sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O papa, os padres e os carros

A simplicidade dos carros – acompanhada pela simplicidade de vida – impedirá que os ministros da Igreja se acomodem em seus templos ou lares

25.09.2013
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Dom Redovino Rizzardo
JMJ Rio2013
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No dia 6 de julho, pouco antes de iniciar sua viagem ao Brasil, o Papa Francisco se entreteve com um grupo de aproximadamente 6.000 candidatos à vida religiosa e ao sacerdócio, que haviam chegado de toda a Itália. Em dado momento, ele confessou que «não se sente bem quando vê padres e religiosos em carros “último modelo”. Não pode ser! O carro é necessário, mas que seja simples! Pensemos em quantas crianças morrem de fome! Num mundo em que as riquezas causam tanto dano, temos que ser coerentes. O dinheiro não pode ser a primeira preocupação da paróquia».

O “carro dos padres”, porém, é apenas a “ponta do iceberg” da grande reforma que o Papa deseja ver abraçada, primeiramente pelos eclesiásticos e, em seguida, por todos os cristãos que almejam um futuro melhor para a Igreja e a sociedade. Para ele, o apego aos bens materiais impede o encontro íntimo e profundo com Deus, transforma a Igreja numa empresa e corrompe o coração humano, fazendo-o insensível às necessidades e aos sofrimentos dos irmãos. Quando não partilhados, os bens escravizam a quem os detém. Seu lugar deve ser ocupado pela única riqueza que alimenta a esperança da humanidade: a solidariedade.

Foi o que disse no Rio de Janeiro, na visita que fez, no dia 24 de julho, ao Hospital São Francisco de Assis: «Quis Deus que meus passos, depois do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, se dirigissem para o santuário do sofrimento humano, que é o Hospital São Francisco de Assis. É bem conhecida a conversão do santo patrono de vocês: o jovem Francisco abandona riquezas e comodidades para fazer-se pobre entre os pobres. Entende que não são as coisas, o ter, os ídolos do mundo, a verdadeira riqueza; não são eles que dão a verdadeira alegria, mas, sim, seguir a Cristo e servir os irmãos».

No dia seguinte, no encontro que manteve com a Comunidade da Varginha, o Papa acrescentou que a conversão e a identidade do cristão se realizam plenamente na atividade por uma sociedade justa e fraterna: «Ninguém pode ficar insensível diante das desigualdades que subsistem no mundo! Não é a cultura do egoísmo e do individualismo que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas a cultura da solidariedade, que faz ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.

Nenhum esforço de pacificação será duradouro nem haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, marginaliza e abandona na periferia a parte de si mesma. Uma sociedade que assim age, empobrece a si própria e perde algo de essencial de si mesma. Só quando somos capazes de partilhar é que nos enriquecemos: tudo aquilo que se partilha, se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é demonstrada pela maneira como trata a quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!».

Por fim, no dia 27, ao discursar para bispos, sacerdotes, religiosos e seminaristas reunidos na catedral metropolitana, Francisco lhes indicou o caminho para a grande obra de renovação eclesial e social por ele almejada: «Em muitos ambientes, ganhou espaço a cultura da exclusão e do descartável. Não há mais lugar para o idoso e para o filho indesejado. Não há mais tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. As relações humanas parecem regidas por dois dogmas: a eficiência e o pragmatismo. Tenhamos coragem de ir contracorrente! Não renunciemos a este dom de Deus, que é sermos a única família dos seus filhos. O que torna a nossa civilização verdadeiramente humana é o encontro, a acolhida, a solidariedade, a fraternidade. Coloquemo-nos a serviço da cultura da comunhão e do encontro!».

A simplicidade dos carros – acompanhada pela simplicidade de vida – impedirá que os ministros da Igreja se acomodem em seus templos ou lares, como meros prestadores de serviços religiosos. A comunhão e o encontro obrigam a sair, disse Francisco: «Não podemos nos enclausurar em nossas comunidades ou instituições, quando há tanta gente esperando o evangelho! Não se trata somente de abrir a porta para acolher, mas de sair para procurar e encontrar. Com coragem, pensemos a pastoral a partir da periferia, a partir de quem está afastado e não frequenta a paróquia. Ele também é convidado à mesa do Senhor!».

Quem pode ser bispo?

Na Igreja Católica, ele é considerado sucessor dos Apóstolos, com a tarefa de se colocar a serviço de uma determinada porção do povo de Deus

27.09.2013
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Dom Redovino Rizzardo
© Alessia GIULIANI / CPP / CIRIC
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No próximo domingo, dia 29, Dom João Gilberto de Moura inicia seu serviço pastoral em Jardim, no Mato Grosso do Sul. Mineiro de Ituiutaba, 49 anos, ele é o quarto bispo de uma Diocese criada há 32 anos e que, até hoje, contou com a atuação de três prelados: Dom Onofre Cândido Rosa, SDB (1981/1999), Dom Bruno Pedron, SDB (1999/2008) e Dom Jorge Alves Bezerra, SSS (2008/2012). Ele é o primeiro sacerdote do clero diocesano a assumir os destinos da Igreja Católica em Jardim.

