






Há sacerdotes e agentes de pastoral que têm uma visão extremamente ingênua do problema pastoral que representa o êxodo dos católicos às mais variadas seitas e grupos proselitistas.

Costumam compará-lo com o fenômeno das ondas marítimas, que vão e vêm constantemente: "A apologética já não está na moda; é uma perda de tempo. É verdade que muitos abandonam a Igreja, mas depois de quatro ou cinco anos, percebem seu erro e voltam".

Por que dizemos que esta é uma visão ingênua? Porque parece ignorar as tendências manifestadas por diversas pesquisas e confirmadas pelos mais variados censos populacionais em todo o continente americano.

Quais são estas tendências?

- Crescem exponencialmente os grupos proselitistas pela chegada de novos integrantes procedentes do catolicismo.

- Cresce o número dos que se dizem católicos, mas que já não têm senso de pertença à Igreja e cultivam poucos vínculos com ela. É fácil constatar isso na participação na Missa dominical.

- Cresce o número dos que se declaram sem religião.

- O catolicismo diminui proporcionalmente.

Retorno espontâneo?

É verdade que existem ex-católicos que voltam à Igreja. Mas vale a pena lembrar que aqueles que voltam não o fazem sem motivo. Eles voltam porque encontraram sites, livros, folhetos e material didático impresso ou audiovisual que lhes ajudaram a esclarecer as inúmeras dúvidas semeadas em suas mentes e corações pelo proselitismo sistemático dos grupos não católicos.

Voltam porque conheceram alguém com formação adequada para resolver seus interrogantes e inquietudes sobre a Igreja Católica e a Sagrada Escritura. Em muitos casos, não se trata, portanto, de uma volta espontânea, no estilo do filho pródigo (Lc 15, 11-31). O mais comum é que seja o resultado do esforço contínuo que diversas pessoas e instituições fazem no âmbito bíblico e apologético, em uma perspectiva evangelizadora.

No geral, são iniciativas feitas a título pessoal, sem o apoio concreto das estruturas eclesiais e muitas vezes nadando contra a corrente, entre a indiferença, a rejeição e a oposição.

O que aconteceria se implementássemos uma pastoral específica com estas características, com o apoio decidido das dioceses, decanatos, paróquias, seminários, centros de formação para leigos e outras instituições eclesiais?

O que aconteceria se, além desta necessária pastoral de retorno, se implementasse uma pastoral preventiva, que freasse desde já o êxodo massivo de católicos, aproveitando ao máximo as estruturas eclesiais, especialmente a catequese pré-sacramental? Porque "é melhor prevenir que remediar".

Por outro lado, é necessário passar de uma pastoral meramente cultual e de conservação a uma pastoral de busca e conquista, segundo o modelo que Jesus nos apresenta na parábola da ovelha perdida (Mt 18, 10-14; Lc 15, 1-7) e no grande mandamento da missão que nos deixou antes de voltar ao Pai (Mt 28, 18-20; Mc 16, 15).

O êxodo de católicos às mais variadas propostas religiosas não é um assunto sem importância. Da resposta que dermos a esta problemática pode depender o futuro da fé católica no nosso continente.

Então, vamos trabalhar, conscientes de que o que fazemos é algo transcendente para a vida de toda a Igreja.

Envelhecer sem perder o valor

Quanto tempo perdido atrás de coisas, de superficialidades, de aparências e máscaras acobertando o que de mais belo possuímos: a capacidade de amar

30.10.2013
Dom Anuar Battisti
                               © DR






Diante da condição do envelhecimento humano acompanha o medo de ser inútil, de se tornar um peso, de viver abandonado, na solidão das ausências daqueles que amamos. Nada mais decepcionante do que chegar ao fim e ter a sensação de que não valeu a pena ter vivido. A vida é um jogo de amor e dor.

Ninguém vive sem amar. Amando fazemos da vida uma constante superação do humano, inclusive da dor, que amada e assumida como própria, se transforma em amor. Como se preparar para viver a complicada sensação de inutilidade? Não existe receita pronta e sim caminhos que durante o passar dos anos vamos aprendendo a percorrer. Nesta escola da vida nem sempre estamos preparados para aprender as lições que a inutilidade nos prepara.

É difícil aceitar o delicado tempo da inutilidade. É preciso viver com dignidade esse terreno perigoso, mas necessário de sentir-se inútil. Uma graça a pedir a Deus é que, quando chegar a velhice e perdermos a utilidade, que tenhamos alguém ao nosso lado que nos ame de verdade.

Só será capaz de amar aquele que depois da inutilidade descobrir o valor da velhice. Nunca seremos valorizados pelo que fazemos e sim pelos que somos. Ninguém, mesmo que tenha construído os mais belos edifícios, escrito as mais belas obras literárias, ter deixado o acervo cultural mais importante, vai ser amado pelo que fez e sim por aquilo que é. O valor não se conquista, ele existe, e por ele vale a pena viver.

Quanto tempo perdido atrás de coisas, de superficialidades, de aparências e máscaras acobertando o que de mais belo possuímos: a capacidade de amar, mesmo na inutilidade da vida. “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca” (Carlos Drumond de Andrade).

De que adianta ganhar o mundo, quando perdemos a eternidade. O eterno só existirá se formos abertos em acolher no difícil terreno da vida, o valor e não utilidade. Será digno da eternidade aquele que for capaz de dizer: “Você não serve para nada, mas eu não sei viver sem você” (Padre Fábio de Melo).

