segunda-feira, 23 de outubro de 2017

18 OUTUBRO, 2017

Editorial: Tradicionalistas na mira. O bullying da CNBB.

Por FratresInUnum.com – 18 de outubro de 2017.
Notícias correm de que está para explodir uma ofensiva do episcopado brasileiro para enfrentar a onda de tradicionalismo que percorre toda a nação.
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Projeto faraônico na nova sede da CNBB: “Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração”.
Uma reedição libertadora da inquisição? Uma caça às bruxas? Uma versão tupiniquim da Ku Klux Klan? Nada disso! Apenas a velha presunção cnbbista de se achar o centro do universo.
Não percebem os senhores bispos que se reduziram a um gueto grotesco, autorreferencial e inexpressivo.
Quem se importa com as posições da CNBB?
O povo brasileiro sequer toma conhecimento daquilo que diz e pensa o referido sindicato e, solenemente, segue o caminho oposto. Os fiascos dos últimos anos o comprovam retumbantemente.
O máximo que as excelências conseguirão é promover um bullying aos católicos tradicionais, como se os mesmos já não estivessem há décadas a suportar heroicamente o vexame de um desrespeito que produziu neles o calo de uma insensibilidade soberana, que ridicularização alguma poderá sensibilizar.
Em sua total irrelevância e incapacidade de incidir sobre quem quer que seja, os bispos brasileiros apenas encorajarão mais ainda aqueles que pensam combater. Os tradicionalistas se multiplicarão por todos os lados, exponencialmente, e serão o pesadelo de todas as suas noites. Expulsarão seminaristas considerados conservadores sem perceberem que estão ordenando outros que, fingindo-se de modernos, são mais tradicionais que os primeiros.
Arquidiocese de Niterói: “A Igreja nunca esteve tão bem”, por isso não há mais nada com o que se preocupar. Fiéis agora aguardam notas pedindo fidelidade também ao Concílio de Trento e Vaticano I.
A doença do episcopado nacional é endêmica e chama-se complexo de superioridade. Tais quais faraós superexaltados, acham-se eles tão acima de todos que se dão ao luxo de não trafegarem entre seu clero e seus seminaristas. Ordenam desconhecidos que continuarão a serem desconhecidos e as surpresas não cessarão de aparecer.
O cúmulo da contradição é que eles, em sua fobia contra véus, batinas e similares, se dão a perseguir os verdadeiros católicos enquanto clérigos apodrecem no concubinato, na homossexualidade (para não falar dos casos de transexualidade mal-disfarçada) e no roubo.
O povo não é tão estúpido quanto pôde ter sido um dia e não se dobrará a esses caprichos da hipocrisia episcopal brasileira. O desprestígio da CNBB é irreversível, pois a mediocridade de seus sindicalizados não cessa de o corroborar com um sublinhado incessantemente repetido.
A impressão que os senhores bispos têm de sua própria legitimidade está nos aplausos que trocam entre si, exatamente como nos bandos de bullying, em que a mútua confirmação referenda a sensação de vitória e superioridade. Nada tão pouco convincente.
Enquanto não chegam dias melhores para a pobre Igreja de Deus, resistamos, superando a cada dia este tempo de prova. E não nos impressionemos com o bullying. Coloquemos ante eles um espelho para que percebam sua própria comicidade.

sábado, 21 de outubro de 2017

Padre Pio: «Satanás virá liderar uma falsa Igreja»


«Por volta de 1960, o famoso exorcista romano Gabriele Amorth (+2016) conheceu o Padre Pio de Pietrelcina (+1968) e conversou com ele sobre o terceiro segredo de Fátima. Amorth fala sobre isso numa entrevista de 2011, publicada apenas recentemente em forma de livro, intitulado «O Segredo Mais Bem Guardado de Fátima».

Padre Pio disse ao Padre Amorth: “Satanás foi introduzido no seio da Igreja e, dentro de muito pouco tempo, virá liderar uma falsa Igreja.” Amorth diz que Padre Pio estava “realmente atormentado” por uma questão que é “a grande apostasia dentro da Igreja.”»

O declínio pós-Vaticano II em números

Por
Ir. Miguel Dimond, O.S.B.
Ir. Pedro Dimond, O.S.B.