A ocasião se presta para uma reflexão sobre o significado e a missão que cabem a um bispo. Na Igreja Católica, ele é considerado sucessor dos Apóstolos, com a tarefa de se colocar a serviço de uma determinada porção do povo de Deus e, em unidade com o Papa, fazer suas «as preocupações por todas as Igrejas», como dizia de si mesmo São Paulo (2Cor 11,28).

Para entender e aprofundar o assunto, é de ajuda o pronunciamento feito no dia 21 de junho pelo Papa Francisco aos Núncios Apostólicos. Como se sabe, além de representar o Vaticano junto aos países que o reconhecem como Estado, eles têm um papel preponderante na seleção dos candidatos ao episcopado.

O Santo Padre começou seu discurso citando um antigo provérbio, sempre visto como critério para a escolha de quem deve dirigir uma Diocese: «Seja santo para rezar, sábio para ensinar e prudente para governar».

Em seguida, como primeira condição para os padres “bispáveis”, Francisco coloca o desprendimento e a proximidade com o povo: «Talvez o candidato seja um grande teólogo, uma celebridade cultural: que vá, então, para uma universidade, onde fará muito bem! O que precisamos é de pastores que sejam pais e irmãos: mansos, pacientes e misericordiosos! Que vivam a pobreza interior como liberdade para melhor servir a Deus, e a pobreza exterior na simplicidade e na austeridade de vida! Que não tenham a mentalidade de príncipes!».

Outra virtude indispensável do candidato é a humildade: «Não escolham pessoas ambiciosas, que anseiam pelo episcopado. Conta-se que o bem-aventurado João Paulo II, em sua primeira audiência com o cardeal-prefeito da Congregação para os Bispos, quando lhe foi perguntado sobre os critérios para a eleição dos candidatos, ele teria respondido com sua voz característica: “O primeiro critério é este: os que querem, nós não os queremos!”».

Foi a resposta que ele mesmo deu, poucos dias antes, a uma menina que, muito candidamente, lhe perguntara se queria ser Papa: «Tu sabes o que é não querer bem a si mesmo? Uma pessoa que quer ser Papa não se ama nem é abençoada por Deus. Não, eu nunca quis ser Papa!».

Prosseguindo em sua alocução, Francisco lembrou aos Núncios que, «também para os homens da Igreja», existe o perigo de ceder ao «espírito do mundo», a procurar não a glória de Deus, mas a realização pessoal, caindo numa «burguesia espiritual», que leva a «afrouxar, a buscar uma vida cômoda e tranquila. Quando nós, pastores, cedemos a esse espírito, nos expomos ao ridículo. Sim, poderemos, talvez, receber alguns aplausos, mas as mesmas pessoas que parecem nos aprovar, depois nos criticam pelas costas. Digam aos bispos que devem ser esposos de uma só Igreja, sem sonhar com outras Dioceses mais importantes ou mais ricas!».

Três meses depois, no dia 19 de setembro, falando para 120 bispos recém-nomeados, o Papa almejou que não fossem “bispos de aeroporto”: «Desçam entre seus fiéis, em todas as periferias existenciais de sofrimento, solidão e degradação humana. A presença pastoral requer que se caminhe com o povo: à sua frente, para lhe indicar o caminho; em seu meio, para fortalecê-lo na unidade; e na retaguarda, para que ninguém fique para trás».

A palavra final foi reservada ao relacionamento com os presbíteros: «Quero lembrar-lhes a amizade com os sacerdotes. Eles são as pessoas mais próximas, os primeiros onde buscar conselho e ajuda e os primeiros a quem acompanhar como pais, irmãos e amigos. Uma das tarefas primordiais de vocês devem ser o cuidado espiritual do presbitério e a atenção às necessidades humanas de cada sacerdote, sobretudo nos momentos mais delicados e importantes de seus ministérios e de suas vidas».
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    Você ainda se confessa?

    Enquanto alguns cristãos pensam que nada mais seja pecado, outros o resumem ao campo da sexualidade

    23.08.2013
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    Dom Redovino Rizzardo
    © Pascal Deloche / GODONG
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    No dia 30 de junho, um site de Campo Grande publicou um artigo sobre a confissão, um assunto que parece fora de moda, quase um tabu. Nele, o autor escrevia: «Drogas, questões sexuais e brigas familiares mantêm o sacramento da confissão em alta mesmo em tempos de “é proibido proibir”. Com novos conceitos, como a troca da nomenclatura “pecado” por “dilema”, fim das penitências folclóricas e até a abolição do confessionário, o ato de reconciliação com Deus ganha ares de terapia em Campo Grande. A procura é tão grande que, no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, às quartas-feiras, dez padres atendem até 700 pessoas entre 6 e 22 horas».
     
