quarta-feira, 1 de novembro de 2017

SANTA SÉ CONSIDERA AUMENTAR IDADE MÍNIMA DE ORDENAÇÃO DE SACERDOTES
·         COMPORTAMENTOIGREJASACERDÓCIOVOCAÇÃO

·         16 DE MARÇO DE 2016


Elevar a idade para o acesso ao Sacerdócio…. uma proposta.
A Santa Sé estuda uma nova Ratio Fundamentalis da formação… dada a imaturidade presente nos jovens candidatos ao sacerdócio. Há 60-100 anos atrás ainda se entendia ordenar um jovem com 25 anos, era a idade em que a maioria dos homens já estava casada ou com vida feita. Tinha maturidade para pensar, escolher e fazer. A grande maioria dos jovens, para não dizer a totalidade, não atinge mais a maturidade mínima com 25 anos. Esse dado já foi sobejamente demonstrado pela Rota Romana nos processos matrimoniais e na prática na formação atual dos presbíteros. A imaturidade psico-cronológica e afetiva é gritante. Basta abrir os olhos.
A Santa Sé no documento em preparação certamente colocará um período intermédio e um final de discernimento. Aliás, este “discernimento” já deveria ter sido feito antes e chama-se seminário “propedêutico”… quando se abandonou o período propedêutico e a cobrança sobre as responsabilidades do indivíduo surgem sempre os eternos precários.
O que tem de homem (solteiro, casado, padre) que se comporta como um menino mimado até os 40-50 anos é um absurdo. Macaco velho, casado, que não pode perder a partida de futebol ou o jogo online ou playstation com os amigos…. se não fica de mimimi… ou padres que passam a vida postando fotos de restaurantes e comidas, viagens de férias e presentes, faustosos ou não, ganhos…. com cabelinho e barbicha estilosa, com sapatos de marca, com um caminhão de mudança quando são transferidos…. que fica de beicinho se o bispo o transfere… que faz questão de ser o “Aparecido, sempre aparecendo”, padre “gato”, padre bom-mocinho que não diz as verdades mas engana a todos com um irenismo só seu, padre “cantor” que se fosse cantar num boteco não ganharia uma coxinha ou croquete de pagamento de tão péssimo…que cobra fortunas para “evangelizar”, que deixa a congregação quando o dinheiro que recebe com seus shows não fica no seu bolso….. que passa a imagem de padre “engraçadão”, “amigão”, fazendo gestos de meninos de 12-13 anos… que foge do atendimento cara a cara e no confessionário com o povo, que impõe regra própria e horário pro atendimento espiritual…que por qualquer motivo “entra em crise”…que se crê com iguais direitos e privilégios de leigos no dia-a-dia, que fala em “somos todos iguais” mas na igreja é o ditador… que faz campanha política aberta ou velada e divide a Igreja… que veio para ser servido e não para servir…
Estamos diante de uma geração de hedonistas. “Primeiro o meu e para mim”… A perda do sentido de sacrifício pessoal, da doação incessante de si mesmo, não reservando horário ou tempo de férias para si levou a uma geração hedonista… A perda das motivações como o afinco nos estudos e o “ralar” para tentar salvar um comunidade, uma paróquia, levou ao emotivismo barato. Daí tanta “pastoral do paninho”, daí tanta bandeirola de partido e sindicato. dessa dupla: “pastoral do paninho e pastoral da bandeirola” surge a macaqueação da Liturgia. Dessa leva surgem, no caso do sacerdócio, padres emotivistas, infantis, desregrados, desajustados, incoerentes e vidas-duplas.
Nunca é demais recordar que os bispos são feitos com a matéria-prima chamada “padre”. Um experiente formador já dizia a seus seminaristas: “Se tu não extirpas os vícios e erros que tens como seminarista eles crescerão quando fores padre e se tornarão escandalosos quando fores bispo. Quanto maior o poder numa pessoa indigna, maior o desastre”.
Já na década de 60 João Mohana chamava a atenção para o auto conhecimento necessário dos candidatos ao sacerdócio em seu livro: “Padres e Bispos auto analisados”.
Parece que ninguém o levou a sério!

Site: Homem Católico

Nenhum comentário:

Postar um comentário