sexta-feira, 4 de outubro de 2013

As 10 coisas que o Papa Francisco quer que você saiba

O vaticanista John Allen publica um livro que resume as características mais importantes do pontificado de Francisco e seu impacto na Igreja

19.09.2013
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O jornalista americano John L. Allen Jr. escreveu um pequeno e intenso livro para a editora Liguori, chamado "10 things Pope Francis wants you to know" ("10 coisas que o Papa Francisco quer que você saiba"). Outros títulos seus são: "10 things Pope Benedict wants you to know" e "Global good news".

Allen é o principal correspondente do National Catholic Reporter (NCR) e analista no Vaticano para a emissora internacional de notícias CNN. As reflexões do sue livro foram escritas em Roma, enquanto ele fazia a cobertura do final do papado de Bento XVI e a eleição do Papa Francisco.

Aproveitando os primeiros passos do papado de Francisco, seus gestos iniciais e a história do próprio Jorge Mario Bergoglio, Allen se pergunta – e pergunta ao leitor: o que Francisco está tentando nos ensinar em seus primeiros meses no trono de Pedro?

"Esta mensagem – diz Allen – pode ser resumida em dez elementos que o Papa Francisco, o pontífice número 266 da Igreja Católica, quer que você saiba."

A primeira questão é a de uma Igreja pobre e dos pobres. Recordando a mensagem aos jornalistas acreditados durante o conclave, em 16 de março, o autor escreve que o Papa Francisco "quer que você saiba que Cristo veio oferecer o amor e a salvação a todos, mas especialmente aos pobres".

O segundo tema é a humildade. Allen lembra que, durante o Sínodo para a Nova Evangelização, realizado em outubro de 2012, Dom Tagle, cardeal de Manila (Filipinas), sublinhou que, se a Igreja quiser reviver sua essência missionária no começo do século 21, precisará de três qualidades: humildade, simplicidade e uma grande capacidade de silêncio. Para Allen, o Papa Francisco cumpre "três dos três" requisitos mencionados por Dom Tagle, "com a humildade acima de todos".

A terceira questão é estar perto do povo. Ainda que, para o Papa Bergoglio, seja simples estar perto das pessoas, que seja parte da sua personalidade, "isso também reflete uma visão de liderança". Evangelizar significa encontrar o povo onde o povo está, ser capaz de compreendê-lo em suas dúvidas e frustrações, conhecê-lo bem, estando perto dele. Estes são bons conselhos, "não somente para o Papa, mas para qualquer um que queira levar Cristo ao mundo".

Assim, o quarto elemento, que parece ser o leitmotiv do Papa Francisco, segundo Allen, é que "nunca nos cansemos da misericórdia de Deus", assim como ele repetiu em sua primeira alocução do Ângelus.

A quinta coisa é que agora todos nós somos franciscanos. "Ao escolher o nome de Francisco, o novo Papa nos disse, essencialmente, que o que Francisco de Assis representa não é mais propriedade de uma congregação religiosa ou de uma escola do catolicismo em particular, mas que é exemplo de vida em todos os níveis, incluindo o mais alto da hierarquia."

Allen dá muita importância ao sexto ponto da lista: a fé deve ser proposta, não imposta. Recordando a bênção dada aos jornalistas em 16 de março, o autor comenta que o Papa foi um participante decisivo da abertura e do diálogo, com uma postura missionária, que abraça todos e não exclui ninguém.

O sétimo elemento é que o Papa Francisco quer que sempre levemos em consideração a realidade de que a Igreja não é uma ONG. Podemos ser bons, profissionais, piedosos, mas, "se não professamos Cristo, como o Papa disse em sua primeira Missa, em 14 de março, há algo errado; podemos chegar a ser uma ONG caridosa, mas não a Igreja, a esposa de Cristo".

