sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O papa, os padres e os carros

A simplicidade dos carros – acompanhada pela simplicidade de vida – impedirá que os ministros da Igreja se acomodem em seus templos ou lares

25.09.2013
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Dom Redovino Rizzardo
JMJ Rio2013
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No dia 6 de julho, pouco antes de iniciar sua viagem ao Brasil, o Papa Francisco se entreteve com um grupo de aproximadamente 6.000 candidatos à vida religiosa e ao sacerdócio, que haviam chegado de toda a Itália. Em dado momento, ele confessou que «não se sente bem quando vê padres e religiosos em carros “último modelo”. Não pode ser! O carro é necessário, mas que seja simples! Pensemos em quantas crianças morrem de fome! Num mundo em que as riquezas causam tanto dano, temos que ser coerentes. O dinheiro não pode ser a primeira preocupação da paróquia».

O “carro dos padres”, porém, é apenas a “ponta do iceberg” da grande reforma que o Papa deseja ver abraçada, primeiramente pelos eclesiásticos e, em seguida, por todos os cristãos que almejam um futuro melhor para a Igreja e a sociedade. Para ele, o apego aos bens materiais impede o encontro íntimo e profundo com Deus, transforma a Igreja numa empresa e corrompe o coração humano, fazendo-o insensível às necessidades e aos sofrimentos dos irmãos. Quando não partilhados, os bens escravizam a quem os detém. Seu lugar deve ser ocupado pela única riqueza que alimenta a esperança da humanidade: a solidariedade.

Foi o que disse no Rio de Janeiro, na visita que fez, no dia 24 de julho, ao Hospital São Francisco de Assis: «Quis Deus que meus passos, depois do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, se dirigissem para o santuário do sofrimento humano, que é o Hospital São Francisco de Assis. É bem conhecida a conversão do santo patrono de vocês: o jovem Francisco abandona riquezas e comodidades para fazer-se pobre entre os pobres. Entende que não são as coisas, o ter, os ídolos do mundo, a verdadeira riqueza; não são eles que dão a verdadeira alegria, mas, sim, seguir a Cristo e servir os irmãos».

No dia seguinte, no encontro que manteve com a Comunidade da Varginha, o Papa acrescentou que a conversão e a identidade do cristão se realizam plenamente na atividade por uma sociedade justa e fraterna: «Ninguém pode ficar insensível diante das desigualdades que subsistem no mundo! Não é a cultura do egoísmo e do individualismo que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas a cultura da solidariedade, que faz ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.

Nenhum esforço de pacificação será duradouro nem haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, marginaliza e abandona na periferia a parte de si mesma. Uma sociedade que assim age, empobrece a si própria e perde algo de essencial de si mesma. Só quando somos capazes de partilhar é que nos enriquecemos: tudo aquilo que se partilha, se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é demonstrada pela maneira como trata a quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!».

Por fim, no dia 27, ao discursar para bispos, sacerdotes, religiosos e seminaristas reunidos na catedral metropolitana, Francisco lhes indicou o caminho para a grande obra de renovação eclesial e social por ele almejada: «Em muitos ambientes, ganhou espaço a cultura da exclusão e do descartável. Não há mais lugar para o idoso e para o filho indesejado. Não há mais tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. As relações humanas parecem regidas por dois dogmas: a eficiência e o pragmatismo. Tenhamos coragem de ir contracorrente! Não renunciemos a este dom de Deus, que é sermos a única família dos seus filhos. O que torna a nossa civilização verdadeiramente humana é o encontro, a acolhida, a solidariedade, a fraternidade. Coloquemo-nos a serviço da cultura da comunhão e do encontro!».

A simplicidade dos carros – acompanhada pela simplicidade de vida – impedirá que os ministros da Igreja se acomodem em seus templos ou lares, como meros prestadores de serviços religiosos. A comunhão e o encontro obrigam a sair, disse Francisco: «Não podemos nos enclausurar em nossas comunidades ou instituições, quando há tanta gente esperando o evangelho! Não se trata somente de abrir a porta para acolher, mas de sair para procurar e encontrar. Com coragem, pensemos a pastoral a partir da periferia, a partir de quem está afastado e não frequenta a paróquia. Ele também é convidado à mesa do Senhor!».

Quem pode ser bispo?