    Ao longo do texto, o articulista deu a palavra a dois sacerdotes que atuam em Campo Grande: o Pe. Wilson Cardoso de Sá, diretor do Instituto de Teologia João Paulo II, e o Pe. Dírson Gonçalves, reitor do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
     
    Em seu sentido mais profundo, explica o Pe. Wilson, o pecado é adultério e idolatria: quebra ou, pelo menos, enfraquece a comunhão que liga o homem a Deus, ao próximo e à criação. Mesmo quando oculto, ele não prejudica apenas a quem o comete, mas a toda a humanidade.
     
    Seu conceito sofreu uma grande transformação na sociedade. Enquanto alguns cristãos pensam que nada mais seja pecado, outros o resumem ao campo da sexualidade. Esquecem que também a fofoca, a corrupção, a droga, a violência e as infrações no trânsito integram a lista das faltas a serem confessadas e corrigidas.
     
    E o que dizer da “penitência” que o padre impõe a quem busca o confessionário? Responde o Pe. Wilson: «Se você fez aborto, nada vai trazer a pessoa de volta; mas você pode dar sua ajuda a uma criança, a uma família. Se roubou, deve devolver o dinheiro. Se caluniou, você precisa pedir perdão não só a quem ofendeu, mas também às pessoas que foram contaminadas...».
     
    Por sua vez, o Pe. Dírson orienta os fiéis a se confessarem pelo menos duas vezes ao ano, nas solenidades do Natal e da Páscoa. Mas é bom fazê-lo também ao longo do ano: «Muita gente vem em busca de orientação e de conselhos. Há pessoas que sofrem relacionamentos complicados no namoro, no casamento, na família. Crescem a cada dia os problemas derivados do consumo da droga, da bebida, da falta ou do excesso de bens materiais».
     
    Como os demais sacramentos da Igreja, a confissão é um grande presente de Deus. Reconhecer o pecado já é meio caminho andado, uma atitude que leva à felicidade e à santidade. É o que reconhecem todas as pessoas que experimentam a misericórdia de Deus: «Feliz o homem que foi perdoado, a quem o Senhor não olha mais como culpado! Enquanto eu escondia o meu pecado, os meus ossos definhavam, as minhas forças fugiam e eu passava o dia chorando e gemendo. Mas quando confessei o meu pecado, tu logo perdoaste a minha culpa» (Sl 32,1-5).
     
    Para a Igreja Católica, a confissão é vista como o sacramento da penitência e da reconciliação, instituído por Jesus no domingo da Páscoa: «Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados; mas, se não os perdoarem, eles ficarão retidos» (Jo 20, 23). Tal doutrina é assim apresentada pelo Concílio Vaticano II: «Os fiéis que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, mas que agora colabora para a sua conversão com caridade, exemplo e orações». 
     
    Contudo, a confissão não foi dada “apenas” para perdoar pecados. Deus não precisa dela para demonstrar sua misericórdia a quem se arrepende. O grande milagre operado por ela é permitir que Deus penetre em nossa vida através das fraquezas que lhe entregamos. Ao recebermos a absolvição, o pecado perde a sua força e se transforma em graça. Foi esta a descoberta que levou São Paulo a ter uma nova visão da perfeição cristã: «Se a força de Deus se realiza na fraqueza, prefiro gloriar-me dela, pois, quando sou fraco, então é que sou forte» (2Cor 12, 9-10). Descobrir a arte de aproveitar das próprias faltas para dar a Deus a alegria de ser amor e misericórdia: eis o paraíso já aqui na terra.
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Por que o Papa não dá a comunhão?

Desde quando era arcebispo de Buenos Aires, Francisco age diferente: deixa essa tarefa para outros ministros. Não são poucas as pessoas que lhe perguntam os motivos...

21.08.2013
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Dom Redovino Rizzardo
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Não sei se todos sabem que, na Igreja Católica, existe uma norma para a distribuição da Eucaristia durante a missa: quando o bispo, os padres e os diáconos estão presentes, quem dá a comunhão ao povo são eles, não os ministros extraordinários. Só ficam isentos quando idosos, doentes e fatigados. Contudo, desde quando era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco age diferente: deixa essa tarefa para outros ministros. Não são poucas as pessoas que lhe perguntam os motivos... A resposta está em seu livro “Sobre o Céu e a Terra”.
 
«Davi foi adultero e autor intelectual de um assassinato. Apesar disso, nós o veneramos como santo porque teve coragem de reconhecer o seu pecado. Humilhou-se perante Deus. As pessoas podem fazer grandes bobagens, mas, também, podem se arrepender, mudar de vida e reparar o que fizeram. Entre os fiéis, há alguns que matam não só intelectualmente ou fisicamente, mas também indiretamente, pelo mau uso do dinheiro, pagando salários injustos. Talvez façam parte de sociedades beneficentes, mas não pagam a seus funcionários o que lhes é devido, ou os contratam “por fora”.
 
