quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O Papa nunca adotou a teologia da libertação, diz autoridade do Vaticano

Dom Angelo Becciu (foto Grupo ACI)
ROMA, 24 Set. 13 / 09:05 am (ACI/EWTN Noticias).- O Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Angelo Becciu, assinalou categoricamente que "o Papa nunca adotou a teologia da libertação entendida no sentido ideológico", em uma entrevista concedida ontem ao jornal italiano Corriere della Sera.
As declarações do Arcebispo Becciu se dão apenas alguns dias depois do encontro entre o Papa Francisco e o Padre Gustavo Gutierrez, teólogo peruano considerado como um dos pais da controvertida teologia da libertação. Este encontro ocorreu a pedido do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Arcebispo Gerhard Muller.
Na entrevista publicada ontem no jornal italiano e em que o Prelado fala sobre o discurso do Papa deste domingo em Cagliari (Itália), Dom Becciu disse que o Santo Padre "nunca aceitou a teologia da libertação entendida no sentido ideológico e foi severo com os que queriam transformar a Igreja em uma ONG. Isto o leva a gritar com mais autoridade contra as injustiças do capitalismo selvagem".
Dom Becciu disse também que "foi clara a sua crítica (do Papa) a um sistema econômico e financeiro onde prevalece o ídolo do dinheiro e que pelo proveito está disposto a tudo, a sacrificar os direitos fundamentais".
O Prelado explicou logo que "a verdadeira teologia da libertação é a que também a Igreja adotou e aprovou: a teologia em que Deus está em primeiro lugar e busca defender os pobres fazendo-se expressão da solidariedade e do esforço dos católicos".
Para Dom Becciu, o discurso do Santo Padre é essencialmente cristológico: "a salvação total frente a Jesus. Quem tem deve compartilhar e investir: o caminho inteligente de quem atua da maneira adequada. Falar de pauperismo empobrece o discurso. É a Doutrina Social da Igreja: o dinheiro não pode ser a meta".
Etiquetas: Papa Francisco, teologia da libertação
Quinta-feira, 26 de setembro de 2013, 11h59

No Ano da Fé, catequistas se preparam para encontro com o Papa

Jéssica Marçal
Da Redação


CNBB
Dom Jacinto Bergman
Catequistas de várias partes do mundo participam a partir desta quinta-feira, 26, de uma Jornada dos Catequistas no Vaticano. O evento por ocasião do Ano da Fé inclui um congresso internacional de catequese, peregrinação ao túmulo de Pedro, e catequese e Missa com o Papa Francisco.

O Congresso tem como tema “O Catequista, testemunha da fé”. Entre as atividades, está programado um encontro dos catequistas com o Papa Francisco nesta sexta-feira, 27. A TV Canção Nova transmite o momento ao vivo a partir de 12h (Acompanhe também online).

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Bíblico-Catequética da CNBB, Dom Jacinto Bergman, a catequese é a educação na fé, de forma que se torna muito significativo o evento nesse Ano especial instituído pelo Papa Emérito Bento XVI.

"Dentro do Ano da Fé, a peregrinação dos catequistas vem justamente para chamar a atenção: a catequese é a educação na fé. Tudo tem a ver. O Ano da Fé não poderia passar sem essa grande peregrinação dos catequistas do mundo inteiro. A fé precisa ser educada e a catequese tem essa tarefa".

O bispo explicou que, no Brasil, o convite foi dirigido a todas as dioceses e houve uma espontaneidade por parte dos catequistas em querer participar. "Não há uma organização centralizada. A CNBB apenas fez a ponte para que o convite chegasse a todas as dioceses e as dioceses estão se organizando na medida do possível". Só no país, são cerca de 800 mil catequistas, segundo informou o bispo.

Testemunho


Integrante da Congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas, Irmã Teresinha Maria Mocellin está entre os representantes do Brasil nessa Jornada dos Catequistas. Ela conta que sempre teve especial atenção à catequese, mas há nove anos dedica-se exclusivamente a esse trabalho pastoral na diocese de Joinville (SC). Para ela, o Congresso vem para fortalecer a importância decisiva do ministério da catequese hoje.

Arquivo Pessoal
Irmã Teresinha (à esq.) em encontro com catequistas
A irmã enfatiza então a proposta do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, que organiza o evento: apoiar, promover e formar catequistas capazes de responder aos desafios do tempo presente.

“Eu posso dizer que eu amo a catequese e sonho com uma catequese com as seguintes características: o envolvimento de toda a comunidade no processo catequético, uma catequese de caráter processual, dinâmico e progressivo (...) enfim, uma catequese com uma dinamicidade e com isto a catequese se tornará a vida, a alma, o sangue da Igreja”.

E para um sucesso na catequese, irmã Teresinha defende que o catequista tenha uma formação permanente. Da mesma forma, Dom Jacinto disse que a formação dos catequistas é uma das prioridades da Comissão Episcopal que ele preside na CNBB.

