Um belo e tradicional Hino à Nossa
Senhora tem o título acima em um de seus versos. E nada é mais adequado para
servir de parâmetro e norma sobre os usos e costumes no vestir em todos os
tempos e lugares, e de modo especial, na Igreja.
Maria Santíssima deve ser o modelo em tudo para os católicos e,
sobretudo, às católicas que amam a Santa Igreja e não desejam vê-la afrontada
com as “modas que ofendem a Nosso Senhor” conforme revelara Nossa Senhora a
Jacinta em uma das suas aparições, em Fátima.
Em nome de uma certa modernização, conforto e, pasmem, até mesmo em nome
da higiene e da saúde, querem alguns, de consciência extremamente larga,
afirmar que é preciso, sobretudo no verão, usar roupas leves e frescas (e, por
leves e frescas entendam-se as roupas, curtas, decotadas, transparentes ou que
marquem a silhueta).
É de se lamentar ainda a atitude das mães que vestem (ou melhor, despem)
suas filhas desde a mais tenra idade como os ídolos da TV. Destas crianças não
se pode jamais esperar na idade adulta a decência no vestir. Mais triste ainda
é se constatar que, na maioria dos casos, o exterior refletirá fielmente o
interior.
Se hoje a Igreja não mais põe avisos ou
discretos guardas às portas dos templos para impedir a entrada dos que se
vestem de modo inconveniente não é por que deixou de ser um escândalo, mas,
sim, porque a Igreja é Mãe e acolhe a todos. Mas, mesmo sendo Mãe, a Igreja não
deixa de ser Mestra e procura ensinar a seus filhos e filhas usando o diálogo
do amor.
Enquanto a igreja-edifício é a Casa de Deus, por outro lado nosso corpo
é também templo em que habita o Espírito Santo. Ambos são, portanto, dignos de
todo respeito.
Desde o Paraíso nossos primeiros pais foram impelidos ao uso de algo que
lhes cobrissem e, embora cobertos na cintura, se julgaram ainda nus, tiveram
vergonha e se esconderam de Deus (Gen. 3, 7).
Nosso Senhor Jesus Cristo adverte-nos no Evangelho de São Mateus: “...
ai daquele por quem vem o escândalo!”
Vivendo uma era de hedonismo, materialismo e de um culto exacerbado ao
corpo, o homem do nosso tempo, somente a muito custo não perderá os sagrados
ditames da sua consciência cristã que o fará distinguir o Bem do Mal.
Não são os usos, os costumes e as modas que ditam os limites entre o que
é moralmente aceito e aquilo que é imoral, mas, exatamente o contrário. Não é
porque a moda se tornou de uso corrente que se trata de algo bom e que deve ou
pode ser aceito por todos. A nos orientar seguramente estão os Mandamentos da
Lei de Deus, a Sagrada Tradição, o Magistério da Igreja e a Sagrada Escritura.
Que nossa Mãe Santíssima seja o modelo para todas as mulheres que amam
verdadeiramente a Jesus.
Àqueles e àquelas que nos pedissem um modelo prático poderíamos responder:
Olhai como veste a Mãe do Senhor!

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