Conhecemos o currículo de alguns deles; passam por católicos, mas têm atitudes imorais, das quais não se arrependem. É por isso que, em certas situações, eu não dou a comunhão. Fico sentado, e os assistentes a distribuem. Não quero que essas pessoas se aproximem de mim para fazer fotografias. De per si, seria possível negar a comunhão a um pecador público que não se arrepende, mas é muito difícil comprovar essas coisas. Receber a comunhão significa receber o corpo do Senhor, com a consciência de que formamos uma comunidade. Mas, se alguém, ao invés de unir o povo de Deus, ceifa a vida dos irmãos, não pode comungar: seria uma contradição total.
 
Tais casos de hipocrisia espiritual acontecem com muitas pessoas que se abrigam na Igreja e não vivem segundo a justiça que Deus quer. Não demonstram nenhum arrependimento. Vulgarmente dizemos que levam uma vida dupla». Quem ajudou o Cardeal Jorge Bergoglio e agora Papa Francisco a tomar e a manter essa atitude foi a foto que, em 1987, circulou pelo mundo, revelando que o Papa João Paulo II, em sua visita ao Chile, dera a comunhão ao ditador Augusto Pinochet...
 
Mas, como ele próprio se pergunta, pode-se recusar a hóstia a uma pessoa que se aproxima para comungar? E caso se possa, convém fazê-lo? Em tempos não muito remotos, havia padres que, com muita facilidade, a negavam não apenas a bêbados, maltrapilhos e doidos, mas também a “pecadores públicos” e a mulheres com trajes inadequados.
 
Na prática, quem é que poderia ou deveria receber a comunhão? De per si, a resposta é simples: quem adere à fé da Igreja Católica; quem assume a sua doutrina; quem se esforça por viver o Evangelho, inclusive nas páginas que lhe parecem difíceis. Assim sendo, se o amasiado não pode comungar, poderá fazê-lo o adúltero, o ladrão, o corrupto? Poderá, se ele se arrepender de seus pecados e perseverar num processo de conversão. Caso contrário, receber a hóstia nada significa. Pior ainda: faz mais mal do que bem.
 
Para São Paulo, só entra em comunhão com o corpo e sangue de Cristo quem assume o compromisso de construir a comunhão com os irmãos: «Pelas divisões que há entre vós, vossas celebrações trazem mais prejuízos do que benefícios. De fato, quando vos reunis, não participais da Ceia do Senhor, porque a vossa preocupação é consumir a própria ceia. E, enquanto um passa fome, o outro se embriaga. Cada um examine a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice. Quem come e bebe sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. Eis por que entre vós há tantos fracos, tantos doentes e tantos mortos!» (1Cor 11, 17-18.20-21.28-30).
 
“Fracos, doentes e mortos”, apesar de comungarem seguidamente. É o pecado de alguns cristãos de Corinto e de hoje: muitas “comunhões” e pouca comunhão! Não é suficiente receber a hóstia para estar com Jesus: é preciso acolhê-lo também no irmão. A fé é unitária: não pode ser assumida em parcelas ou prestações...
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As 10 coisas que o Papa Francisco quer que você saiba

O vaticanista John Allen publica um livro que resume as características mais importantes do pontificado de Francisco e seu impacto na Igreja

19.09.2013
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abouna.org
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O jornalista americano John L. Allen Jr. escreveu um pequeno e intenso livro para a editora Liguori, chamado "10 things Pope Francis wants you to know" ("10 coisas que o Papa Francisco quer que você saiba"). Outros títulos seus são: "10 things Pope Benedict wants you to know" e "Global good news".

Allen é o principal correspondente do National Catholic Reporter (NCR) e analista no Vaticano para a emissora internacional de notícias CNN. As reflexões do sue livro foram escritas em Roma, enquanto ele fazia a cobertura do final do papado de Bento XVI e a eleição do Papa Francisco.

Aproveitando os primeiros passos do papado de Francisco, seus gestos iniciais e a história do próprio Jorge Mario Bergoglio, Allen se pergunta – e pergunta ao leitor: o que Francisco está tentando nos ensinar em seus primeiros meses no trono de Pedro?

"Esta mensagem – diz Allen – pode ser resumida em dez elementos que o Papa Francisco, o pontífice número 266 da Igreja Católica, quer que você saiba."

A primeira questão é a de uma Igreja pobre e dos pobres. Recordando a mensagem aos jornalistas acreditados durante o conclave, em 16 de março, o autor escreve que o Papa Francisco "quer que você saiba que Cristo veio oferecer o amor e a salvação a todos, mas especialmente aos pobres".

