sábado, 22 de agosto de 2015

PENSAMENTO DO DIA, QUINTA-FEIRA, 21 DE AGOSTO

"Dai-me um exército que reze o Rosário e eu vencerei o mundo".São Pio X (1835-1914)

Uma visita ao Santíssimo Sacramento

Depois de um dia de trabalho no Hospital, resolvi alterar a rotina do habitual fim de tarde numa esplanada e fui visitar Nosso Senhor à capela da Adoração ao Santíssimo Sacramento. Um espaço pequenino, onde só há lugar para dois ou três bancos e uma mesa com livros de orações. Ao fundo o altar simples, acima do qual sobressaía o Sacrário. Ali estava Nosso Senhor, o próprio Deus tão perfeitamente real como no Céu. Após a genuflexão diante de tão Real Presença, ajoelhei-me e rezei o Acto de Contrição, seguido da oração que o Anjo ensinou aos Pastorinhos, em Fátima.

Rezei pelo Santo Padre, pelos Bispos e Sacerdotes. Pelos seminaristas, para que não sejam formados bons padres, mas padres santos.

Rezei pelos meus inúmeros pecados, pelos pecadores e em desagravo das ofensas.

Confiei estes país a Nosso Senhor, lembrando-O que a Sua Mãe Santa é nossa Rainha.

Rezei pelas almas do Purgatório, em especial por aquelas que não têm quem se lembre e reze por elas.

Rezei pelos doentes que tenho ao meu cuidado, pelos que estão na fase agónica e pelas suas famílias. Pedi a protecção da Santíssima Virgem para esta fase final da vida. Lembrei-me muito em especial de um marido que connosco hoje desabafou e não percebe como Deus permitiu que a esposa tenha ficado em coma há dois anos... Um senhor que mantém a esperança de um milagre. Falei muito a Nosso Senhor deste marido.

Apetecia-me pedir muitas mais coisas a Jesus ali presente, tão real como há 2000 anos na Terra e como se encontra no Céu, em Corpo, Alma e Divindade.

Mas achei que já estava a abusar...

Fiquei então em silêncio, apenas a olhar o Sacrário. Abri o livrinho que levava comigo e rezei a oração na página que ele se abriu e que passo a transcrever:

Ó meu Jesus, eu Vos adoro em todo o lugar onde habitais sacramentado; Faço-Vos companhia pelos que Vos desprezam; amo-Vos pelos que não Vos amam; desagravo-Vos pelos que Vos ofendem.

Depois de invocar a benção de Deus, levantei-me, genuflecti novamente e saí para a habitual esplanada, já no declínio do dia...
Diz-nos São João Bosco:
"Quereis que o Senhor vos dê muitas graças?
Visitai-o muitas vezes.
Quereis que Ele vos dê poucas graças?
Visitai-o poucas vezes.
Quereis que o demónio vos assalte?
Visitai raramente a Jesus Sacramentado.
Quereis que o demónio fuja de vós?
Visitai a Jesus muitas vezes.
Quereis vencer o demónio?
Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus.
Quereis ser vencidos?
Deixai de visitar a Jesus.
Meu caros, a visita é um meio muito necessário para vencer o demónio. Portanto, ide frequentemente visitar Jesus, e o demónio não terá vitória contra vós."

Oração para Adoração ao Santíssimo: Adoro-Te, devote!

(Composta por São Tomas de Aquino, a pedido do papa Urbano IV, em 1263)

"Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, a Vós, meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.
A vista, o tacto, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em Vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
Na Cruz, estava oculta somente a Vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a Vossa Humanidade. Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
Não vejo, como Tomé, as Vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus. Faça que eu sempre creia mais em Vós, em Vós esperar e Vos amar.
Ó memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, fazei que minha alma viva de Vós, e que a ela seja sempre doce este saber.
Senhor Jesus, bondoso pelicano, lavai-me, eu que sou imundo, em Vosso sangue, pois uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo pecado.
Ó Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente Vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a Vossa glória.
Amén. "

Papa Francisco: "O terço é a oração do meu coração"

O Papa compartilha conosco a importância do terço em sua vida

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papa francisco© ALESSIA GIULIANI/CPP





"O terço é a oração que acompanha todo o tempo da minha vida. É também a oração dos simples e dos santos. É a oração do meu coração": com estas palavras, o Papa Francisco escreveu o prólogo do livro "Il rosario, preghiera del cuore" ("Rosário, a oração do coração", em tradução livre), escrito pelo Pe. Yoannis Lahzi Gaid, um sacerdote copta de rito católico que, há alguns meses, faz parte do seu secretariado particular.

