quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Home > Audiências e Angelus > 2013-10-02 11:40:18
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"Deus não é um juiz, Ele nos espera de braços abertos", diz o Papa na audiência



Cidade do Vaticano (RV) – Nesta ensolarada quarta-feira, 02, o Papa Francisco recebeu dezenas de milhares de pessoas na Praça São Pedro. Fiéis de todo o mundo, turistas e romanos participaram com entusiasmo da audiência geral. Como sempre, o encontro semanal começou com a volta do Papa em jipe aberto por toda a Praça. O automóvel parou diversas vezes para Francisco pegar crianças levadas pelos seguranças.

Do palanque, o Papa fez um discurso intitulado “A Igreja santa”, introduzido pelo Pe. Bruno Lins, que trabalha na Secretaria de Estado, com a leitura da Carta de São Paulo aos cristãos de Éfeso. Tomando como exemplo as relações familiares, ele afirma:

Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela. Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra; para a apresentar a si mesmo Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

Inspirando-se neste trecho do cap. 5, o Papa começou a catequese com a pergunta:

Como pode a Igreja ser santa se é feita de seres humanos, de pecadores? Vimos na história homens, mulheres, sacerdotes, freiras, bispos, cardeais e até Papa pecadores! Somos todos pecadores!”, começou.

Sob os aplausos do público presente, Francisco asseriu que a Igreja é santa porque procede de Deus, que é santo, lhe é fiel e não a abandona ao poder da morte e do mal. É santa porque Jesus Cristo é unido de modo indissolúvel a ela; é santa porque é guiada pelo Espírito Santo que purifica, transforma e renova.

Não é santa graças aos nossos méritos, mas porque Deus a torna santa, é fruto do Espírito Santo e de seus dons”.

Prosseguindo, o Pontífice ressalvou que “a Igreja é feita de pecadores, como vemos todo dia; mas somos chamados a nos deixar transformar, renovar, santificar por Deus”. Lembrou que alguns dizem que a Igreja é só para os puros, os totalmente coerentes, e que os outros devem ser afastados.

Isto não é verdade, é uma heresia! A Igreja, que é santa, não rejeita os pecadores; ao contrário, os acolhe. Chama todos a se deixarem-se envolver pela misericórdia, pela ternura e pelo perdão do Pai, que dá a todos a chance de encontrá-lo e caminhar rumo à santidade”.

O Papa disse que na Igreja, encontramos um Deus que não é juiz, mas um Pai, como o da parábola do filho pródigo:

Quando você tem a força de dizer: quero voltar para casa, encontrará sempre a porta aberta. Deus lhe espera sempre, lhe abraça e lhe beija, faz festa para você. A Igreja nos faz encontrar Jesus Cristo nos sacramentos, especialmente na Confissão e na Eucaristia; nos comunica a Palavra de Deus, nos faz viver na caridade, no amor de Deus por todos”.

Depois de convidar a Igreja a fazer uma autocrítica e a se questionar se realmente acolhe os pecadores, doa coragem e esperança, na qual se vive o amor de Deus e se reza uns pelos outros, Francisco terminou seu discurso com outra pergunta:

O que posso fazer quando me sinto fraco, frágil, pecador?

E respondeu que Deus nos assegura que não devemos ter medo da santidade, de nos deixarmos amar e purificar por Ele. “A santidade – concluiu – não consiste em fazer coisas extraordinárias, mas em deixar Deus agir. É o encontro da nossa fraqueza com a força da sua graça, é ter confiança na sua ação que nos permite viver na caridade, fazer tudo com alegria e humildade, para a glória de Deus e o serviço ao próximo”.

A seguir, leitores repetiram o resumo da catequese em diversas línguas e o Papa saudou algumas delegações, como um grupo de budistas japoneses, os membros da Fundação Pontifícia “Ajuda à Igreja que Sofre e os brasileiros. Aos peregrinos de língua portuguesa, disse que “ao retornarem a seus países, devem levar a certeza de que a misericórdia de Deus é mais poderosa que qualquer pecado!”.

