quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Os 7 hábitos diários das pessoas que querem ser santas

Para quem quer realmente ser "outro Cristo" nesta vida

Ninguém nasce santo. A santidade é alcançada com muito esforço, mas também com a ajuda e a graça de Deus. Todos, sem exceção, são chamados a reproduzir em si mesmos a vida e o exemplo de Jesus Cristo, caminhar seguindo seus passos.
Se você está lendo isso, é porque tem interesse em levar a sua vida espiritual com mais seriedade de agora em diante.
O segredo da santidade é o contato contínuo com Deus. Falaremos aqui de alguns pontos que podem nos ajudar a conhecer, amar e servir Jesus, e que nos capacitam para amar e doar-nos às outras pessoas, na caridade.
Antes de expor quais são os 7 hábitos, é preciso lembrar de três aspectosque nos ajudam a vivê-los:
– Primeiro: lembre-se de que o crescimento neste hábitos é como um programa de exercícios físicos, uma academia, uma dieta, ou seja, é um trabalho de processo gradual. Não tente fazer tudo desde o começo; trabalhe um a um, e vá acrescentando mais hábitos ao longo do tempo.
– Segundo: Procure viver estes hábitos como um firme propósito, mas contanto sempre com a ajuda do Espírito Santo e dos seus intercessores especiais, para fazer dos hábitos de santidade uma prioridade na sua vida.
– Terceiro: Viver os hábitos não é uma perda de tempo. Muito pelo contrário: com eles, você ganha tempo. Nenhuma pessoa que os vive diariamente vai ser menos produtiva em seu trabalho, nem vai comprometer sua vida familiar ou social. Deus sempre recompensa aqueles que o colocam em primeiro lugar.
Os 7 hábitos da santidade
1. Oferecimento do dia pela manhã
Você pode fazer uma breve oração simples, com suas palavras, oferecendo todo o seu dia para a glória de Deus. O mais difícil aqui é conseguir fazer disso um hábito: levantar-se pontualmente, ter um momento fixo para este oferecimento, não deixar espaço para a preguiça.
2. Quinze minutos de oração em silêncio
Dedique pelo menos 15 minutos a conversar com Deus no início do dia. Esta é a sua hora da verdade e seu momento superior. Abra-se com Ele e fale daquilo que ocupa sua mente e seu coração; tente ouvir a voz de Deus em seu interior e conhecer sua vontade.
3. Quinze minutos de leitura espiritual
Você pode dividir este tempo em: 5 minutos lendo um trecho do Evangelho, para identificar-se com a Palavra e ações de Jesus, e outros 10 minutos lendo algum livro clássico de espiritualidade católica, recomendado pelo seu diretor espiritual.
4. Participar da Missa e comungar
Este é o hábito mais importante de todos. A Eucaristia é o centro da nossa vida interior e, consequentemente, do nosso dia. É o ato mais íntimo do ser humano, um encontro com Cristo vivo.
5. Rezar o Ângelus (ou Regina Coeli, no período pascal) ao meio-dia
Rezar esta breve oração é um costume católico muito antigo. O ideal é rezar três vezes ao dia (6h, 12h, 18h), mas fazer uma pausa ao meio-dia para honrar Nossa Senhora ajuda especialmente a recordar o sentido da nossa vida no meio da nossa jornada.
6. Rezar o terço
Meditar diariamente nos mistérios da vida de Jesus é um hábito que, uma vez adquirido, é difícil de abandonar. Maria é um ótimo atalho rumo a Jesus e um dos melhores exemplos que Deus nos deu a imitar.
7. Exame de consciência antes de dormir
Você pede luz ao Espírito Santo e dedica alguns minutos a revisar seu dia na presença do Senhor, identificando se seu comportamento foi digno de um filho de Deus ao longo da jornada. Depois disso, você faz um ato de gratidão pelas graças recebidas nesse dia, e um ato de contrição pelas falhas cometidas voluntariamente.
Você diante de Deus
Seja honesto com você mesmo e com Deus. Estes hábitos, se bem vividos, nos capacitam para vivenciar a segunda parte do grande mandamento de Deus: amar o próximo como a nós mesmos.