Na Igreja Católica, ele é considerado sucessor dos Apóstolos, com a tarefa de se colocar a serviço de uma determinada porção do povo de Deus

27.09.2013
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Dom Redovino Rizzardo
© Alessia GIULIANI / CPP / CIRIC
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No próximo domingo, dia 29, Dom João Gilberto de Moura inicia seu serviço pastoral em Jardim, no Mato Grosso do Sul. Mineiro de Ituiutaba, 49 anos, ele é o quarto bispo de uma Diocese criada há 32 anos e que, até hoje, contou com a atuação de três prelados: Dom Onofre Cândido Rosa, SDB (1981/1999), Dom Bruno Pedron, SDB (1999/2008) e Dom Jorge Alves Bezerra, SSS (2008/2012). Ele é o primeiro sacerdote do clero diocesano a assumir os destinos da Igreja Católica em Jardim.

A ocasião se presta para uma reflexão sobre o significado e a missão que cabem a um bispo. Na Igreja Católica, ele é considerado sucessor dos Apóstolos, com a tarefa de se colocar a serviço de uma determinada porção do povo de Deus e, em unidade com o Papa, fazer suas «as preocupações por todas as Igrejas», como dizia de si mesmo São Paulo (2Cor 11,28).

Para entender e aprofundar o assunto, é de ajuda o pronunciamento feito no dia 21 de junho pelo Papa Francisco aos Núncios Apostólicos. Como se sabe, além de representar o Vaticano junto aos países que o reconhecem como Estado, eles têm um papel preponderante na seleção dos candidatos ao episcopado.

O Santo Padre começou seu discurso citando um antigo provérbio, sempre visto como critério para a escolha de quem deve dirigir uma Diocese: «Seja santo para rezar, sábio para ensinar e prudente para governar».

Em seguida, como primeira condição para os padres “bispáveis”, Francisco coloca o desprendimento e a proximidade com o povo: «Talvez o candidato seja um grande teólogo, uma celebridade cultural: que vá, então, para uma universidade, onde fará muito bem! O que precisamos é de pastores que sejam pais e irmãos: mansos, pacientes e misericordiosos! Que vivam a pobreza interior como liberdade para melhor servir a Deus, e a pobreza exterior na simplicidade e na austeridade de vida! Que não tenham a mentalidade de príncipes!».

Outra virtude indispensável do candidato é a humildade: «Não escolham pessoas ambiciosas, que anseiam pelo episcopado. Conta-se que o bem-aventurado João Paulo II, em sua primeira audiência com o cardeal-prefeito da Congregação para os Bispos, quando lhe foi perguntado sobre os critérios para a eleição dos candidatos, ele teria respondido com sua voz característica: “O primeiro critério é este: os que querem, nós não os queremos!”».

Foi a resposta que ele mesmo deu, poucos dias antes, a uma menina que, muito candidamente, lhe perguntara se queria ser Papa: «Tu sabes o que é não querer bem a si mesmo? Uma pessoa que quer ser Papa não se ama nem é abençoada por Deus. Não, eu nunca quis ser Papa!».

Prosseguindo em sua alocução, Francisco lembrou aos Núncios que, «também para os homens da Igreja», existe o perigo de ceder ao «espírito do mundo», a procurar não a glória de Deus, mas a realização pessoal, caindo numa «burguesia espiritual», que leva a «afrouxar, a buscar uma vida cômoda e tranquila. Quando nós, pastores, cedemos a esse espírito, nos expomos ao ridículo. Sim, poderemos, talvez, receber alguns aplausos, mas as mesmas pessoas que parecem nos aprovar, depois nos criticam pelas costas. Digam aos bispos que devem ser esposos de uma só Igreja, sem sonhar com outras Dioceses mais importantes ou mais ricas!».

Três meses depois, no dia 19 de setembro, falando para 120 bispos recém-nomeados, o Papa almejou que não fossem “bispos de aeroporto”: «Desçam entre seus fiéis, em todas as periferias existenciais de sofrimento, solidão e degradação humana. A presença pastoral requer que se caminhe com o povo: à sua frente, para lhe indicar o caminho; em seu meio, para fortalecê-lo na unidade; e na retaguarda, para que ninguém fique para trás».

A palavra final foi reservada ao relacionamento com os presbíteros: «Quero lembrar-lhes a amizade com os sacerdotes. Eles são as pessoas mais próximas, os primeiros onde buscar conselho e ajuda e os primeiros a quem acompanhar como pais, irmãos e amigos. Uma das tarefas primordiais de vocês devem ser o cuidado espiritual do presbitério e a atenção às necessidades humanas de cada sacerdote, sobretudo nos momentos mais delicados e importantes de seus ministérios e de suas vidas».
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    Você ainda se confessa?

