domingo, 29 de setembro de 2013

Domingo, 29 de setembro de 2013, 07h50

Papa celebra para catequistas: despertar a memória de Deus no outro

Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo
Rezemos para que possamos alimentar a memória de Deus na vida e nos outros, exortou o Papa
Na manhã deste domingo, 29, Papa Francisco celebrou a Santa Missa por ocasião da Jornada dos Catequistas no Vaticano. Em sua homilia, o Santo Padre refletiu sobre quem é o catequista: aquele que traz em si a memória de Deus e a desperta nos outros.

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.: Íntegra da homilia do Papa


Francisco iniciou a homilia falando do risco da comodidade, de se ter como centro o próprio bem-estar, o que acontece quando o homem perde a memória de Deus. 

“Se falta a memória de Deus, tudo se nivela, tudo vai pelo ‘eu’, pelo meu bem-estar. A vida, o mundo, os outros perdem consistência, não contam para nada, tudo se reduz a uma única dimensão: o ter”.

E quem protege e alimenta essa memória de Deus é justamente o catequista, segundo disse o Papa. Ele citou o exemplo de Maria, que não se fechou em si mesma, mas levou adiante o agir de Deus em sua vida.

“O catequista é propriamente um cristão que coloca esta memória a serviço do anúncio; não para fazer-se ver, não para falar de si, mas para falar de Deus, do seu amor, da sua fidelidade. Falar e transmitir tudo aquilo que Deus revelou, isso é a doutrina na sua totalidade, sem cortar ou acrescentar nada”.

Francisco refletiu então sobre os caminhos a percorrer para não ceder ao risco de colocar a segurança em si mesmo e nas coisas materiais. A resposta, segundo ele, está no que diz São Paulo na Segunda Leitura do dia: tender à justiça, à piedade, à fé, à caridade, à paciência e à brandura. (1 Tm 6,11).

“Rezemos ao Senhor para que sejamos todos homens e mulheres que protegem e alimentam a memória de Deus na própria vida e sabem despertá-la no coração dos outros”.

Ao final da celebração, que também teve a presença do Patriarca grego-ortodoxo di Antiochia e de todo o Oriente, Sua Beatitudine Youhanna X, o Santo Padre rezou o Angelus com os fiéis.



Tags: Papa Francisco missa catequistas Jornada dos Catequistas memória de Deus
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sábado, 28 de setembro de 2013

Quem espera mudanças radicais em questão moral com o Papa acabará frustrado, diz Arcebispo

Dom Juan José Asenjo. Foto: Conferência Episcopal da Espanha
SEVILHA, 27 Set. 13 / 11:07 am (ACI/Europa Press).- O Arcebispo de Sevilha (Espanha), Dom Juan José Asenjo, mostrou-se convencido de que a Igreja não sofrerá um "giro copernicano" com o trabalho de Francisco, assegurando que "quem espera decisões radicais em matéria de dogma ou moral se sentirá frustrado".
"É necessário ser moderados e prudentes, porque pode acontecer que os que agora entoam os 'hosanas' do Domingo de Ramos daqui a uns meses gritem crucifiquem-no e vamos pelo caminho da Sexta-feira Santa", ressalta.
Em uma entrevista concedida a Onda Zero, Asenjo assegurou que não se trata de uma "questão de imagem, mas sim de fundo", de "ressuscitar a Igreja diante do mundo, muito mais simples e próxima ao povo e aos pobres, imitadora de Jesus Cristo que veio ao mundo para servir".
"Algumas coisas do ouropel vão mudar", acrescenta, depois de criticar as "elucubrações da imprensa com determinada ideologia", assinala que as pessoas estão gostando das manifestações do Papa e que na Espanha estão "expectantes", acrescentando que não se conseguirá nunca fazer com que um bispo se distancie do pensamento do Papa porque eles estão educados na obediência e sabem o que significa o sucessor de Pedro.
Sobre as declarações de Francisco sobre o matrimônio, o aborto e os anticoncepcionais, entre outros, Dom Asenjo interpreta que as palavras do Santo Padre se referiam à necessidade de pregar o Evangelho "íntegro", enquanto que "quem só insiste nestes aspectos abandona outras partes nucleares do Evangelho".
"O Papa pede pregá-lo de forma íntegra sem centrar nesses temas, que também são importantes como o respeito à vida", insiste, assinalando que o aborto é uma "monstruosidade desde qualquer perspectiva e não cabe esperar uma mudança de linha por parte da Igreja a respeito".
Também, assegura que não acontecerão mudanças de linha quanto aos homossexuais, alegando que são "homens e mulheres que merecem todo o respeito, mas desde a moral cristã não se pode justificar a prática homossexual".
Sem partidos
Sobre a inclinação política de esquerda ou de direita dos membros da Igreja, Dom Asenjo opina que um Bispo ou um sacerdote deve ser "de todos, somos de Jesus Cristo". Assim, não é partidário nem de direita nem de esquerda.
"As palavras do Papa foram tiradas de contexto, já que eram relativas ao golpe de estado da Argentina, dizendo que não estava com o golpe", esclarece.
Além disso, manifestou que não vê "em um futuro imediato" mulheres cardeais e pede aos sacerdotes que "saiam às encruzilhadas dos caminhos, que se molhem com o mar e se sujem com o barro, sem ficar somente nas sacristias e no púlpito".
Etiquetas: Aborto, Papa Francisco
Home > Audiências e Angelus > 2013-09-28 10:22:44
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Permaneçam em Cristo correndo o risco de ir às “periferias” – o Papa Francisco aos catequistas reunidos em Congresso