No final do encontro, o Papa concedeu a todos a sua benção.
(CM)



Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/10/02/deus_não_é_um_juiz,_ele_nos_espera_de_braços_abertos,_diz_o_papa_na/bra-733586
do site da Rádio Vaticano

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Home > Igreja > 2013-09-30 19:56:42
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Mais dois sacerdotes assassinados na Colômbia



Bogotá (RV) – Os sacerdotes colombianos Pe. Héctor Fabio Cabrera e Pe. Bernardo Echeverri, da Paróquia de San Sebastián, município de Roldanillo, Departamento de Valle del Cauca, Arquidiocese de Cali, foram assassinados em sua residência. Segundo fontes locais da Agência Fides, o crime teria ocorrido por volta da meia noite ou na madrugada de 28 de setembro, quando alguns moradores da área viram dois homens abandonando a paróquia em uma motocicleta. A polícia encontrou os cadáveres do pároco e de seu colaborador em seus quartos, com ferimentos à faca. O Arcebispo de Cali, Dom Dario Monsalve Jesus, manifestou preocupação e pediu às autoridades uma investigação completa para esclarecer o duplo homicídio.

"Estamos absolutamente chocados, porque este não é apenas um crime que viola todas as considerações humanas e toda a lei divina, mas é um grave sacrilégio e um golpe na alma do cristão e do povo católico", declarou Dom Monsalve ao jornal El Colombiano.

As investigações revelam que após a conclusão da última missa na Igreja de San Sebasteán, os atacantes esconderam-se no templo e em seguida, dirigiram-se para a casa paroquial para roubar as ofertas.

O funeral foi realizado nesta segunda-feira, às 10 horas, na Paróquia de San Sebastian de Roldanillo, com as cerimônias fúnebres sendo presididas pelo Bispo de Cartago, Dom José Alejandro Arbelaez Brown.

Padre Luis Bernardo Echeverri Chavarriaga nasceu em Medellín em 5/9/1944. Foi ordenado sacerdote pelo primeiro Bispo de Cartago, Dom José Gabriel Calderon em 1º de março de 1969. Entre 1981 e 1983 estudou Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

O Padre Hector Fabio Morales Cabrera nasceu em Zarzal, em 9/11/1986. Estudou no Seminário Diocesano Nossa Senhora da Anunciação, de Cartago. Foi ordenado sacerdote em 19 de março de 2012, pelo Bispo Joseph Alexander Brown, atual Bispo de Cartago. Ele havia sido escolhido para realizar estudos na Espanha. (JE)

Home > Igreja > 2013-09-29 12:54:55
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CIC: "Catequese deve renovar sua forma para ser mais fácil"



Cidade do Vaticano (RV) – O Congresso Internacional de Catequese (CIC), se encerrou neste sábado em Roma com uma palestra do Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, o Arcebispo Octavio Ruiz Arenas.

Na conclusão, lida por Dom Arenas, “a catequese deve hoje procurar renovar a forma de transmitir a fé com novas abordagens de ensino, reformulando as palavras para facilitar a compreensão dos catequizados”.

“Ao embarcar no caminho da Nova Evangelização, a catequese não pode permanecer com as mesmas características do passado”, disse, apontando o mundo digital e as redes sociais como instrumentos que a Igreja deve utilizar para fazer ouvir a mensagem do Evangelho no mundo contemporâneo.

“Ser catequista é uma vocação e não um trabalho; o mundo de hoje exige dos catequistas grande criatividade, simplicidade de vida, espírito de oração, obediência e humildade, renúncia de si mesmo, muita generosidade e autêntica caridade para todos, em particular com os pobres”, concluiu o arcebispo colombiano.

O Congresso apontou ainda que “a catequese deve estar profundamente unida à liturgia que a Igreja é o primeiro sujeito de evangelização e que a transmissão de fé deve ser feita com palavras de vida e não com linguagem de simples refrão de sobrevivência”.

