A Jornada Mundial da Juventude que comoveu os evangélicos
A
beleza da fé católica celebrada durante a semana da JMJ atraiu muitos
irmãos protestantes a buscarem a unidade com a Igreja e o Sucessor de
Pedro
A Jornada Mundial da Juventude
também foi uma oportunidade ímpar para a promoção da unidade dos
cristãos. Em meio aos 3,5 milhões de jovens que participaram da Missa de
envio, no encerramento da Jornada, chamou a atenção um cartaz que
dizia: "Sou evangélico, mas amo o Papa Francisco. Reze por nós. Tu és Pedro".
Para quem conhece o mínimo de doutrina, é fácil compreender a
enormidade dessa declaração. Reconhecer Francisco como Pedro é confessar
a unidade que está na rocha sobre a qual Cristo fundou sua Igreja una,
santa, católica e apostólica.
A presença de Francisco nas ruas do Brasil levou para fora das
sacristias a realidade da Igreja Católica. Unido aos jovens do mundo
todo, o Romano Pontífice peregrinou como Pedro, de porta em porta, para
anunciar o Evangelho a todas as criaturas. Isso é significativo, pois
exige das pessoas o rompimento com a passividade. Com efeito, da boca do
Papa não precisou ecoar nenhum anátema ou juízo severo, mas
simplesmente a verdade de sempre, ou seja, todos os artigos de fé que
compõem o Corpo de Cristo. E isso atrai, pois a beleza do que é verdadeiro atrai!
Esse poder de atração da Igreja já era lembrado pelo Papa Emérito
Bento XVI. Durante sua homilia da Missa de abertura da V Conferência
Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em 2007, o Santo Padre afirmava: "A Igreja não faz
proselitismo. Ela cresce muito mais por "atração": como Cristo "atrai
todos a si" com a força do seu amor, que culminou no sacrifício da Cruz,
assim a Igreja cumpre a sua missão na medida em que, associada a
Cristo, cumpre a sua obra conformando-se em espírito e concretamente com
a caridade do seu Senhor".
Ora, é evidente que a divisão entre os cristãos é uma chaga dolorosa que deve ser o quanto antes superada. A Jornada Mundial
da Juventude abriu novos caminhos, sobretudo num terreno marcado muitas
vezes pela cizânia das acusações e da discórdia. Cristo novamente faz o
chamado para que todos sejam um. E a Igreja, fiel ao chamado do Mestre,
repete o convite: filhos, voltem para casa.
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
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