O segundo tema é a humildade. Allen lembra que, durante o Sínodo para a Nova Evangelização, realizado em outubro de 2012, Dom Tagle, cardeal de Manila (Filipinas), sublinhou que, se a Igreja quiser reviver sua essência missionária no começo do século 21, precisará de três qualidades: humildade, simplicidade e uma grande capacidade de silêncio. Para Allen, o Papa Francisco cumpre "três dos três" requisitos mencionados por Dom Tagle, "com a humildade acima de todos".

A terceira questão é estar perto do povo. Ainda que, para o Papa Bergoglio, seja simples estar perto das pessoas, que seja parte da sua personalidade, "isso também reflete uma visão de liderança". Evangelizar significa encontrar o povo onde o povo está, ser capaz de compreendê-lo em suas dúvidas e frustrações, conhecê-lo bem, estando perto dele. Estes são bons conselhos, "não somente para o Papa, mas para qualquer um que queira levar Cristo ao mundo".

Assim, o quarto elemento, que parece ser o leitmotiv do Papa Francisco, segundo Allen, é que "nunca nos cansemos da misericórdia de Deus", assim como ele repetiu em sua primeira alocução do Ângelus.

A quinta coisa é que agora todos nós somos franciscanos. "Ao escolher o nome de Francisco, o novo Papa nos disse, essencialmente, que o que Francisco de Assis representa não é mais propriedade de uma congregação religiosa ou de uma escola do catolicismo em particular, mas que é exemplo de vida em todos os níveis, incluindo o mais alto da hierarquia."

Allen dá muita importância ao sexto ponto da lista: a fé deve ser proposta, não imposta. Recordando a bênção dada aos jornalistas em 16 de março, o autor comenta que o Papa foi um participante decisivo da abertura e do diálogo, com uma postura missionária, que abraça todos e não exclui ninguém.

O sétimo elemento é que o Papa Francisco quer que sempre levemos em consideração a realidade de que a Igreja não é uma ONG. Podemos ser bons, profissionais, piedosos, mas, "se não professamos Cristo, como o Papa disse em sua primeira Missa, em 14 de março, há algo errado; podemos chegar a ser uma ONG caridosa, mas não a Igreja, a esposa de Cristo".

A oitava mensagem que o jornalista comenta do Papa Francisco é a de nunca cair no pessimismo. Allen recorda que, em 2012, em uma entrevista ao 30 Giorni, o cardeal Bergoglio sublinhava que o fruto da esperança é a "coragem apostólica", que significa a vontade inquebrantável de transmitir a Palavra de Deus, sempre e em todo lugar.

O nono ensinamento do Papa Francisco aos católicos é o senso de humor; e o décimo: que jamais se despreze a importância da unidade. "O Papa Francisco – conclui Allen – é fruto da ordem jesuíta, que certamente formou nele a capacidade de valorizar a grande diversidade que existe dentro da Igreja Católica."

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Pornografia e direitos sexuais

JMJ formação: há uma grande lista de riscos que a pornografia traz para o desenvolvimento sexual de um adolescente; o mais preocupante é o vício

03.07.2013
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Élison Santos
© Pojoslaw
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Não é de hoje que o conteúdo pornográfico está presente nas mãos de adolescentes em todo o mundo, mas não só dos adolescentes. Com o avanço da internet o acesso à pornografia tornou-se cada vez maior tanto para homens quanto para mulheres. Pesquisas indicam que quase 50% de todos os usuários de internet em todo o mundo vêem pornografia e que 33% são do sexo feminino. Os dados, muitas vezes desconhecidos para a maioria dos pais, revelam uma preocupante realidade em relação à educação sexual, de forma que quanto mais um adolescente busca o prazer virtual, maiores são os sinais de que os relacionamentos reais são complicados e perdem espaço em sua vida. Enquanto há falta de investimento numa educação sexual saudável, a indústria pornográfica lucra mais de 97 bilhões de dólares ao ano em todo o mundo. 
 
Os dados sobre a indústria pornográfica não são precisos, há muita especulação, mas suscitam um questionamento sobre o nosso modo de vida, o modo de vida da sociedade do terceiro milênio. Hoje em dia, falar de sexo com os filhos ainda é um tabu para muitos pais e há um outro grupo de pais que falam sobre sexo com a ótica do mercado, que incentiva as experiências sexuais de toda ordem sem critérios. 
 
O sexo é ainda visto como um direito, ou seja, toda pessoa que experimenta o prazer sexual está vivendo o seu direito, sua liberdade. Muitos pais não sabem como educar os filhos porque se sentem incoerentes, pensam que porque eles têm ou tiveram acesso à pornografia os filhos também têm esse “direito”. Contudo, a experiência sexual configura-se como uma vivência de partilha afetiva, entrega amorosa, o sentido do sexo tem muito mais a ver com um relacionamento entre duas pessoas com histórias em comum do que com um simples direito a ter prazer, desta forma a pornografia desvirtua o real sentido do sexo. 
 
