domingo, 20 de outubro de 2013

| Categoria: Sociedade

A Jornada Mundial da Juventude que comoveu os evangélicos

A beleza da fé católica celebrada durante a semana da JMJ atraiu muitos irmãos protestantes a buscarem a unidade com a Igreja e o Sucessor de Pedro
A Jornada Mundial da Juventude também foi uma oportunidade ímpar para a promoção da unidade dos cristãos. Em meio aos 3,5 milhões de jovens que participaram da Missa de envio, no encerramento da Jornada, chamou a atenção um cartaz que dizia: "Sou evangélico, mas amo o Papa Francisco. Reze por nós. Tu és Pedro". Para quem conhece o mínimo de doutrina, é fácil compreender a enormidade dessa declaração. Reconhecer Francisco como Pedro é confessar a unidade que está na rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja una, santa, católica e apostólica.
A presença de Francisco nas ruas do Brasil levou para fora das sacristias a realidade da Igreja Católica. Unido aos jovens do mundo todo, o Romano Pontífice peregrinou como Pedro, de porta em porta, para anunciar o Evangelho a todas as criaturas. Isso é significativo, pois exige das pessoas o rompimento com a passividade. Com efeito, da boca do Papa não precisou ecoar nenhum anátema ou juízo severo, mas simplesmente a verdade de sempre, ou seja, todos os artigos de fé que compõem o Corpo de Cristo. E isso atrai, pois a beleza do que é verdadeiro atrai!
Esse poder de atração da Igreja já era lembrado pelo Papa Emérito Bento XVI. Durante sua homilia da Missa de abertura da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em 2007, o Santo Padre afirmava: "A Igreja não faz proselitismo. Ela cresce muito mais por "atração": como Cristo "atrai todos a si" com a força do seu amor, que culminou no sacrifício da Cruz, assim a Igreja cumpre a sua missão na medida em que, associada a Cristo, cumpre a sua obra conformando-se em espírito e concretamente com a caridade do seu Senhor".
Ora, é evidente que a divisão entre os cristãos é uma chaga dolorosa que deve ser o quanto antes superada. A Jornada Mundial da Juventude abriu novos caminhos, sobretudo num terreno marcado muitas vezes pela cizânia das acusações e da discórdia. Cristo novamente faz o chamado para que todos sejam um. E a Igreja, fiel ao chamado do Mestre, repete o convite: filhos, voltem para casa.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
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O sonho de João XXIII, o Papa bom

