domingo, 22 de setembro de 2013

A BÊNÇÃO DO TOQUE DOS SINOS
(Extraído do blog Cinzas que choram)

O sino é quase tão antigo quanto à civilização.

Porém, como nós o conhecemos é um instrumento típico das igrejas católicas e dos prédios públicos da Cristandade.

Ele fica um instrumento religioso quando a Igreja Católica lhe confere suas bençãos e lhe comunica seu poder exorcístico numa cerimônia especial,

Os primeiros sinos eclesiásticos importantes apareceram nos mosteiros nos séculos IV e V, isto é, na ante-véspera e no iniciozinho da Idade Média.

Clique para ouvir os sinos da Catedral de Viena:

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Eles se generalizaram nas igrejas católicas já no século VII. Na dianteira saiu a região da Campania, na Itália, cuja capital é Nápoles. Do nome de Campânia vem a palavra "campana", com que também se designa o sino.

Mas, só a partir do auge da Idade Média, quer dizer, no século XIII que os progressos na fundição dos metais permitiram aparecer os grandes sinos instalados nas catedrais e grandes igrejas.

Pouco ou mal se fala sobre este fruto abençoado da Igreja Católica que assumiu sua forma atual na Idade Média.

Alias, o quanto seus efeitos benéficos se fariam mais intensamente se hoje se eles fossem tocados como a Igreja quer!

Quantos sabem quais são os efeitos espirituais santificantes do sino das igrejas?

Eis, uma substanciosa explicação das bençãos do toque do sino feita por um digno representante do clero francês, Mons. Jean-Joseph Gaume (1802-1879), célebre pela sua ciência teológica:

Como todas as grandes e belas coisas, é à Igreja que devemos o sino.

O sino nasceu católico, por isso a Igreja o ama como a mãe ama o seu filho. Ela benze o metal de que é feito.

Logo que ele veio ao mundo, a Igreja o batizou e fez dele um ente sagrado.

Com razão, porque o sino é destinado a cantar tudo o que há de santo e de santificante na terra e no céu.

Clique aqui para ouvir os sinos da Catedral de Notre Dame de Paris:

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Pelas orações e cerimônias que o acompanham, o batismo vai dizer-lhe a sua vocação.

A Igreja sempre teve em muito respeito o sino, o que se mostra com novo esplendor nas preces e nas cerimônias do seu batismo.

Reunidos os fiéis em roda do sino, suspenso a alguns metros acima do solo, o bispo em hábitos pontificais chega majestosamente, acompanhado do clero e seguido do padrinho e da madrinha do sino.

Em nome de Deus, de quem é ministro, o bispo chama sobre essa maravilhosa criatura a virtude do Espírito Santo, que a torna fecunda no primeiro dia da criação.

Certo de ser atendido, o bispo asperge o sino, ao qual confere o poder e o dever de afastar de todos os lugares, onde seu som repercutir, as potências inimigas do homem e de seus bens: os demônios, as trombas, o raio, o granizo, os animais maléficos, as tempestades e todos os espíritos de destruição.

Vejamos sua missão positiva.

A sua voz proclamará os grandes mistérios do Cristianismo, aumentará a devoção dos cristãos, para cantar novos cânticos na assembléia dos santos, e convidará os anjos a tomar parte nos seus concertos.

O sino fará tudo isto, porque esta missão lhe é confiada em nome d'Aquele que possui todo o poder no céu e na terra.

Clique para ouvir os sinos da abadia de Ettal, Alemanha:

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Cada badalada faz retinir ao longe os dois mistérios de morte e de vida - alpha e ômega - mistérios necessários para orientar a vida do homem, consolar as suas esperanças.

Não admira, pois, que o bispo, dirigindo¬-se ao próprio sino, o dedique a um santo ou a uma santa no paraíso, e lhe diga, com uma espécie de respeitosa ternura: “Em honra de São N., a paz doravante seja contigo, caro sino”.

Como o sino deve ter um nome, é preciso também que ele tenha um padrinho e uma madrinha.