Estamos nesta vida para amar a Deus e imitar Jesus no amor ao próximo. Para isso, precisamos nos transformar em outro Cristo, por meio da oração e dos sacramentos. Vivendo estes sete hábitos, chegaremos a ser pessoas santas e apostólicas, como Deus espera de nós.

Os fiéis podem tocar o ostensório?

O que a Igreja nos ensina sobre tocar na Hóstia ou no Ostensório durante a adoração ao Santíssimo Sacramento?

“Durante o momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento, os fiéis não devem tocar o Ostensório.”
Chegam às nossas Paróquias inúmeros questionamentos, como os que transcrevemos abaixo.
“Quando Jesus era vivo, as pessoas tentavam ser curadas apenas tocando nas vestes dele. Não podemos fazer isso hoje? Aquele que tem muita fé, não poderia ser curado?”
A pergunta responde por ela mesma.
No tempo em que Jesus estava na terra (porque Jesus ainda está vivo), uma mulher (cf. Lc 8, 43) ficou curada não porque tocou em Jesus, mas porque tinha fé.
De igual modo, não precisamos tocar em Jesus, mas crer Nele.
Nosso Senhor nunca disse que deveríamos tocá-lo para ficarmos curados, mas sim, que se crermos Nele, jamais morreremos (cf. Jo 11, 26).
Nós poderíamos citar diversas teologias e regras litúrgicas que mostrassem que não é certo tocar no Santíssimo. Porém, vemos aqui que a questão é outra.
Quem tem muita fé, confia em Deus e Nele espera. Se nós cremos que ficaremos curados de nossos males porque tocamos no ostensório ou nas vestes do Papa ou fomos até Jerusalém, a nossa fé é vã. A nossa fé só não é vã se cremos que Cristo ressuscitou (cf. 1Cor 15, 14).
Podemos tocar na Hóstia ou no Ostensório durante a adoração ao Santíssimo Sacramento?
Começo lembrando que em boa hora temos documentos importantes corrigindo certas posturas equivocadas em relação à Eucaristia. São muitos estes documentos. Dois deles tão recentes que ainda não chegaram a muitas comunidades. São eles a Instrução Geral para o Missal Romano e a Encíclica do Papa João Paulo II sobre o Sacramento da Eucaristia (Ecclesia de Eucharistia, 17/4/2003). Nossas equipes de liturgia precisam mergulhar nesses documentos para entenderem e ajudarem o povo a entender a riqueza do Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor.
A pergunta sobre poder ou não tocar na hóstia consagrada durante as bênçãos do Santíssimo Sacramento tem endereço certo, e se refere ao que se vê em determinadas celebrações mostradas para todo o Brasil via televisão. O Santíssimo Sacramento passa pelo meio do povo e as pessoas tocam no ostensório (Cercos de Jericó). Embora não se negue a fé destas pessoas, é preciso dizer que não é litúrgica esta “manipulação” da hóstia consagrada. Ela peca contra a sacralidade do Sacramento.
Nós tomamos o Cristo Eucarístico nas mãos e o colocamos na boca, nós o tomamos e comemos como o Cristo mandou. Nós adoramos o Cristo no Sacrário, porque cremos na Sua presença. Nós acolhemos a bênção que a Igreja nos dá com o Santíssimo Sacramento, porque é o próprio Cristo presente no Sacramento, o Autor da bênção.
E chega! Fora disto qualquer manipulação, qualquer aproximação indevida se torna desrespeito ao dom mais precioso que o Cristo fez de si mesmo a nós. Isto para não dizer que determinadas atitudes acabando não passando de um devocionismo vazio. Diante da grandeza do Mistério Eucarístico acolher as instruções da Igreja é o melhor caminho para se evitarem exageros, imprecisões e erros.
In Iustitia Christi

Mons. Inácio José Schuster, Vigário Geral (via Fé Explicada - ALETEIA)

É correto falar de missa de “louvor”, “libertação”, “cura”…?