O crescente aumento de acesso à pornografia revela a dificuldade de se encontrar relacionamentos saudáveis que trazem uma verdadeira realização pessoal. Se para alguns adultos este seja um comportamento comum já adquirido durante seu desenvolvimento e que não atrapalha a vida sexual em um relacionamento real como o casamento, esta pode não ser a mesma realidade para as crianças e adolescentes que vivem esta fase de desenvolvimento em uma nova cultura sexual. Hoje, muitos apresentam dificuldades em iniciar um namoro justamente porque estão viciados em pornografia. Uma vez que estão constantemente respondendo aos seus desejos sexuais com estímulos pornográficos, acabam por não permitir que aconteça uma atração sexual natural para com o sexo oposto. 
 
Há uma grande lista de riscos que a pornografia traz para o desenvolvimento sexual de um adolescente. O que é mais preocupante é o risco do vício. Desta forma a pornografia pode ser vista como uma droga que age diretamente na produção de hormônios do prazer e afeta toda a vida social do indivíduo. É preciso motivar as novas gerações a terem uma vida social saudável, uma convivência constante e natural com grupos mistos e principalmente que colabore para uma visão digna e natural do sexo oposto. Uma sociedade saudável é uma sociedade que não reprime a sexualidade nem tampouco a vê como a simples vivência de um direito, mas como expressão do amor.
CREMAÇÃO: SIM OU NÃO?
O tema está na ordem do dia. Está se tornando moda pedir para ser cremado...
A cremação é a destruição violenta do cadáver humano por meio do fogo ou de grande calor, no forno crematório.
Muitos povos pagãos da Antigüidade usavam a cremação. Pelo contrário, o povo judeu e, mais tarde, os cristãos sempre rejeitaram a cremação como indigna e não conveniente à reverência devida ao corpo humano, templo da Santíssima Trindade.
Entretanto, de si, a cremação não é boa nem má, podendo mesmo ser utilizada como necessidade em casos de peste, de catástrofes, nas quais a corrupção lenta de um grande número de cadáveres pode ser perigosa para a saúde (exalações pestilenciais, contágio, etc.).
A razão pela qual a Igreja se opõe à cremação não é por que esta, de si, seria contra o dogma católico da ressurreição. A ressurreição dos corpos não se torna mais difícil pela cremação do que pela corrupção dos corpos. Deus, a partir de uma minúscula célula do corpo humano (contido seja na cinza funerária, seja no resultado da corrupção orgânica) o reconstitui por inteiro. Trata-se de um milagre semelhante ao da criação.
Corpo incorrupto de Santa Catarina de Bolonha, Santuário do Corpus Domini, Bolonha (Itália). Se na época da morte da Santa estivesse gereralizado o costume da cremação de cadáveres, hjoje nao seria possivel admirar o prodígio da conservação de seu corpo e venerá-lo
Até 5 de julho de 1963 a disciplina canônica era severa no tocante à cremação dos corpos dos fiéis falecidos. Punia negando a Exéquia, ou seja a Encomendação do corpo, e a celebração das Missas de corpo presente, de sétimo e trigésimo dia àqueles que postulassem a cremação de seu cadáver.
Se a Igreja condena a cremação é antes de tudo porque ela se opõe à antiqüíssima tradição que remonta às próprias origens da humanidade e que se radica nos justos sentimentos de reverência para com o corpo humano, santificado pela intimidade com a alma elevada pela graça, que o torna templo vivo do Espírito Santo.
A atual lei da Igreja, a partir do Concílio Vaticano II, ao tratar do sepultamento diz o seguinte:
"A Igreja aconselha vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar o cadáver dos defuntos; sem embargo, não proíbe a cremação, a não ser que haja sido eleita por razões contrárias à doutrina cristã" (Código de Direito Canônico, cânon 1176 par. 3).
Nos casos em que razões psicológicas (certas neuroses de ser enterrado vivo) ou outras razões levem alguém a desejar a cremação (ou nos casos de calamidades acima mencionados), as cinzas do defunto devem ser guardadas com respeito, como as cinzas retiradas da sepultura quando se completa a deterioração do cadáver pela corrupção orgânica. O local apropriado para guardá-las são as urnas nos Cemitérios, onde as pessoas podem ir rezar e se recolher para lembrar-se piedosamente do finado. Mas qualquer lugar digno pode ser utilizado.
Enterrar os mortos é uma das obras de misericórdia e a ela se dedicaram inúmeras confrarias piedosas durante os séculos em que a fé predominou na sociedade ocidental.
Mais importante do que tudo é, entretanto, rezar pelas almas dos falecidos, as benditas almas do Purgatório. Deus, em virtude da caridade que nós tivermos para com elas, dispensar-nos-á graças abundantes, durante a vida e abreviará o nosso purgatório depois da morte.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

