quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

CÂNTICOS PROTESTANTES EM CELEBRAÇÕES CATÓLICAS

PERGUNTE E RESPONDEREMOS 516/junho 2005
Prática Cristã

A pedido de amigos abordaremos a temática acima.
Não é conveniente adotar cânticos protestantes em celebrações católicas pelas razões seguintes:
1)  Lex orandi lex credendi (Nós oramos de acordo com aquilo que cremos). Isto quer dizer: existe grande afinidade entre as fórmulas de fé e as fórmulas de oração; a fé se exprime na oração, já diziam os escritores cristãos dos primeiros séculos. No século IV, por ocasião da controvérsia ariana (que debatia a Divindade do Filho), os hereges queriam incutir o arianismo através de hinos religiosos, ao que S. Ambrósio opôs os hinos ambrosianos.
Mais ainda: nos séculos XVII-XIX o Galicanismo propugnava a existência de Igrejas nacionais subordinadas não ao Papa, mas ao monarca. Em conseqüência foi criado o calendário galicano, no qual estava inserida a festa de São Napoleão, que podia ser entendido como um mártir da Igreja antiga ou como sendo o Imperador Napoleão.
Pois bem, os protestantes têm seus cantos religiosos através de cuja letra se exprime a fé protestante. O católico que utiliza esses cânticos, não pode deixar de assimilar aos poucos a mentalidade protestante; esta é, em certos casos, mais subjetiva e sentimental do que a católica.
2)  Os cantos protestantes ignoram verdades centrais do Cristianismo: a Eucaristia, a Comunhão dos Santos, a Igreja Mãe e Mestra... Esses temas não podem faltar numa autêntica espiritualidade cristã.
3)  Deve-se estimular a produção de cânticos católicos com base na doutrina da fé.
Estêvão Bettencourt O.S.B.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

CNBB VERSUS IGREJA CATÓLICA


Othon Campos
(...) Porque os senhores bispos da CNBB não denunciam o relativismo moral? Porque não combatem os abusos na Missa? Porque apoiar o MST, a CPT, as CEBs? Porque não denunciar o erro?
     Muitas almas se perdem. Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar é brutalmente ultrajado pelas guitarras loucas da RCC, contorcendo a língua com a fala dos anjos... decaídos. Pode-se ofender o Papa e a Igreja Católica. Mas condenar e combater o erro, isso ninguém pode fazer. Nem a CNBB, mas por vontade própria.
     Enfim, o que devem fazer os católicos diante de tudo isto? Quase nenhum bispo dá ouvidos aos abusos em matéria litúrgica, nem às heresias nos cursos de teologia. Só querem as coisas da terra. Assim, a CNBB está contra a Igreja Católica e o Papa, porque não querem levar a salvação às almas, mas querem preservar o pé de manga.
     Perguntamos se, desgraçadamente, não calharia aplicar à CNBB, o que disse Nosso Senhor em certa passagem do Evangellho:
"Retira-te de Mim, [CNBB], pois tu me me serves de escândalo, pois que não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens" ( Mt. XVI, 23).
Para citar este texto:

"CNBB versus Igreja Católica"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/igreja/cnbb_amazonia1/
Online, 06/12/2016 às 18:12:07h