Entenda o que a Igreja ensina em sua liturgia

Certamente que quando queremos qualificar a Missa com um adjetivo ou genitivo de isto ou daquilo outro, estamos a empobrecer e a reduzir a riqueza da Missa. Porque toda Missa é de louvor, uma vez que a finalidade latrêutica é a principal (glorificar a Deus), como toda Missa liberta, ao ser o sacrifício da Redenção, e toda Missa cura, uma vez que reconcilia e perdoa aos pecadores que somos nós.
Não existe Missa mais libertadora ou louvadora que outra; o que pode ser enfatizado é a dimensão ou o destaque a uma das finalidades, o que deve ser feito sem nunca esquecer as outras dimensões e aspectos.
Como tampouco devemos esquecer que a Missa não pertence ou é do padre tal ou qual, já que estaríamos omitindo que o ministro principal de toda ação litúrgica é o próprio Jesus Cristo.
Existe sim, uma maneira ou uma participação litúrgica que pode variar de Missa para Missa. De fato, uma Missa pode envolver mais a assembléia reunida, que tem mais possibilidades de expressar-se e gestualizar. Embora seja importante esclarecer que a participação mais intensa e profunda é a união interna com o Senhor, e que se faltar essa atitude de deixar-se transformar pela graça divina, estaria faltando tudo.
O então Cardeal Ratzinger, depois Papa Bento XVI, afirmava no famoso Relatório sobre a Fé, que a Missa não é um show ou espetáculo, e que a Igreja vive de solenes reatualizações do mesmo sacrifício de Jesus na cruz.
É necessário inculturar a Missa, com cantos e gestos, adaptá-la aos diferentes contextos celebrativos, porém seja mais oportuno amá-la e conhecê-la melhor, como a obra prima do Espírito Santo, o que exige de nós uma atitude mais contemplativa e orante.

Toda Missa é a ação de um Deus que se doa, sinergia sagrada que santifica, liberta e cura a seu povo. (via Fé Explicada - ALETEIA)
POR QUE USO BATINA
Uma das respostas mais simples e sinceras que já ouvi de um padre
Domingo passado, fui pregar num encontro vocacional. No momento das dúvidas, um jovem se levantou e perguntou sobre a minha batina. O que disse para ele, digo para todos:
Eu uso a batina porque desejo ser reconhecido como Padre.
Uso porque quero lembrar a este mundo descrente que ainda existem jovens querendo se consagrar a Deus por inteiro.
Isso não me faz ser mais santo que os outros.
Não me faz ser mais padre que os outros.
Pelo contrário: há padres que nunca vestiram uma batina e que rezam mais do que eu, são mais piedosos e mais fiéis do que eu.
Também conheci padres que usam a batina, que vestem todos aqueles paramentos antigos, mas não são tão santos assim…
Algumas pessoas me dizem que não suportariam o calor, mas a realidade é que, quando gostamos de algo, todo sacrifício é válido.
O tecido não me santifica. Apenas me faz lembrar a todo instante da minha condição. Assim como não podemos julgar um livro pela capa, não julgarei um padre pela sua veste. Seria tolice da minha parte.
No entanto, eu gosto de ser Padre, e por isso vou ao mercado, ao restaurante, ao barbeiro, a qualquer lugar com minha batina. Uns olham e dão risada. Outros olham e pedem a benção. Eu sigo meu caminho!

(Via Pe. Gabriel Vila Verde - ALETEIA)

24 de agosto – São Bartolomeu

 Bartolomeu significa “filho daquele que suspende as águas” ou “filho daquele que se suspende”. O nome vem de bar, “filho”, tholos “altura” e moys “água”.
Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos.
Bartolomeu nasceu em Caná, na Galileia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra “bar” que dizer “filho” e “tholmai” significa “agricultor”. Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias.
Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: “Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento”.
Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu sua ascensão ao céu.
Depois de Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia.
Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais doze cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto de 51.

A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo. (Fonte: Franciscanos)

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

"A criatividade nunca esteve presente na Liturgia cristã" - Dom Henrique Soares da Costa


Criatividade. Este conceito nunca esteve presente na Liturgia cristã. É-lhe totalmente estranho!