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O Papa encontrou na tarde desta sexta-feira, na Sala Paulo VI, os participantes do Congresso Internacional de Catequese organizado no âmbito do Ano da Fé. No seu discurso, o Santo Padre ressaltou que "a catequese é um pilar para a educação da fé".
"É preciso bons catequistas!"- exclamou, agradecendo aos presentes por esse serviço "à Igreja e na Igreja". Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens a conhecer e a amar sempre mais o Senhor é uma das aventuras educacionais mais bonitas, e assim se constrói a Igreja! Mas devem ser catequistas e não trabalhar como catequistas” – observou ainda o Papa Francisco que convidou a recordar aquilo que Bento XVI disse: "A Igreja não cresce por proselitismo. Cresce por atração". "E aquilo que atrai – precisou o Papa – é o testemunho. Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isso não é fácil! Nós ajudamos, conduzimos ao encontro com Jesus com as palavras e com a vida, com o testemunho."
A este propósito o Papa Francisco recordou aquilo que São Francisco de Assis dizia aos seus confrades: "Preguem sempre o Evangelho e se fôr necessário também com as palavras". Mas antes vem o testemunho: "que as pessoas vejam o Evangelho na nossa vida. E 'ser' catequistas requer amor, amor sempre mais forte a Cristo, amor ao seu povo santo. E esse amor não se compra nas casas comerciais; não se compra nem mesmo aqui em Roma. Esse amor vem de Cristo! É um presente de Cristo!
Então, continuou o Papa devemos partir de Cristo. E o que é que isso significa?
O Papa respondeu com três coisas. Em primeiro lugar, partir novamente de Cristo significa ter familiaridade com Ele. "Se estivermos unidos a Ele – observou o Santo Padre – podemos dar fruto, e essa é a familiaridade com Cristo. Permanecer em Jesus!" É um permanecer apegado a Ele, "com Ele, falando com Ele: mas, permanecer em Jesus".
Depois acrescentou o segundo elemento: "partir novamente de Cristo significa imitá-lo no sair de si e ir ao encontro do outro. Essa é uma experiência bonita, e um pouco paradoxal. Por qual motivo? Porque quem coloca no centro da própria vida Cristo, descentra-se! Quanto mais se une a Jesus e Ele se torna o centro da sua vida, mais Ele o faz sair de si mesmo, descentra-se e abre-se aos outros…

“Prefiro mil vezes um catequista que tenha a coragem de correr o risco de sair de si mesmo do que um catequista que estude, saiba tudo, mas seja sempre fechado e doente. Ás vezes, é doente da cabeça...”