Após a leitura das conclusões, Dom Rino Fisichella, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, sem anunciar local e data do próximo encontro, referiu que “estes congressos não terminam e que temas e ideias estão surgindo para dar continuidade ao trabalho”.

Neste domingo, os 1.600 participantes do Congresso participaram da missa presidida por Papa Francisco que encerrou oficialmente o evento, enquadrado nas comemorações do Ano da Fé.
(CM-Ecclesia)


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/09/29/cic:_catequese_deve_renovar_sua_forma_para_ser_mais_f%C3%A1cil/bra-732819
do site da Rádio Vaticano

Liturgia: Procissões





Procissões são rogos solenes que os fiéis dirigem a Deus, conduzidos pelo clero, indo todos com ordem de um lugar a outro, a fim de aviventar a fé, reconhecer os benefícios de Deus, dar-lhe graças ou pedir auxílio dos Céus.



As procissões já se usavam no Antigo Testamento. Ao regressarem do cativeiro da Babilônia, os judeus fizeram uma procissão em ação de graças, ao redor das muralhas de Jerusalém (IIEdras, XII, 21-29). Obedecendo a ordem de Deus, o povo Hebreu conquistou a cidade de Jericó depois de ter dado sete volta nas fortificações, levando nesta procissão a Arca da Aliança (Josué VI, 4). A entrada triunfal de Nosso Senhor em Jerusalém, poucos dias antes do grande drama da Paixão, é outro cortejo festivo muito parecido com uma procissão.



Logo, não desacerta quem liga as procissões à tradição Apostólica. Contudo, só se tronaram exeqüíveis depois de findar a era das perseguições. Desde o século IV, vemos que se realizam, numerosas por muitíssimos motivos: para transportar o corpo de algum mártir de algum cemitério ou da Igreja para outro lugar; para colocar a primeira pedra de um templo; para remover algum flagelo; para pedir a proteção de Deus para os frutos da terra (Ladainha de São Marcos e das rogações). Igualmente, uma espécie de procissão antecedia, não raro, a celebração solene dos Santos Mistérios. O povo ajuntava-se onde tinha de esperar pelo bispo e dali prosseguia processionalmente com ele até a igreja chamada de estação, previamente designada para rezar a missa.



Podemos distinguir atualmente duas espécies de procissões: ordinárias e extraordinárias. - a) Procissões ordinárias são aquelas que se realizam todos os anos na mesma época, como a da Candelária, do Domingo de Ramos, dos Passos, da Ressurreição e de Corpus Christi. Nesta classe também entram as procissões locais, próprias de uma nação, de uma diocese, de uma terra, estabelecidas pelo costume, por circunstâncias particulares, como as que fazem as crianças na ocasião da primeira comunhão, as irmandades, as paróquias na festa do padroeiro, etc.



As procissões extraordinárias não têm este caráter permanente. São transitórias. De emergência. Motiva-as um caso passageiro. Será para pedir o fim da estiagem ou a cessação das chuvas, ou de alguma calamidade pública: fome, peste, guerra. Será para agradecer a Deus um acontecimento auspicioso, para honrar as relíquias de um santo, levando-as em procissão, etc.



Com as procissões devemos relacionar as romarias ou peregrinações. As mais afamadas são: - 1. Lugares Santos, da Palestina; - 2. Na Itália, os túmulos dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, a Casa de Loreto; - 3. Em Portugal, Nossa Senhora de Fátima; - 4. Na França, a gruta de Messabielle em Lourdes. - 5. Na Espanha, São Tiago de Compostela, Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça; - 6. No Brasil, o Bom Jesus do Congonhas do Campo em Minas, Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.



Fonte: Doutrina Católica - Manual de instrução religiosa para uso dos Ginásios, Colégios e Catequistas voluntários - Curso Superior - Terceira parte - Meios de Santificação - Liturgia - Livraria Francisco Alves - Editora Paulo de Azevedo Ltda - São Paulo; Rio de Janeiro; e Belo Horizonte - 1927