Na antiguidade mais primitiva, não havia ainda textos litúrgicos formados. É natural, é claro: a Igreja não nascera feita! Fundada pelo Cristo-Deus, foi plasmada pelo Seu Santo Espírito, conforme Sua própria promessa.
Mesmo não havendo ainda textos fixos para o rito liturgico, havia, no entanto, esquemas fixos, que os ministros sagrados deveriam seguir à risca. Portanto, cada ministro, tanto quanto pudesse, uns mais, outros, menos, compunham as orações. Em geral, escreviam-nas antes. Mas, dentro de um esquema fixo. A palavra chave nunca foi criatividade, mas fidelidade à Regra de Fé da Igreja e à lex orandi, isto é, à norma de oração da Igreja.

Logo cedo, os primeiros formulários litúrgicos foram sendo colocados por escrito e fixados. Finalmente, no século IV, com a liberdade de culto concedida aos cristãos, surgiram os grandes textos litúrgicos no Oriente, como a estupenda liturgia de São João Crisóstomo, e do Ocidente (pense-se na antiquissíma Tradição Apostólica de Hipólito de Roma). No Ocidente, a formação dos grandes textos foi mais complexa por vários motivos históricos e culturais. Em todo caso, no séculos VI e VII já se tinham os grandes formulários litúrgicos e a soleníssima Missa Estacional romana, que influenciaria toda a liturgia da Missa da Igreja latina (a Igreja do Ocidente, da qual o Bispo de Roma é o Patriarca, além de Papa de toda a Igreja do Oriente e Ocidente).

Em toda esta complexa e rica evolução histórica nunca se teve em mira a criatividade, mas a ortodoxia. Aliás, a palavra ortodoxia significa reta fé (reta opinião) e também reto louvor, reta glorificação de Deus! Assim, na Celebração litúrgica, o importante, a finalidade é o reto louvor ao Senhor Deus, exprimindo a reta fé pelos ritos sagrados que tornam autuantes na vida de cada crente e de toda a Igreja a salvação celebrada. A criatividade como ideal, objetivo e valor em si simplesmente não faz parte da realidade litúrgica, ao menos não nos vinte e um séculos de história da Igreja do Ocidente e do Oriente. Sendo assim, cedo ou tarde, com a graça de Deus, a ideologia da criatividade litúrgica desaparecerá do horizonte da Igreja, pois não faz parte do genuíno sentir eclesial. É questão de tempo...

DOMINGO, 5 DE MARÇO DE 2017

Mais de duzentos signatários publicam declaração internacional sobre a música sacra

Sem comentários

Coro da Capela Sistina

Foi publicada hoje a declaração sobre a música sacra "Cantate Domino Canticum Novum", assinada por diversos músicos, sacerdotes e acadêmicos, de entre outros, totalizando mais de 200 assinaturas.

A declaração está sendo lançada no quinqüagésimo aniversário da Instrução Musicam Sacram e disponível em seis idiomas (inglês, italiano, espanho, português, francês e alemão) no site da revista sobre liturgia e música sacra Altarei Dei (aqui).

Após relembrar brevemente a importância dedicada desde o século XIV pelos Papas à música sacra, a declaração resume a crítica situação atual que vive a música sacra em seis pontos, que podem ser resumidos da seguinte maneira:

  1. A perda do entendimento da "forma musical da liturgia";
  2. O secularismo que adentrou os templos sagrados por meio de estilos inapropriados de música popular;
  3. Uma falsa renovação da música sacra, sustentada por alguns grupos, que contradiz o ensinamento da Igreja sobre o assunto e acarreta no descarte da música litúrgica por primazia, o canto gregoriano;
  4. O desdém pela Tradição e, por consequência, do gregoriano e de nossa herança litúrgica;
  5. O abuso da parte de determinados clérigos (clericalismo), dificultando a redescoberta desta herança litúrgica;
  6. A falta de remuneração adequada àqueles que desempenham atividades musicais (e eu acrescento: por que não contratar profissionais, se necessário?).
Trago com destaque a citação de um parágrafo relacionado ao ponto 3, o gregoriano:
Hoje, esse “modelo supremo” [o gregoriano] é freqüentemente descartado, se não mesmo desprezado. Todo o Magistério da Igreja recorda-nos a importância de aderir a esse modelo, não como forma de limitar a criatividade, mas como fundamento sobre o qual pode florescer a inspiração. Se desejamos que as pessoas busquem a Jesus, precisamos preparar a casa com o melhor que a Igreja pode oferecer. Não convidaremos pessoas à nossa casa, a Igreja, para oferecer-lhes um subproduto de música e arte, se podem encontrar um estilo de música popular muito melhor fora da Igreja. A liturgia é um limen, um limiar que nos permite passar de nossa existência diária ao culto dos anjos: Et ídeo cum Angelis et Archángelis, cum Thronis et Dominatiónibus, cumque omni milítia cæléstis exércitus, hymnum glóriæ tuæ cánimus, sine fine dicéntes... 
Para contornar estes problemas, algumas propostas positivas são colocadas:
  1. Promoção da herança musical católica (gregoriano e polifonia sacra) e de composições sacras modernas (em latim ou vernáculo) que bebam dessa tradição, bem como do órgão de tubos;
  2. Educação das crianças na liturgia e na música pela via da beleza;
  3. Abertura de espaço aos leigos fiéis ao Magistério e, no caso da música e das artes, , com capacidade técnica nas áreas da arte e da música;
  4. Uma melhor qualidade de música litúrgica nas catedrais e basílicas, com incentivo direto do bispo diocesano;
  5. A celebração de uma Missa semanal em latim em toda basílica e catedral, para a manutenção do vínculo com nossa herança litúrgica, cultural, artística e teológica;
  6. Treinamento litúrgico e musical do clero como prioridade dos bispos;
  7. Uma maior adesão das editoras católicas ao ensinamento litúrgico-musical da Igreja, para o lançamento de obras conformes à nossa tradição musical;
  8.  A formação de liturgistas no canto gregoriano, polifonia e nossa tradição musical.

Por fim, recomendo a todos os nossos leitores que acessem o documento da declaração, que, embora breve (5 páginas), traça de modo objetivo o panorama atual da música sacra no orbe católico.

Duas palavras sobre a Assunção


Houve outrora um Homem que subiu aos Céus. Mas houve também uma Mulher que sobre as nuvens foi elevada; e se a Ascensão de Cristo revela o Poder de Deus, a Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria escancara a Misericórdia do Onipotente. Cristo subiu aos Céus e não teria como ser de outro modo; Maria foi assunta em meio aos Anjos e teria, sim, como ser diferente, e aliás o que qualquer pessoa sensata poderia esperar era que fosse diferente. Mas, podendo ser de outro modo, foi assim. E isso é de pasmar.
A festa de hoje, digamo-lo às claras, é a exaltação suprema da criatura humana — não a desordenada pelo pecado, mas a querida e estabelecida por Deus. Por conta dela os hereges acusam-nos de idólatras; ora, venerar a Assunção de Maria Virgem é, ao contrário, a máxima anti-idolatria. Os ídolos são obra humana; a Virgem Santíssima é obra de Deus. Os privilégios d’Ela são muito maiores do que os pagãos jamais ousaram conferir aos seus falsos deuses. São tão imensos que seriam humanamente inimagináveis; só os conhecemos porque eles aconteceram. Só os sabemos porque o próprio Deus os realizou. Ninguém mais os poderia sequer imaginar.
Ladainha da Humildade

Ó Jesus, manso e humilde de cORAÇÃO, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.
Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuído, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Cardeal Merry del Val

10 SABIOS CONSELHOS DE SANTA TERESA D'AVILA


1- Dirige a Deus cada um dos teus atos; oferece-os e pede-Lhe que seja para Sua honra e glória.

 2-Oferece-te a Deus ...cinquenta vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.
3-Em todas as coisas, observa a providência de Deus e Sua sabedoria, em tudo, envia-Lhe o teu louvor.

 4-Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandone nem as obras de oração, nem a penitência a que está habituado. Antes, intensifica-as, e verá com que prontidão o Senhor te sustentará.

 5-Nunca fale mal de quem quer que seja, nem jamais escute. A não ser que se trate de ti mesmo. E terá progredido muito, no dia em que se alegrar por isso.

 6- Não diga nunca, de você mesma, algo que mereça admiração, quer se trate do conhecimento, da virtude, do nascimento, a não ser para prestar serviço. Mas então, que isso seja feito com humildade, e considerando que esses dons vêm pelas mãos de Deus.