Datado de 13 de maio, festa de Nossa Senhora de Fátima, o prólogo do livro foi inteiramente escrito pelo Santo Padre.

O livro do Pe. Yoannis foi publicado em língua árabe e, pouco tempo depois, mesmo sendo pequena a comunidade copta, já vendeu mais de 130 mil exemplares.

O livro acabou de ser reeditado em italiano, não só com o prólogo escrito pelo Papa, mas também enriquecido com alguns trechos dos seus discursos sobre Maria, e outros de seus predecessores. A peculiaridade desse pequeno livro é que ele permite rezar o terço levando em consideração as tradições oriental e ocidental.

O terço me ajuda a relaxar

Já sabemos o quanto o Papa Francisco ama Maria. Seu vínculo com o terço não é nenhum segredo; de fato, no aniversário do seu primeiro ano de pontificado, o Pe. Alfred Xuereb, então seu secretário pessoal, falou precisamente sobre isso aos microfones da Rádio Vaticano:

"O Papa não perde um minuto! Trabalha incansavelmente – explicou. E quando precisa fazer uma pequena pausa, não fecha os olhos sem fazer nada: ele se senta e reza seu terço. Acho que ele reza o terço três vezes ao dia. Ele me disse: 'Isso me ajuda a relaxar'. Depois ele retoma o trabalho."

sábado, 26 de abril de 2014

RONALDO "O FENÔMENO”
Uilsedir P. Campos
   Ronaldinho nasceu pobre, de família pobre, num beco qualquer de uma favela do Rio de Janeiro. Conviveu com assaltantes, balas perdidas, drogas. Viu de perto tanta desgraça que dele nada se poderia esperar a não ser um novo bandido na praça que viria a ser morto em tiroteio com a Polícia.
   Mas, Ronaldinho não seguiu o destino que a sociedade em que vivia lhe impunha. Ele quis ser diferente. Começou treinando futebol nas peladas do morro. Com dificuldade conseguiu concluir o ensino fundamental.
   Ronaldinho sonhava grande. Não seria como os outros meninos de sua rua. Um dia ele iria vencer. Ele tinha certeza disto.
   Vou agora ao meu dicionário “Aurélio” em busca de uma definição de “fenômeno” e encontro mais de dez. Tomo apenas uma delas. A que diz “Pessoa que se distingue por algum talento extraordinário”.
   Com esta definição começo a enquadrar o Ronaldinho sob esta perspectiva. E, por incrível que pareça, ele é realmente um fenômeno.
   Ronaldinho poderia ser um drogado, um traficante, um criminoso. Mas, não foi. Ele é um fenômeno!
   Ronaldinho cresceu, se desenvolveu e é hoje, um orgulho para sua família. É um fenômeno!
   Até aqui, tenho a certeza que você já sabia de quem eu estava falando. No entando, prezado leitor, devo lhe garantir: você se enganou.
   O Ronaldinho da minha história não é conhecido no mundo todo, não recebe honras de herói nacional nem prêmios milionários. Ronaldinho não tem mansões na Europa e nem anda de Ferrari. Ronaldinho nunca comeu em um restaurante e quando adoece não se trata no Hospital Sírio Libanês ou no Copa D’Or. O Ronaldinho de que falo não se casou em um castelo na Europa, nunca desfilou no carro do Corpo de Bombeiros pelas ruas da das cidade, jamais foi recebido pelo presidente da República e nem aparece diariamente na TV, nos jornais e nas revistas.
      O Ronaldinho da minha história só é conhecido pela própria família e pelos amigos que ganhou ao longo de sua vida morando no morro. Ronaldinho nunca recebeu qualquer prêmio ou homenagem pelo que faz. Ao contrário, recebe, às vezes, desprezo e deboche dos usuários. Sua casa é apenas um “puxadinho” que fez colado à casa de sua mãe e onde moram ele, a mulher e os três filhos. Ronaldinho desfila todos os dias pela avenida em um carro, da coleta do lixo, e, longe dos restaurantes cinco estrelas, garimpa do lixo alguma coisa para comer quando a fome é insuportável. Se ele existe, nem a presidente do País e nem os jornais ou a TV  sabem. Se adoece, ele precisa brigar na fila do SUS para ser atendido.
   Isto, sim, é ter talento extraordinário. Sobreviver em um país com tantas riquezas, mas dividido pela injusta, perversa e subversiva distribuição de rendas.
   Você, sim, merece respeito sendo honesto em um país que inverteu os valores endeusando aqueles que sabem usar os pés e desprezando aqueles que sabem usar a cabeça.
   Você, sim, deveria ser reconhecido como exemplo, como herói nacional, pois não mercadejou com a honra e nem procurou meios desonestos para viver.
   Você, sim, deveria ser conhecido no mundo todo!
   Você, é um vencedor!
   Ronaldinho, você, sim, é um FENÔMENO!