A LITURGIA É SAGRADA

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           Continuo nesse artigo a citar pérolas do último livro do Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, com o título “A Força do Silêncio - contra a ditadura do barulho”, pois se trata do Cardeal encarregado pelo Papa de velar pela Liturgia na Igreja.           
            “Não pretendo ocupar nosso tempo opondo uma liturgia à outra, ou o rito de São Pio V ao do Beato Paulo VI. Mas trata-se de entrar no grande silêncio da liturgia; é preciso saber deixar-se enriquecer por todas as formas litúrgicas latinas ou orientais que privilegiam o silêncio. Sem este espírito contemplativo, a liturgia se tornará uma ocasião de dilacerações odiosas e de enfrentamentos ideológicos em vez de ser o lugar da nossa unidade e da nossa comunhão no Senhor. Este é o momento de entrar neste silêncio litúrgico, voltados para o Senhor, que o Concílio quis restaurar”.
          “O que vou dizer agora não entra em contradição com minha submissão e minha obediência à autoridade suprema da Igreja. Desejo profunda e humildemente servir a Deus, a Igreja e ao Santo Padre, com devoção, sinceridade e apego filial. Mas eis aqui a minha esperança: se Deus quiser, quando ele quiser e como ele quiser, na liturgia, a reforma da reforma será feita. Apesar do ranger de dentes, ela virá, pois nela está em jogo o futuro da Igreja”.
            “Estragar a liturgia é destruir nossa relação com Deus e a expressão concreta de nossa fé cristã. A Palavra de Deus e o ensinamento doutrinal da Igreja são ainda ouvidos, mas as almas que desejam voltar-se para Deus, oferecer-lhe o verdadeiro sacrifício de louvor e adorá-lo, já não são cativadas por liturgias demasiadamente horizontais, antropocêntricas e festivas, assemelhadas muitas vezes a acontecimentos culturais barulhentos e vulgares. Os meios de comunicação invadiram totalmente e transformaram em espetáculo o Santo Sacrifício da Missa, memorial da morte de Jesus na cruz para a salvação das nossas almas. O sentido do mistério desaparece pelas mudanças, pelas adaptações permanentes, decididas de forma autônoma e individual para seduzir nossas mentalidades modernas profanadoras, marcadas pelo pecado, pelo secularismo, pelo relativismo e pela rejeição de Deus”.
            “Em muitos países do Ocidente, vemos os pobres abandonar a Igreja católica, pois ela foi tomada de assalto por pessoas mal intencionadas que se fazem passar por intelectuais e que desprezam os pequenos e os pobres. Eis o que o Santo Padre deve denunciar em alto e bom som, pois uma Igreja sem os pobres não é mais a Igreja, mas um simples ‘clube’. Atualmente, no Ocidente, quantos templos vazios, fechados, destruídos ou transformados em estruturas profanas, violando sua sacralidade e seu destino original! Apesar disso, conheço numerosos sacerdotes e fiéis que vivem sua fé com um zelo extraordinário e lutam diariamente para preservar e enriquecer as casas de Deus. Devemos urgentemente redescobrir a beleza, a sacralidade e a origem divina da liturgia...”. 

