SANTA
SÉ CONSIDERA AUMENTAR IDADE MÍNIMA DE ORDENAÇÃO DE SACERDOTES
Elevar a idade para o acesso ao
Sacerdócio…. uma proposta.
A Santa Sé estuda uma nova Ratio Fundamentalis da formação… dada a imaturidade presente nos
jovens candidatos ao sacerdócio. Há 60-100 anos atrás ainda se entendia ordenar
um jovem com 25 anos, era a idade em que a maioria dos homens já estava casada
ou com vida feita. Tinha maturidade para pensar, escolher e fazer. A
grande maioria dos jovens, para não dizer a totalidade, não atinge mais a
maturidade mínima com 25 anos. Esse dado já foi sobejamente demonstrado
pela Rota Romana nos processos matrimoniais e na prática na formação atual dos
presbíteros. A imaturidade psico-cronológica e afetiva é gritante. Basta abrir
os olhos.
A Santa Sé no documento em preparação
certamente colocará um período intermédio e um final de discernimento. Aliás,
este “discernimento” já deveria ter sido feito antes e chama-se seminário
“propedêutico”… quando se abandonou o período propedêutico e a cobrança sobre
as responsabilidades do indivíduo surgem sempre os eternos precários.
O que tem de homem (solteiro, casado,
padre) que se comporta como um menino mimado até os 40-50 anos é um absurdo.
Macaco velho, casado, que não pode perder a partida de futebol ou o jogo online
ou playstation com os amigos…. se não fica de mimimi… ou padres que passam a
vida postando fotos de restaurantes e comidas, viagens de férias e presentes,
faustosos ou não, ganhos…. com cabelinho e barbicha estilosa, com sapatos de
marca, com um caminhão de mudança quando são transferidos…. que fica de
beicinho se o bispo o transfere… que faz questão de ser o “Aparecido, sempre
aparecendo”, padre “gato”, padre bom-mocinho que não diz as verdades mas engana
a todos com um irenismo só seu, padre “cantor” que se fosse cantar num boteco
não ganharia uma coxinha ou croquete de pagamento de tão péssimo…que cobra
fortunas para “evangelizar”, que deixa a congregação quando o dinheiro que
recebe com seus shows não fica no seu bolso….. que passa a imagem de padre
“engraçadão”, “amigão”, fazendo gestos de meninos de 12-13 anos… que foge do
atendimento cara a cara e no confessionário com o povo, que impõe regra própria
e horário pro atendimento espiritual…que por qualquer motivo “entra em
crise”…que se crê com iguais direitos e privilégios de leigos no dia-a-dia, que
fala em “somos todos iguais” mas na igreja é o ditador… que faz campanha
política aberta ou velada e divide a Igreja… que veio para ser servido e não
para servir…
Estamos diante de uma geração de
hedonistas. “Primeiro o meu e para mim”… A perda do sentido de sacrifício
pessoal, da doação incessante de si mesmo, não reservando horário ou tempo de
férias para si levou a uma geração hedonista… A perda das motivações como o
afinco nos estudos e o “ralar” para tentar salvar um comunidade, uma paróquia,
levou ao emotivismo barato. Daí tanta “pastoral do paninho”, daí tanta
bandeirola de partido e sindicato. dessa dupla: “pastoral do paninho e pastoral
da bandeirola” surge a macaqueação da Liturgia. Dessa leva surgem, no caso do
sacerdócio, padres emotivistas, infantis, desregrados, desajustados,
incoerentes e vidas-duplas.
Nunca é demais recordar que os bispos
são feitos com a matéria-prima chamada “padre”. Um experiente formador já dizia
a seus seminaristas: “Se tu não extirpas os vícios e erros que tens como
seminarista eles crescerão quando fores padre e se tornarão escandalosos quando
fores bispo. Quanto maior o poder numa pessoa indigna, maior o desastre”.
Já na década de 60 João Mohana
chamava a atenção para o auto conhecimento necessário dos candidatos ao
sacerdócio em seu livro: “Padres e Bispos auto analisados”.
Parece que ninguém o levou a sério!
Site: Homem Católico