AS SETE EXCELÊNCIAS DA BATINA


Por Padre Jaime Tovar Patrón
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1ª RECORDAÇÃO CONSTANTE DO SACERDOTE
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Certamente que, uma vez recebida a ordem sacerdotal, não se esquece facilmente. Porém um lembrete nunca faz mal: algo visível, um símbolo constante, um despertador sem ruído, um sinal ou bandeira. O que vai à paisana é um entre muitos, o que vai de batina, não. É um sacerdote e ele é o primeiro persuadido. Não pode permanecer neutro, o traje o denuncia. Ou se faz um mártir ou um traidor, se chega a tal ocasião. O que não pode é ficar no anonimato, como um qualquer. E logo quando tanto se fala de compromisso! Não há compromisso quando exteriormente nada diz do que se é. Quando se despreza o uniforme, se despreza a categoria ou classe que este representa.
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2ª PRESENÇA DO SOBRENATURAL NO MUNDO
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Não resta dúvida de que os símbolos nos rodeiam por todas as partes: sinais, bandeiras, insígnias, uniformes… Um dos que mais influencia é o uniforme. Um policial, um guardião, é necessário que atue, detenha, dê multas, etc. Sua simples presença influi nos demais: conforta, dá segurança, irrita ou deixa nervoso, segundo sejam as intenções e conduta dos cidadãos. Uma batina sempre suscita algo nos que nos rodeiam. Desperta o sentido do sobrenatural. Não faz falta pregar, nem sequer abrir os lábios. Ao que está de bem com Deus dá ânimo, ao que tem a consciência pesada avisa, ao que vive longe de Deus produz arrependimento. As relações da alma com Deus não são exclusivas do templo. Muita, muitíssima gente não pisa na Igreja. Para estas pessoas, que melhor maneira de lhes levar a mensagem de Cristo do que deixar-lhes ver um sacerdote consagrado vestindo sua batina? Os fiéis tem lamentado a dessacralização e seus devastadores efeitos. Os modernistas clamam contra o suposto triunfalismo, tiram os hábitos, rechaçam a coroa pontifícia, as tradições de sempre e depois se queixam de seminários vazios; de falta de vocações. Apagam o fogo e se queixam de frio. Não há dúvidas: o “desbatinamento” ou “desembatinação” leva à dessacralização.
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3ª É DE GRANDE UTILIDADE PARA OS FIÉIS
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O sacerdote o é não só quando está no templo administrando os sacramentos, mas nas vinte e quatro horas do dia. O sacerdócio não é uma profissão, com um horário marcado; é uma vida, uma entrega total e sem reservas a Deus. O povo de Deus tem direito a que o auxilie o sacerdote. Isto se facilita se podem reconhecer o sacerdote entre as demais pessoas, se este leva um sinal externo. Aquele que deseja trabalhar como sacerdote de Cristo deve poder ser identificado como tal para o benefício dos fiéis e melhor desempenho de sua missão.
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4ª SERVE PARA PRESERVAR DE MUITOS PERIGOS
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A quantas coisas se atreveriam os clérigos e religiosos se não fosse pelo hábito! Esta advertência, que era somente teórica quando a escrevia o exemplar religioso Pe. Eduardo F. Regatillo, S.I., é hoje uma terrível realidade. Primeiro, foram coisas de pouca monta: entrar em bares, lugares de recreio, diversão, conviver com os seculares, porém pouco a pouco se tem ido cada vez a mais. Os modernistas querem nos fazer crer que a batina é um obstáculo para que a mensagem de Cristo entre no mundo. Porém, suprimindo-a, desapareceram as credenciais e a mesma mensagem. De tal modo, que já muitos pensam que o primeiro que se deve salvar é o mesmo sacerdote que se despojou da batina supostamente para salvar os outros. Deve-se reconhecer que a batina fortalece a vocação e diminui as ocasiões de pecar para aquele que a veste e para os que o rodeiam. Dos milhares que abandonaram o sacerdócio depois do Concílio Vaticano II, praticamente nenhum abandonou a batina no dia anterior ao de ir embora: tinham-no feito muito antes.
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5ª AJUDA DESINTERESSADA AOS DEMAIS
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O povo cristão vê no sacerdote o homem de Deus, que não busca seu bem particular se não o de seus paroquianos. O povo escancara as portas do coração para escutar o padre que é o mesmo para o pobre e para o poderoso. As portas das repartições, dos departamentos, dos escritórios, por mais altas que sejam, se abrem diante das batinas e dos hábitos religiosos. Quem nega a uma monja o pão que pede para seus pobres ou idosos? Tudo isto está tradicionalmente ligado a alguns hábitos. Este prestígio da batina se tem acumulado à base de tempo, de sacrifícios, de abnegação. E agora, se desprendem dela como se se tratasse de um estorvo?
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6ª IMPÕE A MODERAÇÃO NO VESTIR
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A Igreja preservou sempre seus sacerdotes do vício de aparentar mais do que se é e da ostentação dando-lhes um hábito singelo em que não cabem os luxos. A batina é de uma peça (desde o pescoço até os pés), de uma cor (preta) e de uma forma (saco). Os arminhos e ornamentos ricos se deixam para o templo, pois essas distinções não adornam a pessoa se não o ministro de Deus para que dê realce às cerimônias sagradas da Igreja. Porém, vestindo-se à paisana, a vaidade persegue o sacerdote como a qualquer mortal: as marcas, qualidades do pano, dos tecidos, cores, etc. Já não está todo coberto e justificado pelo humilde hábito religioso. Ao se colocar no nível do mundo, este o sacudirá, à mercê de seus gostos e caprichos. Haverá de ir com a moda e sua voz já não se deixará ouvir como a do que clamava no deserto coberto pela veste do profeta vestido com pêlos de camelo.
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7ª EXEMPLO DE OBEDIÊNCIA AO ESPÍRITO E LEGISLAÇÃO DA IGREJA
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Como alguém que tem parte no Santo Sacerdócio de Cristo, o sacerdote deve ser exemplo da humildade, da obediência e da abnegação do Salvador. A batina o ajuda a praticar a pobreza, a humildade no vestiário, a obediência à disciplina da Igreja e o desprezo das coisas do mundo. Vestindo a batina, dificilmente se esquecerá o sacerdote de seu importante papel e sua missão sagrada ou confundirá seu traje e sua vida com a do mundo.
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O autor: Padre Jaime Tovar Patrón, coronel capelão, ocupou importantes responsabilidades no Vicariato Castrense. Oriundo de Extremadura, Espanha, foi grande orador sacro. Autor do livro Los curas de la Cruzada, autêntica enciclopédia dos heróicos sacerdote que desenvolveram seu trabalho pastoral entre os combatentes da gloriosa Cruzada de 1936. É, ademais, uma história do sacerdócio castrense. Faleceu em janeiro de 2004.
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Fonte: São Pio V