O terceiro elemento, com o qual terminou a sua mensagem, está sempre na linha dos anteriores: "partir novamente de Cristo significa não ter medo de ir com Ele às periferias" porque Jesus caminha sempre connosco e quando pensamos ir longe, a uma periferia extrema, Jesus está lá.

“ Vós sabeis qual é uma das periferias que me fazem mal? É aquela das crianças que não sabem fazer o Sinal da Cruz. Esta é uma periferia! É preciso ir lá! (RS)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Na África não tem Missa Afro…

Pois é… Tanto se fala em colocar cultura afro na Missa romana por aqui, e, da África mesmo, a real, a de verdade, não a ideologicamente inventada, temos um belíssimo exemplo: Dom Gregory Ochiagha, Bispo Emérito de Orlu, Nigéria, celebrou seu Jubileu de Ouro com uma Solene Missa Pontifical na forma extraordinária.

Isso mesmo. Na África não tem Missa Afro. Na África tem Missa Tridentina!

Mas não diziam que o povo negro quer Missas com atabaques, falando “axé”, dançando no altar, com roupas extravagantes?

As fotos, que nos chegam via New Liturgical Movement, falam por si e nos dão esperança de que a liturgia será salva!

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Após a Comunhão. Inspirador!

sábado, 28 de setembro de 2013

"A criatividade nunca esteve presente na Liturgia cristã" - Dom Henrique Soares da Costa


Por Dom Henrique Soares da Costa (grifos nossos):
Criatividade. Este conceito nunca esteve presente na Liturgia cristã. É-lhe totalmente estranho!
Na antiguidade mais primitiva, não havia ainda textos litúrgicos formados. É natural, é claro: a Igreja não nascera feita! Fundada pelo Cristo-Deus, foi plasmada pelo Seu Santo Espírito, conforme Sua própria promessa.
Mesmo não havendo ainda textos fixos para o rito liturgico, havia, no entanto, esquemas fixos, que os ministros sagrados deveriam seguir à risca. Portanto, cada ministro, tanto quanto pudesse, uns mais, outros, menos, compunham as orações. Em geral, escreviam-nas antes. Mas, dentro de um esquema fixo. A palavra chave nunca foi criatividade, mas fidelidade à Regra de Fé da Igreja e à lex orandi, isto é, à norma de oração da Igreja.
Logo cedo, os primeiros formulários litúrgicos foram sendo colocados por escrito e fixados. Finalmente, no século IV, com a liberdade de culto concedida aos cristãos, surgiram os grandes textos litúrgicos no Oriente, como a estupenda liturgia de São João Crisóstomo, e do Ocidente (pense-se na antiquissíma Tradição Apostólica de Hipólito de Roma). No Ocidente, a formação dos grandes textos foi mais complexa por vários motivos históricos e culturais. Em todo caso, no séculos VI e VII já se tinham os grandes formulários litúrgicos e a soleníssima Missa Estacional romana, que influenciaria toda a liturgia da Missa da Igreja latina (a Igreja do Ocidente, da qual o Bispo de Roma é o Patriarca, além de Papa de toda a Igreja do Oriente e Ocidente).
Em toda esta complexa e rica evolução histórica nunca se teve em mira a criatividade, mas a ortodoxia. Aliás, a palavra ortodoxia significa reta fé (reta opinião) e também reto louvor, reta glorificação de Deus! Assim, na Celebração litúrgica, o importante, a finalidade é o reto louvor ao Senhor Deus, exprimindo a reta fé pelos ritos sagrados que tornam autuantes na vida de cada crente e de toda a Igreja a salvação celebrada. A criatividade como ideal, objetivo e valor em si simplesmente não faz parte da realidade litúrgica, ao menos não nos vinte e um séculos de história da Igreja do Ocidente e do Oriente. Sendo assim, cedo ou tarde, com a graça de Deus, a ideologia da criatividade litúrgica desaparecerá do horizonte da Igreja, pois não faz parte do genuíno sentir eclesial. É questão de tempo...

Para fins de ilustração, trago alguns exemplos que exemplificam o problema da criatividade e como ela termina por retirar o culto a Deus do centro da Liturgia:

"Missa Mágica"
"Missa fantoche"