"Portanto, o Ano da Fé vem nos convocar, alertar, reavivar a chama da fé em nosso coração, em nossa caminhada de cristãos evangelizadores catequistas. O catequista, em seu ministério, tem a missão de cultivar a vivência pessoal e comunitária da fé", disse irmã Teresinha.




Tags: catequistas Ano da Fé Vaticano encontro com o Papa educação na fé
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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

| Categoria: Liturgia

O que Pe. Paulo Ricardo realmente disse sobre o Missal de Paulo VI e a "reforma da reforma"

Confira abaixo pronunciamento de Padre Paulo Ricardo acerca das especulações sobre o Missal de Paulo VI
Várzea Grande, 3 de setembro de 2013.
Salve Maria!
Alguns alunos pediram o costumeiro resumo dos conteúdos de meus dois programas ao vivo a respeito de O Missal de Paulo VI e a "reforma da reforma". Decidi fazê-lo pessoalmente para evitar quaisquer equívocos, devido à delicadeza da matéria.
Os dois vídeos são fruto de uma longa reflexão pessoal, que iniciou com a leitura do livro Introdução ao Espírito da Liturgia, do então Cardeal Ratzinger. É de conhecimento comum que o referido livro desencadeou um movimento litúrgico no mundo inteiro. O providencial pontificado do Papa Bento XVI aumentou ainda mais a amplitude e profundidade de seu alcance.
De forma brevíssima poderíamos resumir assim os dois vídeos:
  1. Vídeo 1 – O conteúdo do Missal de Paulo VI é católico, mas, por causa de sua linguagem ecumênica, não toma as precauções que impediriam a manipulação de uma leitura protestante. No século XVI, este tipo de manobra conduziu a Igreja da Inglaterra à perda da fé na Eucaristia.
  2. Vídeo 2 – O tipo de artimanha descrita no vídeo anterior tem feito um mal imenso à Igreja graças à militância de maus teólogos. Devemos seguir o exemplo de Bento XVI e usar as possibilidades que o Missal de Paulo VI nos dá de celebrá-lo de uma forma mais tradicional. Ao mesmo tempo, a liturgia antiga deve ser possibilitada amplamente. Ao Espírito Santo caberá nos conduzir e determinar o futuro do Rito Romano.
Penso que estes dois curtos parágrafos transmitem com fidelidade a substância do que eu desejei transmitir através dos programas.
Espero que isto também seja um instrumento para desmascarar a distorção sensacionalista de alguns resumos que circulam pela internet e que gostariam de interpretar estes dois programas como se fossem uma condenação do Missal de Paulo VI e do Concílio Vaticano II. A estas pessoas eu gostaria de responder com as palavras usadas pelo próprio Cardeal Ratzinger para defender o movimento litúrgico que desejava iniciar:
[Que] se crie a impressão de que nada no Missal jamais poderá ser mudado, como se qualquer reflexão a respeito de possíveis reformas futuras fosse necessariamente um ataque ao Concílio – a uma tal ideia eu só poderia dar o nome de absurda.
(Cardeal Joseph Ratzinger, "Réponse du Cardinal Ratzinger au Père Gy". in La Maison-Dieu 230.2 (2002) 113-20).
Peço aos amigos que divulguem amplamente estes resumos. É um auxílio ao debate sadio das ideias ali enunciadas e uma caridade para com algumas pessoas que não têm tempo ou disposição para assistir os dois longos vídeos. Algumas delas, aliás, de forma imprudente, não se abstém de opinar levianamente a respeito de um assunto sobre o qual não se deram o trabalho de sequer colher as informações preliminares (pedir a estas pessoas uma meditação séria e uma honesta busca da verdade é querer colher uvas de um espinheiro...).
Devido à importância da matéria, pediria também aos sacerdotes e aspirantes ao sacerdócio que acolhessem estas minhas reflexões como um convite ao estudo e ao desapaixonado e objetivo debate do tema.
Peço a Deus que este modesto serviço sirva para o crescimento de sua Santa Igreja, da qual me confirmo filho devotado e obediente,
In Iesu et Maria,
Padre Paulo Ricardo
Tags: Pe. Paulo Ricardo, Liturgia, Santa Missa, Reforma litúrgica

| Categoria: Sociedade

Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro?