domingo, 9 de junho de 2013

Jovem troca discurso de formatura por Pai-Nosso, apesar de proibição nos EUA

Roy Costner reza o Pai Nosso diante de todos e é aclamado
Roy Costner reza o Pai Nosso diante de todos e é aclamado

O estudante Roy Costner foi escolhido para orador na cerimônia de formatura da escola secundária Liberty, na Carolina do Sul.

Ele foi aclamado pelos presentes quando decidiu substituir pelo Pai-Nosso a mensagem que havia redigido.

Ele entendia enviar assim uma resposta às autoridades educativas do condado (distrito) de sua cidade, que proibiram as orações nessas cerimônias, segundo noticiou a agência ACIPrensa.

O público ficou emocionado quando o jovem rasgou o discurso já pronto e aprovado oficialmente pela diretoria da escola.

Logo a seguir afirmou desde o estrado que agradecia a seus pais por tê-lo educado na Fé desde criança.


Roy rasga o discurso preparado
Roy rasga o discurso preparado
“Acredito que a maioria de vocês vai me entender quando eu digo [faz uma pausa] Pai nosso que estais no Céu, santificado seja o vosso nome” – começou Roy, enquanto o auditório prorrompia em palmas.

Roy Costner concluiu a recitação da oração que Jesus nos ensinou: “Não nos deixeis cair na tentação, mas livrai-nos do mal”, acrescentado “porque vosso é o Reino, vosso o poder e a glória pelos séculos dos séculos. Amém”.

Para os amigos, Roy é cristão sério e corajoso
Para os amigos, Roy é cristão sério e corajoso
O estudante agiu em protesto pela decisão do Distrito Escolar do Condado de Pickens de não permitir orações nas cerimônias de formatura.

As autoridades educativas baixaram essa proibição atendendo a pedidos critianofóbicos de ateus da cidade.

O porta-voz do Distrito Escolar, John Eby, respondeu que não serão adotadas medidas disciplinarias contra Roy.

“Não vamos punir os estudantes por expressar sua fé religiosa. Agora ele é um graduado, não podemos fazer mais nada, ainda que quiséssemos”, esclareceu.

Roy Costner entrevistado pela TV
Roy Costner entrevistado pela TV
Um dos vídeos da cerimônia superou 45 mil visualizações no YouTube no mesmo dia e foi retransmitido até pela televisão Fox.

No domingo, as visualizações no Youtube superavam o milhão.

Segundo amigos e familiares, Roy é um rapaz muito corajoso que fez o que deveria fazer no momento certo.

A Cristofobia só avançará se encontrar diante de si apenas poltrões.