quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Católicos defendem catedral de Guarulhos da “Marcha das Vadias”

Católicos defendem com orações e sua presença a catedral de Guarulhos contra "Marcha das Vadias"
Católicos defendem com orações e sua presença a catedral de Guarulhos contra "Marcha das Vadias"


Nilo Fujimoto

Aconteceu. Não, não aconteceu. A marcha em Guarulhos, no sábado, 8/06, pretendeu contrarrestar os que têm como ideal de vida a conduta pautada pelos princípios cristãos, ainda mais num país cujos fundamentos foram solidamente construídos pelas heroicas missões da Igreja Católica.

Da pretensa marcha temia-se – com largo fundamento no modus operandi do movimento que é internacional – que viesse a atingir edifícios e símbolos que representam princípios opostos ao que defendem, como a igreja local: com o intuito de amortecer e minar as fibras morais dos que ainda permanecem fiéis na luta contra a deterioração contínua dos costumes.


Católicos opuseram serena resistência a prováveis violações do templo
Católicos opuseram serena resistência a prováveis violações do templo
Encontraram, porém, um salutar grupo de católicos que rezando e na firmeza de propósitos opuseram serena resistência às prováveis violações ao edifício sagrado – porque abriga o próprio Deus –, além de um grupamento da Polícia Militar solicitado pelo Padre Antonio Bosco da Silva, Pároco da catedral Nossa Senhora da Conceição e Vigário geral da Diocese de Guarulhos, em clara e legítima ação de salutar vigilância.

De fato, a provocação não tardou em se apresentar com a faceta característica de tais movimentos, isto é, reivindicam o direito de expressão, mas o fazem atentando contra os mais sagrados valores: uma manifestante começou a despir-se em público.

A polícia interveio, os manifestantes reagiram terminando por serem conduzidos à Delegacia. Fim da marcha.

Ah, já ia me esquecendo. Não descrevi a categoria à qual pertencem as pessoas que participaram da frustrada marcha. Elas são pessoas da categoria autodenominada “Marcha das vadias”.
O Papa Francisco narra o que sentiu e pensou ao ser eleito no Conclave

Papa Francisco depois da sua eleição. Foto: Grupo ACI
ROMA, 01 Out. 13 / 04:36 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco explicou em uma entrevista com o diretor do jornal italiano La Repubblica, Eugenio Scalfari, o que sentiu e pensou logo depois de ser eleito como sucessor de São Pedro no Conclave de março deste ano.
O Santo Padre recorda que logo após a eleição e antes de aceita-la, "perguntei se poderia retirar-me por alguns minutos para um quarto anexo ao da sacada que dá à praça. Minha cabeça estava completamente vazia e uma grande ansiedade me invadiu".
"Para relaxar fechei os olhos e todos os meus pensamentos desapareceram, inclusive o de rejeitar a designação, tal e como consente o procedimento litúrgico. Fechei os olhos e não vi mais ansiedade ou emotividade".
O Papa disse logo que "em algum momento, uma grande luz me invadiu, durou um momento, mas pareceu longuíssimo. Depois a luz se dissipou, levantei rapidamente e me dirigi ao aposento onde me esperavam todos os cardeais e a mesa sobre a qual se encontrava a ata de aceitação. Assinei-a, o Cardeal Camarlengo a assinou e depois, na sacada anunciaram o ‘Habemus Papam!’", relatou.
Os jornais do mundo inteiro ecoaram as palavras do Papa Francisco ao saudar pela primeira os fiéis da sacada do Vaticano, mas não se conhecia até agora os pensamentos do Papa antes de aceitar a sua eleição.
"Irmãos e irmãs, boa tarde, vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui!", disse o Papa Francisco em suas primeiras palavras
Intenções de oração do Papa para o mês de outubro

Papa Francisco. Foto: Grupo ACI
VATICANO, 02 Out. 13 / 02:22 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Vaticano divulgou que nas intenções do Papa Francisco para o mês de outubro estão aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, e que todos sejam anunciadores da Palavra de Deus.
A intenção geral para o apostolado da oração é: "Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus".
Enquanto na intenção missionária o pensamento do Santo Padre está dirigido ao anúncio do Evangelho: "Para que a Jornada Missionária Mundial nos anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus"
Quando Bergoglio derrotou os teólogos da libertação, recorda Dom Filippo Santoro