Os cristãos devem ser homens de Deus e mostrar à sociedade que só o progresso material não é capaz salvar a alma humana
Uma das grandes preocupações dos papas do último século foi com a construção, na sociedade, de uma necessária "hierarquia dos valores", a fim de lembrar o homem de sua vocação para a eternidade e de sua grande nobreza enquanto imago Dei – "imagem de Deus" (Gn 1, 27).
Era o progresso técnico e científico que inquietava sobremaneira o espírito dos Sumos Pontífices. E não porque a Igreja Católica fosse contrária ao desenvolvimento dos povos ou à descoberta de novas ferramentas para integrar os homens. Como ensinou o Concílio Vaticano I, sobre a relação entre fé e razão, "a Igreja, longe de opor-se ao estudo das artes e das disciplinas humanas, favorece-as e promove-as de todos os modos"01.
O que se percebia, porém, era que, ao lado da lâmpada, do automóvel e do telefone, a sociedade vivia em permanente crise espiritual. Ao lado de tantas invenções e descobertas importantes, havia uma filosofia anunciando que Deus teria morrido e que o homem deveria procurar não mais a santidade de uma vida justa, mas a frivolidade de uma vida cheia de prazeres e satisfações mundanas.
O Papa Leão XIII, ainda em 1890, notou a discrepância entre o desenvolvimento material e o espiritual das nações. Na encíclica Sapientiae Christianae, reconheceu um relativo "progresso nas comodidades corporais e extrínsecas", mas alertou: "Toda essa natureza sensível, a abundância de meios, as forças e as riquezas, se podem gerar comodidades e aumentar a serenidade da vida, não poderão nunca satisfazer a nossa alma, criada para coisas mais altas e com mais gloriosos destinos". Mostrando como os "bens da alma" se escureciam cada vez mais entre os homens, sua advertência se revestiu de caráter profético: "Assaz catástrofes nos apresentou já o século em que vamos, e quem sabe as que estão ainda por vir!", exclamava o Pontífice, como que já antevendo as tragédias que atravessaram praticamente todo o século XX.
E mesmo depois de tanta destruição, seja em consequência das duas grandes guerras mundiais, seja pela ascensão do socialismo ao poder, os apelos da Igreja à conversão da humanidade não cessaram; ao contrário, intensificaram-se ainda mais. A Igreja tinha consciência que, mais que recuperar os países devastados pela guerra, era preciso resgatar o homem do profundo abismo existencial no qual se tinha lançado. Como apontou com precisão o Papa Pio XII, a era técnica estava levando "a cabo sua monstruosa obra de transformar o homem em um gigante do mundo físico, em detrimento de seu espírito, reduzido a pigmeu do mundo sobrenatural e eterno"02.
A exortação de seu sucessor, o beato papa João XXIII era que se devia reconhecer uma justa "hierarquia dos valores". A televisão, o celular, o computador e a Internet, bem como os inúmeros avanços científicos logrados nos últimos anos "constituem sem dúvida elementos positivos" de nossa civilização, porém "não são, nem podem ser, valores supremos; em comparação destes, revestem essencialmente um caráter instrumental"03.
Reconhecer a natureza instrumental de nosso progresso material significa dizer que só quando o homem olha para o Céu pode edificar nesta terra "uma cidade fiável", como indica o Papa Francisco, na encíclica Lumen Fidei. Para isto, os cristãos precisam oferecer o seu testemunho, demonstrando com suas próprias vidas como gozam dos bens terrestres: vislumbrando os dons celestes. Mais do que qualquer coisa, o cristão católico deve ser um homem de oração. Permanecendo em constante diálogo com o Senhor, poderá conservar dentro de si a graça divina, o desejo de fazer sempre a Sua vontade e de irradiar a Palavra de Deus às outras pessoas.
Onde a sociedade se esquece desta Palavra, com efeito, não há progresso algum, não há sequer verdadeira civilização. O homem é unidade de corpo e alma – corpore et anima unus – e esta tende inevitavelmente para o Senhor, longe do qual encontrará apenas trevas. Ecoam fortes no decorrer dos séculos as palavras de Jesus: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua vida?" (Mt 16, 26).
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Apostolado Católico Porque... | Constituição dogmática "Dei Filius" (24/04/1870)
  2. Radiomensaje de Navidad de 1953, Pío XII
  3. Encíclica Mater et Magistra, sobre a questão social à luz da doutrina cristã, 15 de maio de 1961, Papa João XXIII
Tag: Materialismo


Sábado, 28 de Janeiro de 2012

“Em muitas partes da Terra, a Fé corre o perigo de se apagar como uma chama que não encontra mais alimento.”

Papa Bento XVI
27 de Janeiro de 2012

* * *

"Ide, pois, e ensinai a todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos ordenei. Eu estou sempre convosco, até o fim dos tempos."
 (Mt 28, 19-20).

Perante o alerta do Santo Padre e conhecendo o apelo de Nosso Senhor para ensinarmos e dar testemunho da Fé a todas as nações, que temos feito?

Com a graça de Deus, a intercessão poderosíssima de Nossa Senhora, o ensinamento dos Bem-Aventurados Apóstolos e o testemunho dos gloriosos Mártires, não tenhamos medo de ensinar e de defender a Fé e a Doutrina Católica!

O mundo precisa de nós para manter a chama da Fé acesa.