 7- Não veja em você senão o servo de todos, e em todos contempla Cristo Nosso Senhor; assim O respeitará e O venerará.

 8- A respeito de coisas que não lhe diz respeito, não se mostre curioso, nem de perto, nem de longe, nem com comentários, nem com perguntas.

 9- Mostrai sua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra do que diziam São Francisco e São Bernardo: "Meu segredo pertence a mim".

 10- Cumpra todas as coisas como se Sua Majestade estivesse realmente visível; agindo assim, muito ganhará a sua alma.
Pastores e lobos têm algo em comum, ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Você sabe distinguir?
Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores são discípulos, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos vorazes". (Mateus 7,15)
Para a Comunhão, prepara-te!

"Sim, tantos encantos tem a confissão e tantos perfumes exala para o Céu e a Terra, 
que tira e sara toda fealdade e podridão do pecado"
(São Francisco de Sales)


Preparação para Confissão

Alívios:


"Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve." (Isaías 1, 18) "Não vim
 chamar os justos, mas os pecadores." (Mateus 9, 13) "Os homens receberam de Deus um poder que não 
foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes: ‘O que ligardes e desligardes 
na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. 
O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em 
perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar 
os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo
 o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)

Sobre o Sacramento:
O sacramento da Penitência é também chamado de Confissão e foi instituído por Nosso Senhor para perdoar 
os pecados cometidos depois do Batismo. Cristo o instituiu no dia da sua Ressurreição quando, depois de 
entrar no Cenáculo, deu solenemente aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados: 

“Soprou sobre eles dizendo: ‘Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão 
perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”(João XX, 22-23)

A este Sacramento dá-se o nome de Penitência porque para obter o perdão dos pecados é 
necessário detestá-los com arrependimento e porque quem cometeu uma falta deve sujeitar-se à pena 
imposta pelo sacerdote. Chama-se também Confissão porque além de detestar os pecados é necessário
 confessá-los, isto é, acusar-se deles ao sacerdote.

Frutos da boa Confissão:

Perdoa-nos os pecados cometidos e dá-nos graças de Deus; 
Restitui-nos a paz e sossego de consciência; 
Reabre-nos as portas do Céu e comuta a pena eterna em temporal; 
Preserva-nos das recaídas e torna-nos capazes de ganhar indulgências. 

Como se Confessar:

Antes de tudo, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos 
cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. 
A Igreja ensina que somos obrigados a confessar-nos de todos os pecados mortais; mas é bom confessar 
também os veniais. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a 
sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e 
a avançar na direção do Céu.

Para obter o perdão de Deus é necessário:

Examinar a consciência;
Arrependimento sincero por ter ofendido a Deus;
Propósito de emenda;
Confissão dos pecados a um sacerdote;
Satisfação para cumprir a penitência dada. 

23 de agosto dia de São Filipe Benício, Confessor.

23/08 Quarta-feira
Festa de Terceira Classe
Paramentos Brancos
 Filho de Giacomo Benizi e de Albaverde Frescobald nasceu no dia 15 de agosto de 1233.
 Estudou filosofia e medicina na Universidades de Paris e Padova, onde foi laureado em
 1253. Entrou em 1254 como irmão leigo na Ordem dos Servos de Maria do Convento de 
Monte Senario e fez seus votos religiosos. Foi ordenado presbítero em Siena no ano 
de 1258 e assumiu diversas responsabilidades na ordem e na direção do convento. Em 5 
de junho de 1267 foi eleito Prior Geral da Ordem dos Servitas, cujo estatuto reformou, 
transformando-a em ordem mendicante. Participou do Concílio Ecumênico de Lyon, em 
1274, na França. Era um conciliador, sua pregação talentosa e eficiente trouxe frutos 
benéficos para a Ordem e para a Igreja.Colaborou com Santa Juliana Falconeri na 
fundação da Ordem Terceira dos Servitas, para mulheres.                                                                                
  Em 1269, durante o longo conclave realizado em Viterbo para eleger o sucessor de 
Clemente IV, seu nome circulou entre os "papáveis", mas ele não aceitou tal fato e se 
refugiou. Gregório X (atualmente Beato Gregório X) acabou ficando com o trono de São 
Pedro.  
   Foi muito amigo do Papa Martinho IV, morrendo, inclusive, no mesmo ano deste. Morreu 
preso no Convento das Servas de Maria de Todi em  22 de agosto de 1285 na cidade de 
Todi, quando voltava para Roma. Foi sepultado em Florença. Segundo os registros da 
Ordem e a tradição, Filipe gozava da fama de santidade em vida.  . Foi canonizado pelo 
papa Clemente X em 1617. Suas relíquias estão sob a guarda da igreja Santa 
Maria das Graças, em Florença, sua cidade natal.
26 NOVEMBRO, 2012