DOM SCHNEIDER DIZ QUE CATÓLICOS TRADICIONAIS NÃO SÃO “EXTREMISTAS”, MAS A ESPERANÇA PARA O FUTURO



Dom Athanasius Schneider, numa entrevista publicada no site Catholic Herald, disse que “estamos na quarta grande crise da Igreja“. Confira abaixo os pontos mais importantes desta entrevista.
Dom Athanasius indica que esta crise é encabeçada pelos liberais que se instalaram na Igreja, que colaboram com o que é chamado de “novo paganismo” e que está na verdade levando a Igreja Católica a uma divisão. Neste processo vemos algo como o que aconteceu na heresia ariana do quarto século, na qual “uma grande parte da hierarquia da Igreja estava envolvida”.
A raiz desta crise, diz ele, é a “banalização” e a falta de cuidado que o clero, inclusive aqueles em posição de autoridade, e também leigos têm tido para com o Santíssimo Sacramento, o que os está levando a uma secularização.
“A Eucaristia está no coração da Igreja”, disse. “Quando o coração está enfraquecido, o corpo todo está fraco”. Ele acredita firmemente que receber a Sagrada Comunhão nas mãos contribui gradualmente para a perda da Fé na Presença Real e na transubstanciação.
“Parece que a maior parte do clero e dos bispos está satisfeita com o costume moderno da distribuição da Comunhão na mão… o que é tremendo! Como é possível distribuir a Comunhão na mão quando é Jesus que está presente nestas pequenas Partículas?
Existe o doloroso fato da perda de fragmentos da Eucaristia, que logo após caírem são esmagados com os pés. Isto é horrível! Nosso Deus, em nossas igrejas, sendo frequentemente pisoteado! Nesta hora os bispos deveriam erguer suas vozes em defesa de Jesus Eucarístico que não possui voz para defender-se. Eis um ataque ao que é mais Santo, um ataque à Fé na Eucaristia”.
Ele reconhece que temos estado mergulhados nesta crise nos últimos 50 anos, (desde o Concílio Vaticano II), com sua grande confusão doutrinária e litúrgica. Um exemplo claro desta “confusão” é a expectativa do Sínodo Extraordinário que ocorrerá em outubro de 2014 em Roma:
“Penso que este assunto da recepção da Sagrada Comunhão pelos recasados trará grande impacto e mostrará a verdadeira crise da Igreja. A verdadeira crise da Igreja é o antropoteísmo e o esquecimento do Cristo-centrismo… Eis o maior mal: 1) o homem, ou o padre, colocando-se no centro da Liturgia (em algumas igrejas o tabernáculo que abriga Deus é colocado num canto, enquanto o padre fica em posição de destaque), e 2) quando os padres mudam a verdade que Deus revelou, no caso com relação ao sexto Mandamento e a sexualidade humana“. (Neste caso se faz menção aos homossexuais e aos divorciados que vivem amasiados numa segunda união).
Dom Schneider é bastante crítico à tentativa de mudança das práticas pastorais (como distribuir comunhão aos que vivem em condição de pecado e pedem misericórdia). “É um tipo de sofisma. É comparável ao médico que receita açúcar ao diabético, mesmo sabendo que poderá matá-lo”.
Ele continua: “Infelizmente houve na História… membros do clero e mesmo bispos que acenderam incenso ante a estátua do imperador e de ídolos pagãos, ou os que entregaram cópias das Sagradas Escrituras para serem queimadas. Estes – e os clérigos ou católicos que colaboravam com estes – eram chamados em seu tempo de thurificati e traditores. Atualmente também existem na Igreja aqueles que colaboram ou que são os próprios traidores da Fé”.
Como consequência do clero e laicato liberais, Dom Schneider vê uma divisão que está para surgir. “Eu presumo que uma separação vai afetar os católicos em todos os níveis: desde os leigos até a alta hierarquia da Igreja, inclusive”.
Ele espera que esta divisão conduza a uma renovação da Igreja para as práticas tradicionais. O atual sistema “antropocêntrico” do clero (colocando o homem no lugar de Deus) vai entrar em colapso. “Este edifício clerical liberal será autodemolido pois não possui raízes e não dá frutos.” Dificilmente encontramos vocação em dioceses regulares e mesmo ordens religiosas.
O Bispo alerta que “os católicos tradicionais poderão, por um tempo, serem perseguidos ou discriminados mesmo por ordem dos que têm poder nas estruturas exteriores à Igreja.” Todos nós católicos tradicionais já estamos sendo fortemente perseguidos pelas pessoas que têm poder dentro da Igreja – cada um de nós pode contar sua própria história.
Ao final, ele diz, “o Supremo Magistério” vai reafirmar claramente a doutrina católica, e não vai continuar com as ideias do mundo neopagão. Foi a falta de clareza nos documentos do Vaticano II que levou a toda esta confusão.
Quando questionado se, como bispo, é difícil falar claramente sobre o que está acontecendo na Igreja, ele responde: “É pouco importante ser popular ou impopular. Para cada membro do clero, seu primeiro interesse deve ser popular aos olhos de Deus e não aos olhos da modernidade ou daqueles que têm poder. Nosso Senhor alertava: Ai de vós, quando falam bem de vós.“
Ele continua: “A popularidade é falsidade… Grandes Santos da Igreja, como São Tomás Morus e John Fisher rejeitaram a popularidade… ao contrário, aqueles que hoje estão preocupados com a popularidade da mídia de massa e da opinião pública… serão lembrados como covardes e não como heróis da Fé”.
Muitos “católicos” seguem o mundo pagão com suas práticas e são considerados “bons” católicos, enquanto “aqueles que são católicos fiéis ou que promovem a glória de Cristo na liturgia são rotulados de extremistas”.
Dom Schneider também levantou a questão da pobreza, que parece para os liberais a justificativa para se suplantar a moral e a sagrada liturgia. Vemos por exemplo como muitos católicos votam em presidentes que estão assassinando bebês que não nasceram, e justificam isso como sendo “supostamente” a favor dos pobres. Então o bispo ataca a ideia: “Isto é um enorme erro. O primeiro Mandamento que Cristo nos deu é adorar a Deus apenas, a Liturgia não é uma reunião de amigos. Nossa primeira obrigação é adorar e glorificar Deus na liturgia e também na vida. Partindo de uma verdadeira adoração e amor a Deus se aumenta o amor pelos pobres e pelas demais pessoas. É uma consequência”.
Ele finaliza dizendo que os católicos tradicionais que “têm tentado manter a pureza de sua Fé e eles representam o verdadeiro poder da Igreja aos olhos de Deus, e não aqueles que estão na administração”.
E conclui com uma colocação positiva: “eu não estou preocupado com o futuro. A Igreja é a Igreja de Cristo e Ele é a verdadeira cabeça da Igreja, o Papa é apenas o Vigário de Cristo. A alma da Igreja é o Espírito Santo, e Ele é poderoso”.

Pastores e lobos têm algo em comum, ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Você sabe distinguir?

Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores são discípulos, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos vorazes". (Mateus 7,15)