O nome é gravado no sino, abaixo da cruz em relevo, que o marca com o selo de Nosso Senhor e o consagra ao seu alto culto.

Daí vem um fato pouco notado: o amor dos verdadeiros filhos da Igreja ao sino, e o ódio que lhe têm os inimigos de Deus.

Uma das mais doces alegrias de nossos pais, ao saírem da Revolução Francesa, foi ouvir os sinos, que haviam emudecido durante muitos anos.

Este incontestável poder do sino contra os demônios do ar justifica a virtude que ele goza, de dissipar os ventos e as nuvens, de afugentar diante de si o granizo e o raio, de conjurar as tempestades e os elementos desencadeados, pois que todas essas perniciosas influências da atmosfera provêm muito menos de coisas naturais do que da maldade desses gênios maléficos.

Clique para ouvir os sinos da igreja de Santa Maria Madalena, em Breslau, Alemanha :

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Nossos pais, na hora do perigo, faziam ouvir ao Pai Celeste, ao som dos sinos, seu primeiro grito de alarme. O Senhor não permanecia muito tempo insensível à voz do seu povo.

A corda que serve para tocar o sino, essa corda que sobe e desce sem cessar, indica o trabalho do pregador, e é também imagem da nossa vida.

(Fonte: Mons. Jean-Joseph Gaume, “L’Angelus au dix-neuvième siècle”, Editions Saint-Remi, 2005)
São Paulo, quinta-feira, 24 de julho de 2008

Crux Fidelis - Canto Gregoriano

Autor: Edson Oliveira   |   11:26   Seja o primeiro a comentar

Crux Fidelis:
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Notícias da Igreja Católica

Papa pede respeito pelos «direitos fundamentais» das pessoas e das famílias

Data: 22/9/2013
Cagliari, Itália, 22 set (SIR) – O Papa apelou hoje ao respeito pelos “direitos fundamentais” de cada pessoa, em particular das que sofrem com as consequências da crise e a “incerteza”, durante a sua viagem à ilha da Sardenha. “É necessária a colaboração leal de todos, com o compromisso dos responsáveis das instituições, também a Igreja, para assegurar os direitos fundamentais das pessoas e das pessoas, fazendo crescer uma sociedade mais fraterna e solidária”, declarou na homilia da missa a que presidiu no Santuário da “Madonna di Bonária” (de Nossa Senhora dos Bons Ares, em tradução livre para português). Francisco sublinhou de forma particular o “direito ao trabalho, o direito a levar pão para casa, pão ganho com o trabalho”. O Papa foi recebido no santuário pelo presidente da região da Sardenha, Ugo Cappellacci, e pelo prefeito de Cagliari, Massimo Zedda, tendo cumprimentado depois os doentes que se encontravam no local. “Vim para partilhar convosco alegrias e esperanças, cansaços e compromissos, ideais e aspirações da vossa ilha e para vos confirmar na fé”, começou por dizer. Francisco admitiu que a ilha italiana, a segunda que visita, enfrenta problemas e preocupações, em particular “a falta de trabalho e a sua precariedade” e “muitas situações de pobreza”. A intervenção recordou as pessoas que muitas vezes são consideradas menos importantes e que, segundo o Papa, “têm mais necessidade” de atenção: “Os mais abandonados, os doentes, aqueles que não têm com o quê viver, os que não conhecem Jesus, os jovens que estão em dificuldade”. Francisco destacou as raízes cristãs da Sardenha e a ligação dos seus cidadãos à Senhora de Bonária, tanto os que permaneceram na ilha como os que emigraram em busca de “um trabalho e um futuro”. O Papa dirigiu duas saudações em sardo, dialeto utilizado também nalguns cânticos da celebração. Num santuário dedicado à Virgem Maria, Francisco pediu que ela ensine os católicos a olhar para os outros “de modo mais fraterno”. “Maria ensina-nos a ter um olhar que procura acolher, acompanhar, proteger. Aprendamos a olhar uns para os outros sob o olhar materno de Maria”, acrescentou. A homilia falou do “poder da oração” e frisou a importância de “bater à porta de Deus”, sem cessar. “Maria ensina-nos que Deus não nos abandona, pode fazer grandes coisas também com a nossa fraqueza. Tenhamos confiança nele”, afirmou. Francisco concluiu com um alerta contra os que “prometem ilusões” e os que têm um olhar “ávido de vida fácil, de promessas que não se podem cumprir”

FALSAS CURAS E FALSOS MILAGRES

Folheto em PDF.
Impressão: Contém uma só página que deve ser impressa na frente e verso de uma mesma folha. Em seguida corte a folha ao meio e se terá 2 panfletos prontos.