João XXIII pedia pelo surgimento de homens sábios, que fossem capazes de iluminar com a luz de Cristo as descobertas do mundo moderno
Depois da morte do Pastor Angelicus, a graça divina reservaria à Santa Igreja a eleição de um Papa bom. Simples, humano, intenso. Angelo Roncalli foi eleito 261º sucessor de São Pedro a 28 de outubro de 1958, assumindo o nome de João XXIII.
O pontificado de Roncalli chegou à Igreja como um improviso da história. Contam as testemunhas da época que seria apenas um Papa de transição. Não foi. Decidido a "contemplar o passado, para ir recolher, por assim dizer, as vozes, cujo eco animador queremos tornar a ouvir na recordação e nos méritos"01, convocou o Concílio Vaticano II, a fim de guardar e ensinar "de forma mais eficaz" o depósito sagrado da doutrina cristã.
E assim, em 11 de outubro de 1962, tinha início o 21º Concílio Ecumênico da história da Igreja. A cena era imprevisível. Chegavam à Roma bispos do mundo todo - como nunca antes acontecera -, trazendo no bojo de suas preocupações a vontade de servir com mais prontidão à causa de Cristo e de sua Noiva. Da Cátedra de Pedro, sob a sombra do imenso baldaquino de Bernini, o Sumo Pontífice dava o tom daquele encontro inaudito: "O XXI Concílio Ecumênico (...) quer transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios, que por vinte séculos, apesar das dificuldades e das oposições, se tornou patrimônio comum dos homens."02
João XXIII desejava "pôr em contacto com as energias vivificadoras e perenes do evangelho o mundo moderno"03. O Santo Padre havia observado, desde os tempos de nunciatura apostólica em Paris, o avanço agressivo do tecnicismo, que trazia ao homem a falsa sensação de autossuficiência, "e mais ainda - um fato inteiramente novo e desconcertante - a existência do ateísmo militante, operando em plano mundial."04 A Igreja precisava agir.
De fato, o perigo que o progresso técnico trazia consigo era iminente. Sem menosprezar os seus grandes benefícios, Pio XII já havia alertado em uma de suas famosas radiomensagens de natal quanto ao caráter alienante da técnica, pondo "o homem em condição desfavorável para procurar, ver e aceitar as verdades e os bens sobrenaturais". "A mente, que se deixa seduzir pela concepção da vida ditada pelo "espírito técnico", fica insensível, desinteressada e, portanto, cega diante das obras de Deus"05. Em termos semelhantes se expressaria, anos mais tarde, o Papa Paulo VI na Populorum Progressio. Montini diria que "se a procura do desenvolvimento pede um número cada vez maior de técnicos, exige cada vez mais sábios, capazes de reflexão profunda, em busca de humanismo novo, que permita ao homem moderno o encontro de si mesmo, assumindo os valores superiores do amor, da amizade, da oração e da contemplação."06
Com efeito, o Concílio não tinha tanto a missão de discutir a Igreja. Era um Concílio para discutir os problemas do mundo e, através da "luz dos povos" que é Cristo, iluminar "todos os homens, anunciando o Evangelho a toda a criatura"07. João XXIII pedia pelo surgimento de sábios, que fossem audaciosos e fortes o bastante para que se humanizassem "as novas descobertas dos homens"08. Por isso, na formação teológica dos sacerdotes, os padres conciliares deram a Santo Tomás de Aquino a primazia dos estudos09. Uma posição nunca antes dada ao Doutor Angelicus, nem mesmo no Concílio de Trento.
Esse desejo de João XXIII, que se fez presente no Concílio Vaticano II, vinha de sua visão sobrenatural. Ele estava convencido da necessidade de recristianizar o mundo, dando a todos os corações a Palavra de Deus. Católico, Roncalli dedicava a oração de seu rosário a qualquer um, cristão ou não cristão, e em especial, às crianças. Mariano, entregou aos pés da Virgem de Loreto os trabalhos do Concílio, suplicando à Mãe de Deus as graças necessárias para "entrar na sala conciliar da Basílica de São Pedro como entraram no Cenáculo os Apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus: um só coração, uma pulsação única de amor a Cristo e pelas almas, um propósito único de viver e de nos imolarmos pela salvação de cada pessoa e dos povos."10
Fatalmente, na tarde de 3 de junho de 1963 falecia il Papa buono, deixando a Paulo VI a responsabilidade de encerrar o grande Concílio. No jubileu do ano 2000, ao lado de Pio IX, João XXIII foi beatificado pelo Papa João Paulo II. E agora, em 2014, será o Santo Padre Francisco a canonizá-lo, dessa vez, junto do Papa polaco.

Referências

  1. Discurso de Sua Santidade Papa João XXIII na abertura solene do SS. Concílio
  2. Ibidem 1
  3. Constituição Apostólica Humanae Salutis do Sumo Pontífice João XXIII
  4. Ibidem 3
  5. Radiomensaje de Navidad de Su Santidad Pío XII
  6. Carta Encíclica Populorum Progressio
  7. Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja
  8. Constituição Pastoral Gaudium et Spes sobre a Igreja no mundo actual
  9. Decreto Optatam Totius sobre a formação sacerdotal
  10. Visita pastoral a Loreto no 50° aniversário da viagem de João XXIII (4 de outubro de 2012)


Sobre o silêncio na liturgia

 