O então Cardeal Jorge Mario Bergoglio celebra uma Missa durante a V Conferência em Aparecida. Foto: Captura do YouTube
ROMA, 03 Out. 13 / 11:01 am (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo de Taranto (Itália) que serviu como sacerdote e Bispo no Brasil durante mais de 25 anos, Dom Filippo Santoro, recordou em um artigo publicado no jornal da Conferência Episcopal Italiana "Avvenire" o papel desempenhado pelo então Cardeal Jorge Mario Bergoglio –hoje Papa Francisco– quando derrotou os postulados marxistas da teologia da libertação na Conferência do Episcopado Latino-americano em Aparecida no ano de 2007.
Dom Filippo, antes de ser nomeado Arcebispo de Taranto por Bento XVI em 2011, foi Bispo de Petrópolis, cidade no interior do Estado do Rio de Janeiro, e antes disso Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro no Brasil, país ao que chegou como sacerdote em 1984.
No seu artigo titulado "A libertação que vem do Evangelho", o Prelado italiano assinalou que "o presidente da comissão para a redação do documento final de Aparecida era o Arcebispo de Buenos Aires, o Cardeal Bergoglio. Com um estilo sapiencial, afirma na introdução do documento de Aparecida: ‘O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devem empreender, mas acima de tudo o amor recebido do Pai graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo’".
Dom Santoro assegurou que a ambiguidade no discurso da teologia da libertação "está superada na conferência de Aparecida, tanto na estrutura geral do documento, como na presença viva da fé em cada momento de seu desenvolvimento; desde olhar a dura realidade até o julgamento sobre ela e a praxe conseguinte".
"Trata-se, entretanto, de uma ambiguidade que continua presente, porque o Papa Francisco, em sua recente viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, no encontro com a presidência do CELAM (Conselho Episcopal Latino-americano)" apresentou "algumas tentações contra o discipulado missionário, falava da ‘ideologização da mensagem evangélica’".
Nesse encontro, o Papa advertiu aos Bispos latino-americanos contra a tentação do "reducionismo socializante", o qual disse "é a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa em base a uma hermenêutica segundo as ciências sociais. Abrange os campos mais variados, do liberalismo de mercado até a categorização marxista".
Dom Filippo recordou que algumas pessoas criticaram o documento final de Aparecida por começar com um hino de louvor a Deus, o que tinha sido expressamente desejado pelo Cardeal Bergoglio.
O Arcebispo italiano assinalou que ao ordenar-se assim, "o esquema do documento valoriza a tradição da teologia e da pastoral latino-americana, mas, ao mesmo tempo, ressalta a perspectiva da fé".
"Esta, claramente, não estava ausente, mas em certos desenvolvimentos se dava por descontada, ao ter que preocupar-se, sobretudo pela gravidade de uma situação social cheia de conflitos e, sobretudo pelo ‘clamor dos pobres’", indicou.
Em 24 de julho deste ano, no marco da JMJ do Rio, o Papa Francisco visitou o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida no estado de São Paulo. Ali, ante 200 mil almas, o Santo Padre pronunciou um discurso no qual recordou quão importante é para ele este santuário dedicado à Padroeira do Brasil. Ao despedir-se da multidão, o Santo Padre prometeu voltar em 2017, quando se comemora os 300 anos do encontro da Virgem e 10 anos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e o Caribe.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Milagre Eucarístico de Amsterdã
Aldo Leone - 2012/06/06
Um milagre acontecido na pacata Amsterdã do século XIV é ainda hoje fonte de devoção eucarística para os milhares decatólicos que participam da "Procissão do Silêncio".
Aldo Leone
Corria o inverno do ano de 1345. Amsterdã, capital dos Países Baixos, era na época uma pequena cidade de pescadores à margem do rio Amstel. Na fria noite de 15 de março, poucos dias antes do Domingo de Ramos, o pároco foi chamado a atender um enfermo residente na atual Rua Kalver. Acorrendo sem demora, o sacerdote ministrou-lhe a Unção dos Enfermos e a Sagrada Comunhão. Alguns momentos após sua saída, a violência da enfermidade obrigou o homem a vomitar numa vasilha, na qual ficou depositada inclusive a Hóstia consagrada. Sem fazer qualquer verificação, sua esposa ou uma enfermeira - não se sabe ao certo - atirou o conteúdo da vasilha ao fogo que crepitava na lareira.
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Antiga gravura mostrando a Hóstia