Reforma da Reforma na Canção Nova.

Cachoeira Paulista, sábado, 24 de novembro de 2012 – “Procissão de entrada” dos sacerdotes concelebrantes em Missa do Padre Fábio de Melo no VI Acampamento Canção Nova Sertaneja. A esta aberração, restam apenas as duras palavras do livro do Profeta Malaquias (2, 3):
“A vós, ó sacerdotes, dou esta ordem: Se não me ouvirdes, se não tomardes a peito a glória de meu nome – diz o Senhor dos exércitos -, lançarei contra vós a maldição, trocarei em maldições as vossas bênçãos; aliás, já o fiz, porque não tomastes a peito (as minhas ordens). Eis que vou abater vosso braço, espalhar-vos esterco no rosto – o esterco de vossas festas – e sereis lançados fora com ele” . (Fratres in Unum)
7 JULHO, 2014

Summorum Pontificum: 10 anos.


Ela ressurgirá,  eu te digo… a Missa ressurgirá, como respondo a muitos que vêm a mim para se lamentar (e eles o fazem, às vezes, chorando); e àquele que me pergunta como eu posso ter tanta certeza disso, eu respondo (como ‘poeta’, se prefere) trazendo-o à beira da janela e mostrando o Sol… Logo virá o entardecer e lá, na igreja de São Domingos, os frades cantarão nas Vésperas:  Iam sol recedit igneus; mas, em poucas horas, estes mesmos dominicanos, meus amigos, cantarão, na Prima: Iam lucis orto sidere – e assim todos os dias.
O Sol, quero dizer, levantar-se-á novamente, brilhará novamente depois da noite, para iluminar a terra desde o céu, por que… porque ele é o Sol, e Deus o estabeleceu para nossa vida e conforto. Então, acrescento eu, assim é e será com a Missa – a Missa que é “nossa”, católica, de sempre e de todos: nosso Sol espiritual, tão bela, tão santa e tão santificante — contra as desilusões dos morcegos, tirados de seu esconderijo pela Reforma [litúrgica], que acreditavam que a sua hora, a hora das trevas, não teria fim. E recordo: nesta minha grande janela nós fomos muitos, nos anos passados, assistindo um total eclipse solar. Eu me lembro, e eu quase posso sentir novamente, o sentimento de frieza, de tristeza, e quase de desilusão ao assistir, em sentir o ar escuro e gelado, pouco a pouco. Recordo o silêncio que se fez na cidade, durante a escuridão… enquanto os pássaros desapareciam, amedrontados, e os repugnantes morcegos apareciam, voando no céu.
Àquele que dizia, quando o Sol estava inteiramente coberto: — “E se não amanhecer nunca mais?” — um pensamento a quem ninguém respondia, quase como não entendendo o gracejo nisso… O Sol apareceu novamente, de fato, o Sol ressurgiu, depois de uma curta noite, tão belo como antes, e como se vê, mais do que antes, enquanto o ar é recheado novamente por pássaros e os morcegos voltam ao seus esconderijos.
Como antes, luminoso e belo, e ainda sendo o mesmo, o Sol parece mais maravilhoso do que era antes, como na […] lição do Evangelho sobre a moeda perdida e achada. Como era antes, e mais do que era antes: assim será com a missa, assim a missa aparecerá a nossos olhos, culpados por não tê-la estimado como merecia, antes do eclipse; nossos corações culpados por não tê-la amado o bastante.
(Tito Casini, La Tunica Stracciata – Nel fumo di Satana. Verso l’ultimo scontro)