A oitava mensagem que o jornalista comenta do Papa Francisco é a de nunca cair no pessimismo. Allen recorda que, em 2012, em uma entrevista ao 30 Giorni, o cardeal Bergoglio sublinhava que o fruto da esperança é a "coragem apostólica", que significa a vontade inquebrantável de transmitir a Palavra de Deus, sempre e em todo lugar.

O nono ensinamento do Papa Francisco aos católicos é o senso de humor; e o décimo: que jamais se despreze a importância da unidade. "O Papa Francisco – conclui Allen – é fruto da ordem jesuíta, que certamente formou nele a capacidade de valorizar a grande diversidade que existe dentro da Igreja Católica."

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Pornografia e direitos sexuais

JMJ formação: há uma grande lista de riscos que a pornografia traz para o desenvolvimento sexual de um adolescente; o mais preocupante é o vício

03.07.2013
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Élison Santos
© Pojoslaw
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Não é de hoje que o conteúdo pornográfico está presente nas mãos de adolescentes em todo o mundo, mas não só dos adolescentes. Com o avanço da internet o acesso à pornografia tornou-se cada vez maior tanto para homens quanto para mulheres. Pesquisas indicam que quase 50% de todos os usuários de internet em todo o mundo vêem pornografia e que 33% são do sexo feminino. Os dados, muitas vezes desconhecidos para a maioria dos pais, revelam uma preocupante realidade em relação à educação sexual, de forma que quanto mais um adolescente busca o prazer virtual, maiores são os sinais de que os relacionamentos reais são complicados e perdem espaço em sua vida. Enquanto há falta de investimento numa educação sexual saudável, a indústria pornográfica lucra mais de 97 bilhões de dólares ao ano em todo o mundo. 
 
Os dados sobre a indústria pornográfica não são precisos, há muita especulação, mas suscitam um questionamento sobre o nosso modo de vida, o modo de vida da sociedade do terceiro milênio. Hoje em dia, falar de sexo com os filhos ainda é um tabu para muitos pais e há um outro grupo de pais que falam sobre sexo com a ótica do mercado, que incentiva as experiências sexuais de toda ordem sem critérios. 
 
O sexo é ainda visto como um direito, ou seja, toda pessoa que experimenta o prazer sexual está vivendo o seu direito, sua liberdade. Muitos pais não sabem como educar os filhos porque se sentem incoerentes, pensam que porque eles têm ou tiveram acesso à pornografia os filhos também têm esse “direito”. Contudo, a experiência sexual configura-se como uma vivência de partilha afetiva, entrega amorosa, o sentido do sexo tem muito mais a ver com um relacionamento entre duas pessoas com histórias em comum do que com um simples direito a ter prazer, desta forma a pornografia desvirtua o real sentido do sexo. 
 
O crescente aumento de acesso à pornografia revela a dificuldade de se encontrar relacionamentos saudáveis que trazem uma verdadeira realização pessoal. Se para alguns adultos este seja um comportamento comum já adquirido durante seu desenvolvimento e que não atrapalha a vida sexual em um relacionamento real como o casamento, esta pode não ser a mesma realidade para as crianças e adolescentes que vivem esta fase de desenvolvimento em uma nova cultura sexual. Hoje, muitos apresentam dificuldades em iniciar um namoro justamente porque estão viciados em pornografia. Uma vez que estão constantemente respondendo aos seus desejos sexuais com estímulos pornográficos, acabam por não permitir que aconteça uma atração sexual natural para com o sexo oposto. 
 
Há uma grande lista de riscos que a pornografia traz para o desenvolvimento sexual de um adolescente. O que é mais preocupante é o risco do vício. Desta forma a pornografia pode ser vista como uma droga que age diretamente na produção de hormônios do prazer e afeta toda a vida social do indivíduo. É preciso motivar as novas gerações a terem uma vida social saudável, uma convivência constante e natural com grupos mistos e principalmente que colabore para uma visão digna e natural do sexo oposto. Uma sociedade saudável é uma sociedade que não reprime a sexualidade nem tampouco a vê como a simples vivência de um direito, mas como expressão do amor.

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