Conteúdo:

1 - Não negamos a possibilidade de autênticos milagres, que Deus pode sempre operar, quando Lhe aprouver, por razões superiores, como, por ex., provar a divindade de Jesus Cristo e autenticidade de sua missão divina. Afirmamos, isto sim, que Ele não os opera através das seitas heréticas ou das superstições, e mesmo do falso carismatismo, atualmente em voga. Se o fizesse, estaria aprovando e incentivando a desorientação dos fiéis e a perdição das almas. São, pois, falsos esses propalados milagres.
Distinguimos, então, três casos desses falsos milagres e falsas curas transformados em verdadeiro Comércio de Bênçãos, como é praticado nas seitas carismáticas!  -  Esses casos podem ser:
A) Efeito de sugestões: As possíveis e ligeiras sensações de alívio ou melhora que algum enfermo pode sentir por ocasião de uma bênção, por exemplo, são freqüentemente o efeito de sugestões em pacientes superemotivos que ansiosamente suspiram pela cura ou alívio de seus males.
– Ademais, tais pessoas, por serem em geral muito impressionáveis, costumam aumentar muito seus incômodos, bastando, pois, uma certa dose de emotiva confiança em uma oração ou bênção, para já sentirem algum alívio, ou até sentirem-se curadas. A volta dos incômodos depois de algum tempo, é prova certa de que não são verdadeiras curas.
– Como prova, presenciamos nos hospitais vários casos de enfermos com doenças incuráveis que os “milagreiros” das seitas ditas carismáticas deram por curados e que morreram mais rapidamente porque, crendo-se  curadossuspenderam a assistência médica e a medicação.
– Note-se que, quando uma bênção é dada por quem tem autoridade para dá-la em nome de Deus, como os que foram constituídos por Cristo, os Sacerdotes da Nova Lei do Evangelho (Apoc. 1,6; Jo. 15,16;  20,23) – autoridade que os “pastores” das seitas e curandeiros do espiritismo não têm – sempre comunica ao enfermo alguma graça divina que traz alívio e conforto, dando-lhe fortaleza espiritual para suportar com paciência a enfermidade, se aprouver a Deus não lhe dar verdadeira cura.
– Sobretudo recebem graças especiais pela recepção do Sacramento da Unção dos enfermos (Extrema-Unção), conforme estas palavras da Bíblia: “Está alguém enfermo entre vós? Chame os Presbíteros da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com o óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor lhe dará o alívio; e se cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados.”  (Tiago 5,14-15)  Mas, cuidado com os charlatões! Os falsos “milagreiros” estão macaqueando também esse Santo Sacramento da Igreja.
Note-se que os “Presbíteros” do texto bíblico acima citado correspondem aos Sacerdotes do Novo Testamento. (Cf. “Folhetos Católicos”,  nº 14)
B) Artifícios do Demônio: Há também essa possibilidade. De fato, a Bíblia ensina que o “pai da mentira”, o Demônio, sabe transformar-se em “anjo de luz” (2 Cor.  11,14-15), e simular “prodígios” para enganar os desprevenidos. São, no entanto, “sinais e prodígios mentirosos.” (2 Tes. 2,9-10) Exemplo disso temos também na Bíblia no Livro do Êxodo.
– A Bíblia narra, de fato, nesse Livro, que dois magos egípcios, macaqueando um verdadeiro milagre que Deus tinha feito através de Moisés e Arão – os quais tinham transformado seus cajados em serpentes diante do Faraó – fizeram o mesmo com suas bengalas, através de suas encantações diabólicas, para impedi-lo (o Faraó) de deixar sair os hebreus do Egito. Prova de que o falso milagre dos magos era um artifício do Demônio é que as serpentes do verdadeiro milagre devoraram as do falso. (Êx. 4,2-5; 7, 8-12).
