sábado, 10 de novembro de 2012

OS PARADOXOS DO NOSSO TEMPO



No mês de Julho em pleno inverno somos convidados ao recolhimento, a repensar o caminho da nossa vida, da nossa civilização.
Vamos meditar com ajuda do seguinte texto: ”Os paradoxos do nosso tempo histórico são que temos edifícios mais altos, mas temperamentos mais baixos, estradas mais amplas, mas pontos de vista mais estreitos.Gastamos mais, mas temos menos compramos mais, mas usufruímos menos. Temos casas maiores, mas estamos menos com nossas famílias, mais conveniências, mas menos tempo; temos mais estudos universitários, mas menos sensibilidade, mais conhecimentos, mas menos juízo, mais especialistas, mas menos soluções, melhor medicina, mas pior saúde.
Bebemos muito, fumamos compulsivamente, gastamos sem necessidade, sorrimos e rimos muito pouco. Dirigimos muito rápido e nos irritamos, também muito rapidamente, perdemos o sono, nos levantamos cansados, raramente lemos, vemos muita televisão e rezamos muito pouco. Multiplicamos nossos pertences mas reduzimos nossos valores humanos. Falamos muito, mas amamos pouco e mentimos com freqüência. Aprendemos a ganhar a vida, mas não sabemos viver, acrescentamos anos a nossa vida, mas não vida aos anos.
Fomos até a lua e voltamos mas temos problemas ao atravessar a rua e conhecer o vizinho. Conquistamos o espaço sideral, mas não o espaço interior.
Fizemos casas maiores, mas não casas melhores, limpamos o ar, mas poluímos a alma. Partimos o átomo, mas não quebramos nossos preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Aprendemos a viver depressa, mas não a ser pacientes. Criamos computadores para reter mais informação, mas temos menos comunicação.
Este é o tempo das comidas rápidas e das digestões lentas, das pessoas de estatura alta e baixa personalidade, dos ganhos altos e dos relacionamentos vazios. Este é o tempo da independência, mas de mais divórcios, de casas bonitas, mas de lares pequenos. Este é o tempo das viagens rápidas, das fraldas descartáveis, da moral prescindível, das realidades de uma noite; dos corpos pesados e das pílulas que fazem tudo: alegram, tranqüilizam, matam. É o tempo em que tem muito na vitrine e nada no almazém”.
Pense um pouco, reflita. É essa a vida que nós queremos? Deus seja louvado!
+Dom Roberto Francisco Ferreria Paz Bispo Diocesano de Campos
Campos dos Goytacazes, 15 de Julho de 2012

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

É recomendável comungar na boca e de joelhos



Cardeal Cañizares 
 Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.

Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.

A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".

Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".

"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.

O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".

"De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".

O Prefeito vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".

Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".

Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".

Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem".

Fonte: Aci Digital (grifos nossos)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Papa não quer aplausos durante as Missas


José Duarte

Durante a missa realizada na Catedral de São Pedro, no Vaticano, Roma, dia 29 de junho, comemorativa ao Dia de São Pedro, o Papa Bento XVI proibiu as palmas nas missas. Antes, em sua visita pastoral a Aquileia e Veneza, o pontífice já tinha determinado tal orientação para todos os fiéis da Igreja Católica Romana. São ordens curtas e, ao mesmo tempo, profundas. A tradução do comunicado do pontífice diz: “Em respeito destes divinos mistérios que estamos celebrando, recolhamo-nos em silêncio orante. Portanto, não se aplauda mais, nem sequer durante a homilia, e não se usem bandeiras, nem cartazes”.
Alguns bispos do Brasil já proibiram palmas na santa missa, sob qualquer pretexto, e a explicação seria a seguinte: A santa missa é sacrifício, então, não se bate palmas diante do crucificado, a não ser que se deseje aplaudir o gesto dos carrascos.
A determinação pontifical pegou muita gente de surpresa, notadamente os adeptos da Renovação Carismática Católica, que usam palmas, gestos e até coreografias em seus atos litúrgicos, porém, a ordem de Bento XVI deve ser cumprida. Ainda há muita dúvida sobre o pedido do Santo Padre, mas Bento XVI diz que quer coibir exageros, pois se faz necessário o retorno do verdadeiro significado do sacrifício de Jesus e a beleza da eucaristia, justamente porque percebe-se hoje a valorização demasiada das coreografias e gestos em detrimento da assimilação da palavra de Deus.
Nesse sentido, Dom Odilo Pedro, Cardeal Scherer, arcebispo de São Paulo, já se antecipou e proibiu, através de decreto, as palmas na igreja, já que, liturgicamente, as palmas são necessárias em alguns momentos festivos da celebração eucarística e não devem fazer parte da rotina das missas.
Jornal "A Voz da Serra"

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fidelidade ao Santo Padre

Os dez mandamentos dos pais e educadores




1. Os pais não briguem nem discutam na frente dos filhos.
2. Tratem todos os filhos com igual afeto. Quanto possível, evitem o filho único que, muitas vezes se torna adulto problema.
3. Nunca mintam a uma criança.
4. Sejam os pais intimamente afetuosos e atenciosos um com o outro, incutindo nos filhos, com a sua presença, uma personalidade equacionada.
5. Haja confiança e certa camaradagem entre pais e filhos, incutindo neles responsabilidade para a vida.
6. Os pais recebam bem os amigos dos seus filhos, mas, não permitam gastos inúteis e além de suas mesadas.
7. Não repreendam e nem castiguem uma criança na presença de outros, indicando sempre o motivo do castigo.
8. Notem e encoragem as qualidades dos filhos e não salientem seus defeitos.
9. Respondam sempre as perguntas dos filhos conforme as exigências de sua idade.
10. Mostrem sempre aos filhos o mesmo afeto e o mesmo humor sem demonstrar demasiada preocupação
.



Fonte: Homem Total e Parapsicologia - Frei Albino Aresi, 11ª ed., SP, 1977.

Do livro: ''Familia, Santuário da Vida'', Prof. Felipe Aquino