HINO OU MÚSICA?

“Quem canta reza duas vezes”.  Este provérbio, dentro de um contexto moderno tem sido entendido como uma manifestação externa de uma espiritualidade voltado predominantemente para o louvor.
Após o Vaticano II uma inundação de músicas-mensagens invadiu o repertório litúrgico como músicas litúrgicas integrando, indevidamente, as Celebrações Eucarísticas.
Em dado momento tais músicas chegaram a se constituir em uma marca da nova fase da Igreja: a Pós-Concíliar.
O novo tempo na Igreja, à custa de interpretações infundadas deu margem ao surgimento de centenas de grupos musicais e de suas composições carregadas de sentimentalismos e pobres de piedade e de valores autenticamente cristãos. É o que se chama de músicas-mensagens.
Enquanto cresciam estas iniciativas, os antigos hinos litúrgicos gregorianos ou tradicionais eram jogados no mais fundo das lixeiras musicais na tentativa de sepultá-los para sempre, atitude esta motivada, muitas vezes, por antipatias pessoais contra os antigos bispos e sacerdotes.
A nova música católica necessitou ser agrupada em músicas “litúrgicas” e músicas para “encontros”. Evidentemente que os novos compositores sem conhecimentos teológicos e/ou doutrinários, inadvertidamente, quero crer, acabaram introduzindo em suas letras erros crassos contra a Santa Igreja, que continuam a ser cantados até hoje. Vários hinos que se cantam hoje são de origem protestante expondo os fiéis à assimilação de conceitos teológicos ou doutrinários errôneos.
Tudo que se cantava à cantochão e com toda a reverência  passou a ser cantado nos mais diversos ritmos populares, como se a Igreja devesse se profanizar, imitando o mundo. As letras e músicas passaram a ser carregadas de sentimentalismo a tal ponto que poderiam servir também para embalar as mais diversas emoções humanas.
A música sacra, bem ao contrário,  deve ter o carisma de elevar o espírito a Deus e favorecer a meditação. Deus nos fala na suavidade da brisa e não no calor do incêndio das paixões e nem nos terremotos das emoções superficiais.
Se necessitamos “sentir” tais emoções é porque precisamos amadurecer nossa fé, aprofundar nosso conhecimento sobre a Igreja e, sobretudo, aprendermos a rezar.
O caminho da música católica deve passar necessariamente pelo bom senso e pelo respeito às suas origens: o ritmo suave, as letras dotadas de conteúdo profundo e o acompanhamento do instrumento sacro por excelência: o órgão.
Assim ela estará cumprindo sua finalidade primeira: elevação da alma à Deus.
Se o homem do nosso tempo não acha gosto no canto sacro tradicional a eles se aplicam plenamente as palavras do Apóstolo Paulo: “Mas o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar.”
                                                              (I Cor. 2, 14)