– Também Jesus nos advertiu que falsos cristos e falsos profetas iriam fazer “sinais” e “prodígios”, que enganariam, se possível fosse, até os eleitos. (Mc. 13,22; Mt. 24,24) E acrescentou: “muitos se apresentarão em meu nome” e “enganarão a muitos.”(Mt. 24,11)
– É certo que o Demônio não pode operar um verdadeiro milagre, porque não pode mudar a natureza das coisas. Só o Autor da natureza, Deus o pode, por Si ou por seus credenciados. O que o Demônio pode fazer é jogar com as aparências das coisas e fazer composições arbitrárias e passageiras para macaquear a Deus e enganar os homens.
C) Artifícios dos homens: São autênticos truques ou fraudes. Os curandeiros espíritas eram bem hábeis nessa matéria. O documentado livro do Pe. Herédia, “Fraudes Espíritas e Fenômenos Metempsíquicos”, prova-o bem.
– Mas, há também muitos exemplos dessas fraudes entre os “milagreiros” das seitas. De fato, não é raro que “sócios” da rede de igrejas carismáticas simulem doenças e possessões diabólicas para se dizerem curados ou libertados.
2 - Há vários casos em que algum malandro foi utilizado para esse tipo de espetáculo. Assim, na reportagem da TV Globo de uma concentração da Igreja Universal no Maracanã, uma repórter entrevistou uma senhora que afirmou ter recebido oferta em dinheiro, de pessoas da seita, para subir ao palanque e fingir estar possuída do Diabo e depois dizer-se libertada pelo Pastor Edir Macedo. Assim se explicam os depoimentos de curas divulgados pelas Redes de TV e Rádios da sua milionária seita.
3 – E as farsas continuam: Assim é que os tais “evangélicos” se fazem de exorcistas, e num clima de superemotividade, de gritos de “aleluia”, e de “sai diabo”, põem-se a expulsar supostos “demônios”, de doentes muitas vezes neuróticos, e coisas do gênero. Mas, em São Paulo, como os jornais divulgaram, os tais “evangélicos” encontraram um “demônio” bem teimoso que os fez perder a paciência, pois, para expulsá-lo bateram tanto no pobre homem, que tiraram-lhe a vida.
– Outras vezes pretendem imitar o carisma das línguas que foi dado aos Apóstolos no dia de Pentecostes. (Atos 2,41; 1 Cor. 14,27-28 – Ver “Folhetos Católicos”, nº 13). Só que são verdadeiros “blablablás” sem qualquer sentido, o que, blasfemando, atribuem ao Espírito Santo.
4 - Outros carismas, porém, que Cristo concedeu aos seus Apóstolos para os tempos difíceis dos começos da sua Igreja, como o de pisar ou manusear serpentes, e de beber coisas mortíferas sem sofrer danos (Mc. 16,17-18; Atos 28,3-5), não ousam esses “carismáticos” imitar.
5 - É claro que em todos esses casos eles sempre apelam para Jesus Cristo, a quem atribuem os seus falsos milagres. “Cristo te salvou”, “te libertou do diabo”, etc., exclamam os traficantes de ritos vazios que chamam bênçãos, enquanto outros gritam: “quanto mais…, mais…”, em verdadeiro estilo comercial. Tudo o contrário do que se lê nos Salmos 49,7-15; 50,17-21, onde Deus afirma que não pede tanto as nossas coisas, mas antes os louvores de nosso coração contrito.
6 - É que os novos “curandeiros de Bíblia na mão” inventaram o “slogan”: “quanto mais se dá, mais se recebe”, com o qual atribuem a Deus (que blasfêmia!) o espírito de comércio de sua seita, transformada em grande Empresa Comercial com sua poderosa rede de TVs e Rádios.
7 - Ilustra bem essas e outras da seita milionária do Edir, a grave denúncia de um seu ex-pastor, Mário Justino, em livro recente intitulado: “Sexo, dinheiro e drogas se confundem no mesmo púlpito, com orações e salmos de Davi”. (Ver essa e muitas outras em: “Nos bastidores do Reino” – publicado por “Geração Editorial” – S. Paulo – SP)
– Abram os olhos, pois, os ingênuos, e os ávidos de coisas com mera aparência de maravilhoso. Deus não anda a fazer milagres a toda hora, nem sem graves razões.