    Enquanto alguns cristãos pensam que nada mais seja pecado, outros o resumem ao campo da sexualidade

    23.08.2013
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    Dom Redovino Rizzardo
    © Pascal Deloche / GODONG
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    No dia 30 de junho, um site de Campo Grande publicou um artigo sobre a confissão, um assunto que parece fora de moda, quase um tabu. Nele, o autor escrevia: «Drogas, questões sexuais e brigas familiares mantêm o sacramento da confissão em alta mesmo em tempos de “é proibido proibir”. Com novos conceitos, como a troca da nomenclatura “pecado” por “dilema”, fim das penitências folclóricas e até a abolição do confessionário, o ato de reconciliação com Deus ganha ares de terapia em Campo Grande. A procura é tão grande que, no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, às quartas-feiras, dez padres atendem até 700 pessoas entre 6 e 22 horas».
     
    Ao longo do texto, o articulista deu a palavra a dois sacerdotes que atuam em Campo Grande: o Pe. Wilson Cardoso de Sá, diretor do Instituto de Teologia João Paulo II, e o Pe. Dírson Gonçalves, reitor do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
     
    Em seu sentido mais profundo, explica o Pe. Wilson, o pecado é adultério e idolatria: quebra ou, pelo menos, enfraquece a comunhão que liga o homem a Deus, ao próximo e à criação. Mesmo quando oculto, ele não prejudica apenas a quem o comete, mas a toda a humanidade.
     
    Seu conceito sofreu uma grande transformação na sociedade. Enquanto alguns cristãos pensam que nada mais seja pecado, outros o resumem ao campo da sexualidade. Esquecem que também a fofoca, a corrupção, a droga, a violência e as infrações no trânsito integram a lista das faltas a serem confessadas e corrigidas.
     
    E o que dizer da “penitência” que o padre impõe a quem busca o confessionário? Responde o Pe. Wilson: «Se você fez aborto, nada vai trazer a pessoa de volta; mas você pode dar sua ajuda a uma criança, a uma família. Se roubou, deve devolver o dinheiro. Se caluniou, você precisa pedir perdão não só a quem ofendeu, mas também às pessoas que foram contaminadas...».
     
    Por sua vez, o Pe. Dírson orienta os fiéis a se confessarem pelo menos duas vezes ao ano, nas solenidades do Natal e da Páscoa. Mas é bom fazê-lo também ao longo do ano: «Muita gente vem em busca de orientação e de conselhos. Há pessoas que sofrem relacionamentos complicados no namoro, no casamento, na família. Crescem a cada dia os problemas derivados do consumo da droga, da bebida, da falta ou do excesso de bens materiais».
     
    Como os demais sacramentos da Igreja, a confissão é um grande presente de Deus. Reconhecer o pecado já é meio caminho andado, uma atitude que leva à felicidade e à santidade. É o que reconhecem todas as pessoas que experimentam a misericórdia de Deus: «Feliz o homem que foi perdoado, a quem o Senhor não olha mais como culpado! Enquanto eu escondia o meu pecado, os meus ossos definhavam, as minhas forças fugiam e eu passava o dia chorando e gemendo. Mas quando confessei o meu pecado, tu logo perdoaste a minha culpa» (Sl 32,1-5).
     
    Para a Igreja Católica, a confissão é vista como o sacramento da penitência e da reconciliação, instituído por Jesus no domingo da Páscoa: «Os pecados daqueles que vocês perdoarem, serão perdoados; mas, se não os perdoarem, eles ficarão retidos» (Jo 20, 23). Tal doutrina é assim apresentada pelo Concílio Vaticano II: «Os fiéis que se aproximam do sacramento da penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e, ao mesmo tempo, são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, mas que agora colabora para a sua conversão com caridade, exemplo e orações». 
     
    Contudo, a confissão não foi dada “apenas” para perdoar pecados. Deus não precisa dela para demonstrar sua misericórdia a quem se arrepende. O grande milagre operado por ela é permitir que Deus penetre em nossa vida através das fraquezas que lhe entregamos. Ao recebermos a absolvição, o pecado perde a sua força e se transforma em graça. Foi esta a descoberta que levou São Paulo a ter uma nova visão da perfeição cristã: «Se a força de Deus se realiza na fraqueza, prefiro gloriar-me dela, pois, quando sou fraco, então é que sou forte» (2Cor 12, 9-10). Descobrir a arte de aproveitar das próprias faltas para dar a Deus a alegria de ser amor e misericórdia: eis o paraíso já aqui na terra.
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Por que o Papa não dá a comunhão?