Cardeal Eugenio de Araujo Sales

Prezados ouvintes,
Vivemos em uma civilização profundamente marcada pelo ruído. Há um vozerio por toda parte. A técnica moderna, com extraordinária rapidez, cria instrumentos que enchem os ouvidos e também os olhos com tudo o que ocorre aqui e no mais distante recôndito do mundo. Cada vez mais se torna difícil o silêncio interior e exterior. No entanto, ele é importante para nossa saúde física, mental e, especialmente, espiritual.
Muitos sentem a necessidade de superar essa escravizante estrutura de nossa sociedade moderna. Buscam um ambiente de calma para unir-se a Deus ou mesmo para refletir sobre sua vida e os problemas cotidianos. Na parte religiosa, a Igreja deve preservar nos templos, de modo permanente, um clima de tranquilidade. São oásis mais valiosos hoje, quando a movimentação nas ruas e até nos lares é massificante. Durante o culto, os cânticos, leituras e aclamações, indispensáveis para fortificar uma convivência realmente comunitária, não excluem os momentos de meditação. Em um e outro caso, a Casa de Deus deve oferecer ao coração agitado a oportunidade de usufruir um intenso contato com o divino. Sem recolhimentos, frequentes e profundos, é impensável a sobrevivência e o progresso de uma vida cristã coerente e dinâmica, num mundo que frequentemente repele a mensagem decorrente do Evangelho.
Santo Ambrósio, ao tratar desse assunto, em sua época (século IV) que poderíamos chamá-la de absolutamente silenciosa em comparação com os nossos dias, chega a afirmar: “O diabo busca o barulho, Cristo, o silêncio”. Assim, que dizer hoje do ruído nas cerimônias litúrgicas? Certamente, os elevados decibéis são um aferidor dos obstáculos do encontro do homem consigo mesmo e Deus. Recordo os falsos profetas que gritavam sem serem ouvidos e que Elias ironicamente estimulava: “Gritai com mais força (…) ele é deus, (…) mas certamente estará dormindo (…)” (1Rs 18,27).
Do extremo de um imobilismo, fruto do individualismo passa-se para o outro igualmente condenável. Neste, a estridência dos sons de instrumentos que enervam não eleva a Deus o coração do fiel. E os promotores muitas vezes não são advertidos, pois se apresentam com o falso salvo-conduto de observantes das orientações conciliares. Não me refiro à missa para jovens, mas simplesmente ao bom-senso. Evidentemente, um auditório composto de pessoas em idade juvenil terá um comportamento diverso do de outras faixas etárias. No entanto, mesmo assim, há limites.
Em nossos dias, urge relembrar a importância de um ambiente que favoreça o contato com o divino nas cerimônias religiosas e lugares sagrados, não como fim, mas como meio válido de fecundo encontro com Deus ou manifestação de respeito à casa do Senhor.
O Concílio Vaticano II, na Constituição “Sacrosanctum Concilium” sobre a Sagrada Liturgia (nº 30), ao tratar das normas que derivam da natureza hierárquica e comunitária da liturgia, conclui: “A seu tempo, seja guardado o sagrado silêncio”.
A justa ênfase na prática da renovação conciliar facilmente levou a exageros na comunicação entre os fiéis, quer nos atos oficiais, quer em outros momentos na igreja. E isso, às custas do ambiente convidativo à prece, inclusive pessoal, que deve reinar nos lugares santos, mesmo quando não há celebrações. Nos documentos posteriores ao Concílio, verificamos uma revalorização do silêncio, ao menos em certas circunstâncias, como indica a Instrução Geral do Missal Romano (3 de abril de 1969): “Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado” (nº 23).
A Escritura nos proporciona poderosa argumentação em favor de um grande esforço para restabelecer, em nossas igrejas, um clima de paz, em suma, de oração. Podemos constatar o significativo encontro de Elias com o Senhor, no Monte Horeb: “este não se encontrava no vento, nem no terremoto, nem no fogo e sim no ‘murmúrio de uma brisa’” (1Rs 19,9-15). E também quando o profeta Sofonias conclamava o povo: “Silêncio diante do Senhor!” (Sf 1, 7).
Na bela obra de Romano Guardini sobre a Missa, o capítulo I tem por título: “O silêncio”. Explica a razão de iniciar o livro com esse assunto: “Este livro trata da liturgia. Ora, se me perguntassem onde começa a vida litúrgica, eu responderia: com o aprendizado do silêncio. Sem ele, nada se obtém de válido (…). É a primeira condição para uma ação sagrada” (“La messe”, cap. I, pág. 20).
O recolhimento nas igrejas, dentro e fora do culto, só poderá existir se for fielmente observado por todos. Facilmente se deduz como é nocivo ter em torno de si pessoas que falam ou se movimentam ruidosamente. O templo é de todos e ninguém possui o direito de prejudicar o próximo.
Na observância do que é permitido e até normal, pode estar inserido algo que sirva de obstáculo à prece e união com o divino. Cito como exemplo a maior ou menor intensidade dos tons de certos instrumentos e a preservação do momento da saudação da paz, antes da Comunhão. Às vezes, ao desejá-la, nós o fazemos como se estivéssemos na via pública.
Temos necessidade de maior contato com o Altíssimo. Decorre daí a utilidade do exercício do silêncio, de modo particular em nossas igrejas. Nessa oportunidade nós homenageamos o Senhor, afastando interior e exteriormente a agitação do mundo. E as manifestações da comunidade devem ser fecundadas por uma atitude que favoreça o íntimo contato com Deus.
Cardeal Eugenio de Araujo Sales
Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro
23/10/2009

