segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O ROSTO DA MÃE



Transcrito do Livro Os Mistérios de Maria, Página 48, de Antônio Cardigos, Editora Rei dos Livros:

    Corria-se a volta à Itália em bicicleta. Na etapa da montanha, os ciclistas escalavam o monte com muita dificuldade. De repente, Bartali saiu do pelotão e, pedalando, pedalando, mantém a fuga e chega isolado a cortar a meta.

    Fazem-se muitas perguntas, inúmeros comentários sobre a proeza. O próprio Bartali acabou por explicar o sucesso:    Foi muito simples, estava cansado, como todos os meus companheiros. Levantei então a cabeça e olhando a linha do horizonte, divisei a saliência de uma pedra que parecia desenhar o rosto de minha mãe. Veio-me à cabeça a sua preocupação pelos meus irmãos mais novos. Eles precisavam que eu ganhasse aquela etapa. O prêmio dos Alpes era muito importante para lhes pagar os estudos. Foi como se eu tivesse tomado uma injeção de energia. Se soubessem como as minhas pernas começaram a pedalar?! Vamos, tenho que ganhar! disse para comigo próprio.
    Quando cortei a meta no meio dos aplausos, senti que aquela etapa tinha sido ganha pela minha mãe.

    Se ganhamos o Céu, é a nossa mãe do Céu que o ganha para nós. Não o ganhamos sem Ela. Ela puxa-nos para cima, e tem pressa de que o ganhemos. Nas várias etapas da nossa vida, sobretudo se são de montanha, reconheçamos o rosto de Maria, nossa mãe e causa da nossa esperança. Digamos-lhe muitas vezes, ao longo do dia: Minha Mãe, minha confiança.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

COMO ENTRAR NA IGREJA

A Igreja é um lugar sagrado por excelência. Ali vamos para rezar, participar da Santa Missa, receber os Sacramentos e encontrar-nos com Deus e com os irmãos. Não é lugar para alegrias mundanas, estardalhaços, correrias, falatórios, fofocas ou distrações. É na Igreja que encontramos o Senhor presente no Sacrário, vivo, ressuscitado. É ali que, em momentos de desespero, buscamos esperança e alívio para os tormentos do dia a dia. Para ali corremos para fugir um pouco do tumulto do mundo. A Igreja é a Casa de Deus e a Porta do Céu. Não deveríamos procurar respeitar este lugar tão santo?


COMPORTAMENTO
O recato e a decência devem ser ornatos inseparáveis do homem e da mulher cristãos. Na Igreja este recato e esta decência devem se traduzir no comedimento, na compostura, no olhar, no falar, no andar. O católico deve expressar sua Fé nos seus gestos e nas suas atitudes, tanto na Igreja quanto em sociedade. “E justiça na terra que o espírito se manifeste no semblante”

ROUPA
O asseio corporal e a ordem interior refletem-se externamente em nossa aparência física e no modo como nos trajamos. Portanto, não é exigir demais que nos apresentemos diante do Senhor asseados e vestidos de forma decente. Para uma mulher a compostura e a modéstia são os melhores indicadores da elegância feminina.

ÁGUA BENTA
Ao entrarmos na Igreja, primeiramente, devemos ter a clara consciência que estamos diante de Deus. Em seguida, utilizando-nos da água benta, fazermos o Sinal da Cruz, ao mesmo tempo em que fazemos uma genuflexão voltados para o Altar do Santíssimo Sacramento.

GENUFLEXÃO
(genu = joelho + flexão = flexionar, dobrar)
Genuflexão é o ato de ajoelhar-se. Algumas regras, porém, devem ser observadas:
- DUPLA (com os dois joelhos no chão) – quando Jesus estiver exposto solenemente no Santíssimo Sacramento;
- SIMPLES (com apenas um joelho no chão) – para o Altar em que a lâmpada do Santíssimo estiver acesa (Jesus está presente, mas não exposto);
- REVERÊNCIA (leve inclinação da cabeça) – para os altares, imagens de santos e santas, crucifixos, pois a genuflexão é reservada somente a Jesus na Eucaristia.
Alguns exageros devem ser evitados tais como a genuflexão e o beijo diante de todas as imagens da Igreja.
(Adaptação de “O Domingo)

domingo, 14 de outubro de 2012

CONSEQUÊNCIA LÓGICA

Um operário católico não queria trabalhar aos domingos e dias santos de guarda. Seu patrão quis obrigá-lo dizendo:
- Isto de santificar domingos e festas é invenção de padres. Deixa isso pra lá!
- Eu pensava que era um Mandamento de Deus. Já que é assim...
- Por quê? O que está pensando?
- Se o 3º Mandamento é invenção de padres, o 7º, não furtar, e o 5º não matar, também devem ser.
- Não estou te entendendo.
- Eu quero dizer que podia tê-lo roubado várias vezes, mas, como é invenção de padres, de agora em diante...
   O patrão ficou refletindo, bateu-lhe no ombro e lhe disse:
- Tens razão. Continue a santificar os domingos e festas, porque é Deus que ordena.
(Adaptação de “O Domingo”)

O ATEU QUE REZA

Volnei, célebre ateu, fazia com os amigos, igualmente ateus, uma viagem marítima, de Baltimore a Nova York. De súbito levantou-se terrível tempestade que quase levou ao naufrágio o pequeno barco que levava a fina flor dos incrédulos. No meio de tamanho perigo cada qual pôs-se a rezar, da forma que cada um sabia pelas primeiras lições de catecismo recebidas na infância. Todos porém, rezavam com um fervor edificantíssimo.
    Passado o perigo, alguém perguntou-lhes a quem dirigiam suas preces já que não acreditavam em Deus. A resposta foi: podemos ser ateus nos bancos das universidades, no meio das discussões filosóficas, ... mas, no meio de uma tempestade como esta, isto é impossível!
(Adaptação de “O Domingo”)

SUBLIME MISSÃO

Gerar filhos e educá-los: eis aí o objetivo da união dos esposos. Os filhos, dom divino, sorriso e esperança do mundo, é que conferem ao casamento a sua mais íntima unidade, a sua perfeição maior.

   Segundo a doutrina cristã sobre o valor da vida, a família não tem outra justificativa senão a de cumprir o papel que o Criador lhe designou, e cumpri-lo sem essas limitações arbitrárias que constituem um verdadeiro atentado contra a vontade divina, contra as leis da natureza e contra o fim determinado por Deus.
   O ter ou não ter filhos, depende, pois, de uma vontade superior, e nunca do mero capricho dos esposos, os quais jamais podem, a seu critério, tornar infecundo o leito conjugal.
   Convém assentar aqui que os filhos são a razão de ser do casamento, e não um insípido apêndice, são a sua bênção e não a sua maldição, porque a prole é o maior timbre de glória de família.
   Que sublime missão é a dos pais: oferecer cidadãos à pátria; povoar a terra de novos adoradores de Deus e de criaturas imortais que, depois de amarem o Bem Supremo neste mundo, o glorificarão eternamente no Céu; perpetuar e multiplicar a família dos cristãos, os filhos da Igreja, os concidadãos dos Santos, os familiares de Deus.
(Adaptação de “O Domingo”)