Verdadeiros milagres

Depois do que acima ficou dito sobre os falsos milagres, é o caso de se falar sobre os verdadeiros milagres. A Santa Igreja, porém, é bem prudente em reconhecê-los. Só os reconhece após rigoroso exame, para evitar o milagreirismo. Aqui, por falta de espaço, só o exemplo dos que têm acontecido no Santuário de Nossa Senhora de Lurdes. Todo enfermo que ali entra é submetido a rigoroso exame por uma equipe de médicos de diversos credos e sem credos. Depois de todas as orações, bênçãos e uso das águas, faz-se novo e rigoroso exame. Somente as curas instantâneas e de doenças orgânicas é que a equipe médica declara que o caso não tem explicação diante da ciência. Durante toda a história de Lurdes, 2.000 (dois mil) casos foram declarados tais. E desses a Igreja só reconheceu oficialmente 65 (sessenta e cinco).
Fonte: http://tradicaocatolicaes.wordpress.com/2010/08/21/falsas-curas-e-falsos-milagres/
Caminhada_pela_Vida
Palavra de paz e de misericórdia.
06/09/2013


 dom_roberto_francisco_paz

Estamos no mês de setembro, que é um dos três meses temáticos propostos pela CNBB, que foi instituído para a retomada da consciência e do valor das Sagradas Escrituras na vida e missão do Povo de Deus. Setembro é o período consagrado a um estudo e meditação de um dos livros da Bíblia, em razão que no dia 30 deste mês, celebramos a memória de São Gerônimo, o grande tradutor da "Vulgata" texto oficial das Escrituras, do grego para a língua latina. Este ano o texto de estudo escolhido foi o Evangelho de São Lucas, com o lema: "Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido!" ( Lc. 15,9 ). O evangelista Lucas coloca no centro do seu Evangelho as parábolas da Misericórdia, mostrando o maravilhoso rosto de um Deus Pai compassivo, acolhedor e carinhoso. Podemos acompanhar na narrativa lucana o itinerário do discípulo cristão nos seus cinco aspectos ou dimensões sequenciais: encontro, conversão, seguimento, comunhão fraterna e missão. Perpassa também todo o Evangelho de Lucas a alegria, que é a presença do Espirito Santo fazendo acontecer a salvação e o Reino entre os pequenos. Vemos ainda no texto lucano a perspectiva Mariana do Evangelho, pois, é possível descobrir o discipulado e a peregrinação da fé e na fé de Maria a Mãe de Jesus. É importante ressaltar que a Bíblia mais que um livro ou uma coleção de livros é uma pessoa que nos fala e quer entrar na nossa vida: Jesus Cristo. Por isso desconhecer a Bíblia é ignorar o próprio Cristo, afirmava São Gerônimo. Que este mês nos ajude a celebrar a leitura orante da Bíblia, nos motive para implementar a animação bíblica de toda pastoral e nos encaminhe para a missão, pois, não existe evangelização sem o anuncio explícito da Palavra do Senhor. Palavra que será sempre uma descoberta alegre, fascinante, transformadora porque nos leva ao centro do Mistério de Deus amor e seu Sacratíssimo Coração. Somos um Povo convocado pela Palavra que nos torna Igreja, isto é, Assembléia de pessoas que acreditam, que a Palavra nos ilumina, guia e nos forma, conduzindo-nos para a Pátria definitiva, a Casa do Pai.
Deus seja louvado!
+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz - Bispo Diocesano de Campos
Campos dos Goytacazes, 08 de Setembro de 2013.