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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

É recomendável comungar na boca e de joelhos



Cardeal Cañizares 
 Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".

"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".

"De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".

O Prefeito vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".

Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem".

Fonte: Aci Digital (grifos nossos)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Papa não quer aplausos durante as Missas


José Duarte

Durante a missa realizada na Catedral de São Pedro, no Vaticano, Roma, dia 29 de junho, comemorativa ao Dia de São Pedro, o Papa Bento XVI proibiu as palmas nas missas. Antes, em sua visita pastoral a Aquileia e Veneza, o pontífice já tinha determinado tal orientação para todos os fiéis da Igreja Católica Romana. São ordens curtas e, ao mesmo tempo, profundas. A tradução do comunicado do pontífice diz: “Em respeito destes divinos mistérios que estamos celebrando, recolhamo-nos em silêncio orante. Portanto, não se aplauda mais, nem sequer durante a homilia, e não se usem bandeiras, nem cartazes”.
Alguns bispos do Brasil já proibiram palmas na santa missa, sob qualquer pretexto, e a explicação seria a seguinte: A santa missa é sacrifício, então, não se bate palmas diante do crucificado, a não ser que se deseje aplaudir o gesto dos carrascos.
A determinação pontifical pegou muita gente de surpresa, notadamente os adeptos da Renovação Carismática Católica, que usam palmas, gestos e até coreografias em seus atos litúrgicos, porém, a ordem de Bento XVI deve ser cumprida. Ainda há muita dúvida sobre o pedido do Santo Padre, mas Bento XVI diz que quer coibir exageros, pois se faz necessário o retorno do verdadeiro significado do sacrifício de Jesus e a beleza da eucaristia, justamente porque percebe-se hoje a valorização demasiada das coreografias e gestos em detrimento da assimilação da palavra de Deus.
Nesse sentido, Dom Odilo Pedro, Cardeal Scherer, arcebispo de São Paulo, já se antecipou e proibiu, através de decreto, as palmas na igreja, já que, liturgicamente, as palmas são necessárias em alguns momentos festivos da celebração eucarística e não devem fazer parte da rotina das missas.
Jornal "A Voz da Serra"