Há algum problema em gostar demais de um animal de estimação?



Não se trata tanto de perguntar se estamos amando demais um animal, e sim se isso é um substituto para esconder a carência de amor pelas pessoas

24.09.2013
Julio De la Vega Hazas
© Dimedrol68/SHUTTERST OCK






Há algum problema em gostar demais de um animal de estimação? Seria possível resolver a questão respondendo simplesmente que "não", mas, do ponto de vista moral, a pergunta não está muito bem formulada. Não se trata tanto de perguntar-se se estamos amando demais um animal, e sim se isso é um substituto de algo, um amor que esconde a carência de amor pelas pessoas. E esta carência pode ser ou não culpável, dependendo de muitas circunstâncias.
 
É muito difícil aqui estabelecer regras gerais. Em um extremo, podemos encontrar o amor de uma pessoa cega pelo seu cão-guia, que para ela é uma ajuda necessária e inestimável. No outro extremo, uma famosa atriz, sex symbol dos anos 70, vive atualmente cercada de cachorros, declarando que está profundamente decepcionada com os homens, sem perceber que esta atitude é consequência de uma vida irresponsável e fruto de um orgulho ferido.
 
A amizade (inclusive a particular amizade entre esposos, entre pais e filhos) só acontece realmente entre pessoas. Um animal, ainda que às vezes tenha reações semelhantes às humanas, não pode corresponder a uma amizade. É por isso que o Catecismo da Igreja Católica afirma que "pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afeto só devido às pessoas" (nº 2418).
 
É empobrecedor para a vida humana cobrir a carência de afeto com o afeto por um animal de estimação. Às vezes, vemos na rua uma senhora carregando um cachorrinho no colo, como se fosse um bebê, mas esta pode ser a prova visível de uma solidão que entristece a alma.
 
Inclusive comparando o amor ao animal com o amor às pessoas, pode-se dizer que o conceito de amor aqui está distorcido, porque é um amor possessivo; este tipo de amor não é ruim para com um animal, pois ele é realmente uma possessão nossa; mas é inadequado e egoísta com relação às pessoas.
 
Alguns poderiam objetar que existem solidões não buscadas. Pensemos no caso de uma senhora viúva, cujos filhos não lhe dão atenção. O mais lógico parece ser buscar a única companhia que ela pode ter à mão: um animal de estimação. Bem, mas uma coisa é não ter mais nenhum recurso, e outra é conformar-se com isso e fechar-se às pessoas, física e afetivamente, centrando-se no animal.
 