Os números do declínio pós-Vaticano II foram sumariados por Pat Buchanan num artigo de 11 de Dezembro de 2002 intitulado «An index of Catholicism’s decline» [Um índice do declínio do catolicismo] no sítio townhall.com. Pat Buchanan baseou-se na pesquisas da obra de Kenneth Jones intitulada Index of Leading Catholic Indicators: The Church Since Vatican II.

«Enquanto o número de padres nos Estados Unidos ultrapassou o dobro chegando aos 58 mil, entre 1930 e 1965, desde dessa altura, o número caiu para 45 mil. Em 2020, sobrarão apenas 31 mil padres, e mais de metade desses padres terá mais de 70 de idade.

«— Ordenações. Em 1965, 1575 novos padres foram ordenados nos Estados Unidos. Em 2002, o número era de 450. Em 1965, Somente 1% das paróquias nos EUA estavam sem um padre. Hoje, há 3 mil paróquias sem padre. — Seminários. Entre 1965 e 2002, o número de seminaristas caiu de 49 000 para 4 700, um declínio de mais de 90%. Dois terços dos 600 seminários que estavam a funcionar em 1965 estão agora fechados.

«— Irmãs. Em 1965, havia 180 mil freiras católicas. Em 2002, este número caiu para 75 mil e a média etária das irmãs católicas hoje em dia é de 68 anos. Em 1965, havia 104 mil irmãs docentes. Hoje há 8200, um declínio de 94% desde o fim do Vaticano II.

«— Ordens religiosas. O fim está à vista para as ordens religiosas nos Estados Unidos. Em 1965, 3559 jovens homens estudavam para tornarem-se padres jesuítas. Em 2000, o número era de 389. A situação dos Christian Brothers é ainda mais aterradora. O seu número diminui por dois terços, com o número de seminaristas a cair em 99%. Em 1965, havia 912 seminaristas membros dos Christian Brothers. Em 2000, havia apenas 7. O número de jovens a estudarem para tornarem-se padres Franciscanos e Redemptoristas caiu de 3379 em 1965 para 84 em 2000.

«— Colégios católicos. Quase metade de todos os colégios católicos de ensino médio nos Estados Unidos encerraram desde de 1965. A população de estudantes caiu de 700 mil para 386 mil. As escolas paroquiais sofreram um declínio ainda maior. Cerca de 4 mil desapareceram, e o número de alunos frequentadores caiu de 4,5 milhões para menos de 2 milhões. Apesar de o número de católicos nos Estados Unidos ter subido para 20 milhões desde 1965, as estatísticas de Jones demonstram que o poder da crença católica e a devoção à Fé nem sequer beiram o que anteriormente eram.

«— Casamento católico. Os casamentos católicos caíram em número por um terço desde 1965, enquanto o número anual de anulações disparou de 338 em 1968 para 50 mil em 2002.

«— Frequência à Missa. Uma sondagem Gallup de 1958 reportou que três quartos dos católicos iam à igreja aos domingos. Um estudo recente realizado pela Universidade de Notre Dame descobriu que apenas um em cada quarto frequentam-na agora. Somente 10% dos professores religiosos leigos agora aceitam o ensinamento da igreja sobre contracepção. 53% crêem que um católico pode realizar um aborto e manter-se um bom católico. 65% crêem que católicos podem divorciar-se e casar novamente. 72% crêem que é possível ser um bom católico sem ir à missa aos domingos. Segundo uma sondagem do New York Times, 70% de todos os católicos na faixa etária entre os 18 e os 44 crêem que a Eucaristia é meramente uma “lembrança simbólica” de Jesus.

Na abertura do Vaticano II, os reformadores fizeram furor. Eles pretendiam conduzir-nos para fora dos nossos guetos católicos ao alterar a liturgia, reescrever a Bíblia e os missais, abandonar das antigas tradições, tornar-nos mais ecuménicos, e ao engajar o mundo. E a herança que nos deixaram? Quatro décadas de devastação acarretada sobre a igreja, e a desgraça final de uma hierarquia desprovida da coragem moral de um menino escoteiro para manter os pervertidos fora dos seminários, e atirá-los para fora das reitorias e escolas da Santa Madre Igreja. Ao longo do papado de Pio XII, a igreja resistiu ao clamor de acomodar-se ao mundo e manteve-se um farol de moral para a humanidade. Desde o Vaticano II, a igreja tem procurado encontrar-se com o mundo a meio do caminho. As estatísticas de Jones contam-nos o preço do apaziguamento.»1

(Site: A Igreja Católica, A Verdadeira Fé Cristã)