milagrosamente preservada
em meio às chamas
Antes do amanhecer, retornando ao quarto do doente, ela pousou casualmente o olhar sobre as chamas e, com enorme surpresa, viu flutuar sobre elas o Pão Eucarístico, em perfeitas condições, como se acabassede ser consagrado pelo sacerdote. Estendeu a mão e, sem queimar-se, tirou do fogo a Sagrada Forma, colocou-a numa caixa e logo em seguida foi comunicar o fato ao pároco. Este apressou-se em voltar ao local, recolheu a Hóstia milagrosa e levou-a para a igreja.
No dia seguinte, porém, a mulher abriu por acaso a caixa onde na véspera havia depositado a Sagrada Hóstia e - oh surpresa! - encontrou-a lá novamente! No mesmo instante, chamou o padre e este a transladou de volta para a igreja. O mesmo milagre se repetiu ainda mais uma vez.
Deus queria tornar público o milagroso fato
Vendo nessa insistência um sinal de que Deus queria tornar público o acontecido, o sacerdote organizou uma solene procissão para reconduzir à matriz o Santíssimo Sacramento. No ano seguinte o Bispo de Utrecht, Dom Jan van Arkel, declarava a autenticidade do milagre, e dois anos mais tarde já se erguia uma igreja no lugar onde ele ocorrera.
A partir de então, realizava-se todos os anos, em meados de março, uma esplendorosa procissão para comemorar o acontecimento. Dela participaram personagens ilustres, como o Arquiduque Maximiliano d'Áustria, que mais tarde seria o Imperador Maximiliano I. Essa manifestação popular de louvor ao Santíssimo Sacramento foi proibida em 1578, quando a administração da cidade caiu em poder de burgomestres calvinistas. Estes confiscaram a capela erguida no local do milagre, a qual acabou sendo demolida em 1908, apesar dos protestos dos católicos, que se ofereceram para comprá-la.
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Capela das Beguinas, em Amsterdã, onde se mantém
a Adoração Eucarística diária, em recordação do
milagre ocorrido em 1345
Durante o período de proibição do culto público, as celebrações da Santa Missa e outros atos católicos de devoção realizavam-se em casas particulares ou edifícios sem aparência externa de templo religioso - as igrejas escondidas, como passaram -a ser chamadas no século XIX.
As Beguinas
Bem próximo do local do milagre situava-se a capela da Beguinaria. Beguinas eram mulheres que - sem fazer os clássicos votos da vida religiosa - viviam em comunidade, dedicadas à oração e assistência aos doentes, pobres, órfãos e toda espécie de necessitados. A regra lhes impunha apenas a obediência ao pároco e o celibato enquanto permanecessem na comunidade.
As Beguinas também tiveram a sua capela confiscada. Por volta de 1665 elas pediram autorização à municipalidade para construir uma nova. A permissão lhes foi concedida com a condição de que o edifício tivesse as características de uma igreja escondida. É nessa capela, consagrada a São João Batista e a Santa Úrsula, que desde então se mantém a Adoração Eucarística diária, em recordação do milagre ocorrido em 1345.1
A Procissão do Silêncio
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Cerca de 10 mil fiéis participam anualmente da
Procissão do Silêncio em recordação do
milagre eucarístico. Ao lado, cartaz
convidando os fiéis a participarem
do evento
Segundo relata o atual reitor da capela, padre Eugène van Heyst, SSS, um homem chamado Joseph Lousbergh descobriu em 1881 um documento datado de 1651 que descrevia detalhadamente as procissões medievais realizadas em comemoração desse milagre. Decidiu então, acompanhado por um amigo, percorrer o mesmo trajeto da antiga procissão, como um ato de adoração a Jesus Sacramentado. Assim fizeram, mas em silêncio e sem qualquer manifestação externa de devoção, por causa das restrições ao culto católico, impostas pelas autoridades calvinistas.
Sua ideia foi acolhida com entusiasmo pelos católicos holandeses, e a cada ano aumentava o número dos fiéis que a ela aderiam. Formou-se assim a Confraria da Procissão do Silêncio. Todos os anos, desde então, no primeiro domingo depois de 12 de março, realiza-se a silenciosa procissão no período entre meia-noite e quatro horas da manhã, horário no qual se presume ter ocorrido o milagre. Em nossos dias, por volta de 10 mil fiéis participam dela. E muitos veem nesse ato
de piedade a continuação do Milagre Eucarístico de Amsterdã.

Nota:
1 A Hóstia miraculosa não se conserva. Ela começou a se deteriorar dois anos depois de acontecido o milagre.
(Revista Arautos do Evangelho, Janeiro/2011, n. 109, p. 24-25)

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