Segundo a doutrina cristã sobre o valor da
vida, a família não tem outra justificativa senão a de cumprir o papel que o
Criador lhe designou, e cumpri-lo sem essas limitações arbitrárias que
constituem um verdadeiro atentado contra a vontade divina, contra as leis da
natureza e contra o fim determinado por Deus.
O ter ou não ter filhos, depende, pois, de
uma vontade superior, e nunca do mero capricho dos esposos, os quais jamais
podem, a seu critério, tornar infecundo o leito conjugal.
Convém assentar aqui que os filhos são a
razão de ser do casamento, e não um insípido apêndice, são a sua bênção e não a
sua maldição, porque a prole é o maior timbre de glória de família.
Que sublime missão é a dos pais: oferecer
cidadãos à pátria; povoar a terra de novos adoradores de Deus e de criaturas
imortais que, depois de amarem o Bem Supremo neste mundo, o glorificarão
eternamente no Céu; perpetuar e multiplicar a família dos cristãos, os filhos
da Igreja, os concidadãos dos Santos, os familiares de Deus.
(Adaptação
de “O Domingo”)
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