O Mestre Jesus em tom de despedida entrega uma nova lei, resumo de todas as leis: “Eu dou a vocês um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu amei a vocês, vocês devem amar uns aos outros. Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos” (Jo 13,34-35).

Queira Deus de que ao chegar ao fim, sem ser útil e completamente alheio do momento presente, tenha alguém que seja capaz de nos olhar e dizer: Eu te amo, conte comigo, não sei viver sem você. Envelhecer sim, mas nunca perder o valor.
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Angola: profanada imagem de Nossa Senhora de Muxima
Bispo qualificou a ação como “fria e covarde”; algumas imagens ficaram irrecuperáveis porque foram barbaramente destruídas
30.10.2013
                              Mazur/UK Catholic








“Uma ação perpetrada de maneira fria e covarde”. Assim Dom Joaquim Ferreira Lopes, Bispo de Viana, descreve a profanação do Santuário de Muxima, em Angola.
Segundo Radio Ecclesia (emissora da Igreja angolana), no domingo 27 de outubro, 6 pessoas não identificadas vandalizaram e destruíram algumas imagens de Nossa Senhora veneradas no Santuário.
“Felizmente, a imagem principal de Nossa Senhora de Muxima sofreu danos limitados, mas outras imagens são irrecuperáveis porque foram barbaramente destruídas”, afirmou o Bispo. O grave ato de vandalismo foi cometido no dia do encerramento do Ano da Fé em Angola.

Recebida a notícia centenas de fiéis se reuniram diante do santuário para protestar. Dom Lopes convidou todos a manter a calma, mas sublinhou que além de alguns danos materiais, as autoridades devem considerar “os danos menos visíveis, ou seja, os danos morais que afetam o coração das pessoas que provocam raiva na população, que se sente privada dos símbolos aos quais é muito devota”. As autoridades anunciaram uma investigação e o recurso a especialistas para consertar a imagem da Virgem.

Segundo notícias da imprensa, a polícia parou algumas pessoas pertencentes à confissão evangélica chamada “Igreja profética da Arca de Belém” e está avaliando a sua posição em relação ao ato de profanação. 

Os bispos angolanos expressaram em várias ocasiões suas preocupações pelo aumento das seitas e pelo forte crescimento de imigrantes de religião muçulmana no país. Uma preocupação manifestada no final de sua última Assembleia Plenária por Dom Manuel Imbamba Arcebispo de Saurimo e porta-voz da CEAST, que numa entrevista à Rádio Ecclesia afirmou que a Igreja Católica não pode impedir a entrada de algumas religiões no país, mas sublinhou que não se pode ignorar “as graves consequências” por causa da chegada de formas religiosas marcadas “pela intolerância, fundamentalismo, violência e perversão de sua própria cultura”.

Recordando que existem países que financiam a expansão do Islã para fins políticos, Dom Imbamba concluiu: "devemos ficar atentos contra essas situações, olhando para as situações de violência na Nigéria, República Centro-Africana e Oriente Médio”

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O segredo da paz e confiança de Maria, segundo o Papa

Na audiência geral desta quarta-feira com os peregrinos no Vaticano, Francisco falou sobre Maria como imagem e modelo da Igreja

AFP/Vincenzo Pinto






O Papa Francisco afirmou hoje que o segredo da paz e confiança de Maria residia na certeza de “nada é impossível” para Deus.
 
O Papa convidou os peregrinos, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral, a perseverar na reza diária do terço, possivelmente em família, refletindo sobre o modelo de Maria.
 
“A Igreja olha para a Virgem Mãe de Deus como sua figura e modelo na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo. Como filha de Israel”, disse. 
 
Maria tem esperança e crê com todo o coração na redenção do seu povo. A sua fé, porém, recebe uma luz nova quando o anjo Lhe anuncia: serás Tu a Mãe do Redentor. N’Ela tem cumprimento a fé de Israel e, neste sentido, Maria é o modelo da fé da Igreja, que toda se concentra em Jesus.
 
“Na simplicidade das mil ocupações e preocupações quotidianas de cada mãe, como providenciar a alimentação, a roupa, o cuidar da casa… Precisamente esta existência normal da Nossa Senhora foi o terreno onde se desenvolveu uma relação singular e um diálogo profundo entre Ela e Deus, entre Ela e o Seu Filho.”
 
Em sua visita à prima Isabel – comentou o Papa –, a jovem Maria “lhes leva a alegria plena, aquela que vem de Jesus e do Espírito Santo e exprime-se na caridade gratuita, na partilha, na ajuda, na compreensão.”
 
“E nós? –- Qual é o amor que levamos aos outros? Como são as relações nas nossas paróquias, nas nossas comunidades? Tratamo-nos como irmãos e irmãs ou cada um trata da sua horta?”
 
Maria é ainda modelo de união com Cristo, vivendo imersa no mistério de Deus feito homem, como sua primeira e perfeita discípula, meditando tudo no seu coração à luz do Espírito Santo para compreender e pôr em prática toda a vontade de Deus. 
 
“Cada ação era cumprida sempre em união perfeita com Jesus. Esta união atinge o seu auge no Calvário: aqui une-se ao Filho no martírio do coração e na oferta da vida ao Pai para salvação da humanidade. Nossa Senhora fez mesmo a dor do Filho e aceitou com Ele a vontade do Pai, naquela obediência que trás fruto, que dá a verdadeira vitória sobre o mal e sobre a morte.”
 
(Com informações da Rádio Vaticano)