Desde quando era arcebispo de Buenos Aires, Francisco age diferente: deixa essa tarefa para outros ministros. Não são poucas as pessoas que lhe perguntam os motivos...

21.08.2013
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Dom Redovino Rizzardo
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Não sei se todos sabem que, na Igreja Católica, existe uma norma para a distribuição da Eucaristia durante a missa: quando o bispo, os padres e os diáconos estão presentes, quem dá a comunhão ao povo são eles, não os ministros extraordinários. Só ficam isentos quando idosos, doentes e fatigados. Contudo, desde quando era arcebispo de Buenos Aires, o Papa Francisco age diferente: deixa essa tarefa para outros ministros. Não são poucas as pessoas que lhe perguntam os motivos... A resposta está em seu livro “Sobre o Céu e a Terra”.
 
«Davi foi adultero e autor intelectual de um assassinato. Apesar disso, nós o veneramos como santo porque teve coragem de reconhecer o seu pecado. Humilhou-se perante Deus. As pessoas podem fazer grandes bobagens, mas, também, podem se arrepender, mudar de vida e reparar o que fizeram. Entre os fiéis, há alguns que matam não só intelectualmente ou fisicamente, mas também indiretamente, pelo mau uso do dinheiro, pagando salários injustos. Talvez façam parte de sociedades beneficentes, mas não pagam a seus funcionários o que lhes é devido, ou os contratam “por fora”.
 
Conhecemos o currículo de alguns deles; passam por católicos, mas têm atitudes imorais, das quais não se arrependem. É por isso que, em certas situações, eu não dou a comunhão. Fico sentado, e os assistentes a distribuem. Não quero que essas pessoas se aproximem de mim para fazer fotografias. De per si, seria possível negar a comunhão a um pecador público que não se arrepende, mas é muito difícil comprovar essas coisas. Receber a comunhão significa receber o corpo do Senhor, com a consciência de que formamos uma comunidade. Mas, se alguém, ao invés de unir o povo de Deus, ceifa a vida dos irmãos, não pode comungar: seria uma contradição total.
 
Tais casos de hipocrisia espiritual acontecem com muitas pessoas que se abrigam na Igreja e não vivem segundo a justiça que Deus quer. Não demonstram nenhum arrependimento. Vulgarmente dizemos que levam uma vida dupla». Quem ajudou o Cardeal Jorge Bergoglio e agora Papa Francisco a tomar e a manter essa atitude foi a foto que, em 1987, circulou pelo mundo, revelando que o Papa João Paulo II, em sua visita ao Chile, dera a comunhão ao ditador Augusto Pinochet...
 
Mas, como ele próprio se pergunta, pode-se recusar a hóstia a uma pessoa que se aproxima para comungar? E caso se possa, convém fazê-lo? Em tempos não muito remotos, havia padres que, com muita facilidade, a negavam não apenas a bêbados, maltrapilhos e doidos, mas também a “pecadores públicos” e a mulheres com trajes inadequados.
 
Na prática, quem é que poderia ou deveria receber a comunhão? De per si, a resposta é simples: quem adere à fé da Igreja Católica; quem assume a sua doutrina; quem se esforça por viver o Evangelho, inclusive nas páginas que lhe parecem difíceis. Assim sendo, se o amasiado não pode comungar, poderá fazê-lo o adúltero, o ladrão, o corrupto? Poderá, se ele se arrepender de seus pecados e perseverar num processo de conversão. Caso contrário, receber a hóstia nada significa. Pior ainda: faz mais mal do que bem.
 
Para São Paulo, só entra em comunhão com o corpo e sangue de Cristo quem assume o compromisso de construir a comunhão com os irmãos: «Pelas divisões que há entre vós, vossas celebrações trazem mais prejuízos do que benefícios. De fato, quando vos reunis, não participais da Ceia do Senhor, porque a vossa preocupação é consumir a própria ceia. E, enquanto um passa fome, o outro se embriaga. Cada um examine a si mesmo antes de comer deste pão e beber deste cálice. Quem come e bebe sem discernir o Corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação. Eis por que entre vós há tantos fracos, tantos doentes e tantos mortos!» (1Cor 11, 17-18.20-21.28-30).
 
“Fracos, doentes e mortos”, apesar de comungarem seguidamente. É o pecado de alguns cristãos de Corinto e de hoje: muitas “comunhões” e pouca comunhão! Não é suficiente receber a hóstia para estar com Jesus: é preciso acolhê-lo também no irmão. A fé é unitária: não pode ser assumida em parcelas ou prestações...
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