Esta pessoa poderia ser aconselhada a não abandonar os animais, mas também a buscar amizades. O livro do Gênesis já dizia: "Não é bom que o homem esteja sozinho" (2, 18). E o remédio para esta solidão não é um animal, mas as pessoas. Conformar-se com o animal não é um verdadeiro remédio, mas apenas um anestésico.

A confissão online é válida?

Posso receber a absolvição se eu me confessar com um padre por meio de um e-mail ou de um confessionário virtual, por exemplo? A Igreja aceita isso?

Julio De la Vega Hazas
© DR







"Padre, eu gostaria de lhe fazer uma pergunta: a confissão online é válida? Posso receber a absolvição se eu me confessar com um padre por meio de um e-mail, por exemplo? A Igreja aceita isso? Posso receber direção espiritual de um padre por meio das redes sociais?"
 
Certamente, vivemos em um mundo em que a internet tem cada vez mais protagonismo, em todos os âmbitos da vida. Não é de se estranhar, portanto, que haja dúvidas sobre a possibilidade de criar e utilizar confessionários virtuais. De fato há vários anunciados na rede – sobretudo na região anglo-saxônica. A maioria provém de grupos protestantes, mas também há católicos envolvidos.
 
Inicialmente, parece que a questão poderia ser estudada avaliando os prós e contras. Assim, a favor teríamos a facilidade para o penitente, em todos os sentidos, já que ele poderia se confessar sem que ninguém o visse nem reconhecesse (o anonimato é um direito do penitente), de forma que seria mais fácil que se motivasse a contar tudo o que for pertinente. O site também poderia facilitar uma boa preparação, incluindo um exame de consciência.
 
Contra esta prática, teríamos a dificuldade da tarefa de pastor – não só de juiz – por parte do padre. As imposturas também seriam mais fáceis. E certamente poderiam ser acrescentados mais argumentos, em ambos os sentidos.
 
No entanto, se estamos falando do que os católicos habitualmente entendem por "Confissão", ou seja, o sacramento da Penitência, não é assim que a questão deveria ser tratada. O que precisamos analisar é se a natureza própria do sacramento permite esta prática.
 
O tema não é tão novo quanto parece, e já foi estudado. Não seria estranho que, nos estudos de teologia ou os seminários, cedo ou tarde alguém perguntasse se é possível se confessar pelo telefone. A resposta invariável é: não.
 
Por quê? Para compreender esta resposta, é preciso entender o sentido próprio do sacramento. Jesus Cristo confiou à Igreja o perdão dos pecados, de maneira que estes podem ser perdoados ou "retidos" (cf. Jo 20, 23). O sacramento se torna um tribunal da misericórdia, no qual o pecador se aproxima da Igreja – representada pelo seu ministro, o padre – para confessar seus pecados com arrependimento.
 
O padre, percebendo que o penitente tem contrição pelos seus pecados, o absolve; se não a tem, deixa a absolvição pendente, para quando estiver contrito. Por isso, é preciso estar presente.
 
Desde sempre, examinou-se se a presença física era necessária – antes do telefone, havia cartas – e a resposta foi afirmativa. Recentemente, isso foi recordado por vários bispos e, em 2011, o próprio porta-voz da Santa Sé, Pe. Lombardi, comentou o tema com relação ao iPhone.
 
Estas considerações se referem exclusivamente à celebração do sacramento da Penitência. Não se referem à sua preparação, para a qual a internet pode ser de grande ajuda – por exemplo, proporcionando um bom exame de consciência para que o penitente se prepare.
 
Tampouco se referem a qualquer tipo de diálogo alheio ao sacramento. Porém, quando se trata de uma direção espiritual, penso que o recomendável (recomendável, não estritamente necessário) seja a presença física, com relação à virtual.